O que é e-commerce: para que serve e como funciona?

Por: Luane Silvestre
O que é e-commerce: para que serve e como funciona?

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A vida moderna é cheia de termos vindos do inglês, especialmente para designar coisas relacionadas à internet — ela mesma uma palavra gringa. Entre eles, está o e-commerce. Se você chegou até aqui, provavelmente quer saber o que é e-commerce e tudo o que está relacionado a ele, certo?

Portanto, ao longo deste artigo, vamos nos debruçar sobre o significado da palavra “e-commerce”, o que ele é, para que serve, como funciona, além de outras informações que podem te ajudar a entender esse mundo. Vamos lá?

O que é e-commerce?

A palavra e-commerce é uma abreviação de electronic commerce, ou “comércio eletrônico”, em uma tradução literal. Essa utilização da letra “e” para indicar algo que se dá na internet é semelhante à da feita no famoso e-mail, que significa “correio eletrônico”.

O e-commerce, então, se refere às transações comerciais realizadas totalmente online. Desde a escolha do produto pelo cliente, até a finalização do pedido, com o pagamento, todo o processo deve ser realizado por meios digitais.

Nesse tipo de comércio, a única etapa no mundo físico é a da logística de entrega das encomendas aos compradores.

Além dos processos de compra, o e-commerce se baseia, principalmente, na divulgação e promoção de seus produtos ou serviços — uma vez que as duas coisas podem ser vendidas online — por meio do marketing digital. Dessa forma, essa parte da conquista dos clientes também costuma ser feita pela internet.

Crie sua loja virtual e venda pela internet
Crie sua loja virtual e venda pela internet pelo seu computador

Para que serve o e-commerce?

Assim como uma loja que você vê na rua ou no shopping, um e-commerce serve para vender produtos ou serviços a clientes.

Do ponto de vista do consumidor, a compra pela internet torna esse processo muito mais simples. Do conforto de sua casa — ou de qualquer lugar, no caso dos smartphones —, é possível adquirir qualquer tipo de produto.

Uma pesquisa do site americano eMarketer, publicada em  2018, aponta quais os principais motivos que levam os americanos a comprarem online:

  • Conveniência (43%);
  • Preços (19%);
  • Entrega em casa (8%);
  • Variedade de produtos (8%);
  • Facilidade de comparação dos produtos e disponibilidade de avaliações dos artigos (4%).

Gráfico de pizza do eMarketer com os dados citados anteriormente no texto sobre os motivos que levam americanos a comprar online, mostrando o que é e-commerce e seus benefícios

É sempre interessante observar o mercado norte-americano como um local onde surgem tendências relacionadas ao comércio digital. Em geral, o que observamos lá, acaba se traduzindo à nossa realidade também.

Sob a ótica do vendedor, o e-commerce permite que se inicie um negócio com investimentos bastantes inferiores ao que se teria com uma loja física. Além disso, há mais flexibilidade para lidar com sua empresa, uma vez que você pode fazer seus horários e trabalhar de onde achar mais conveniente.

O comércio digital também permite que as vendas sejam realizadas a qualquer horário, sem a necessidade de que você tenha vendedores atendendo um visitante em seu e-commerce. Essa autonomia dos clientes torna tanto a vida deles quanto a do lojista mais prática.

Saiba mais: 20 vantagens do e-commerce para quem já tem loja física

Como funciona o e-commerce?

De forma geral, o e-commerce conduz o cliente a cumprir algumas etapas. Primeiro, ele chega à sua loja virtual e escolhe um ou mais produtos.

Em seguida, ele coloca esses artigos no carrinho e segue para a página em que finaliza o pedido. Ali, no momento do checkout — o momento de terminar a compra —, o consumidor preenche seus dados, como e-mail e CEP, para que o frete possa ser calculado.

Na sequência, ele segue para o pagamento. Nesse momento, ele seleciona uma entre as formas disponibilizadas — que, em geral, incluem cartão de crédito ou débito, boleto e até mesmo transferência bancária.

Depois disso, após a aprovação do pagamento, o lojista envia, por meio dos Correios ou de uma transportadora, a encomenda até o cliente.

Para que esse processo todo possa ser realizado com sucesso, é preciso que o comerciante esteja preparado e atento aos aspectos abaixo:

Fornecedores

Pode parecer óbvio, mas, para vender produtos, é necessário tê-los para vender. Isso significa que você deverá ter bons fornecedores, de quem vai comprar os artigos para revender aos seus clientes.

Essa opção só não se aplica àqueles que vendam produtos confeccionados por eles mesmos. Mas, ainda assim, esses artigos precisam estar disponíveis para venda.

Disposição dos produtos

Assim como em uma loja física, os produtos precisam estar dispostos de forma atraente para os visitantes em um e-commerce — como se fosse uma vitrine.

É necessário ter em mente que, ao comprar online, as pessoas não têm contato físico com o produto. Por isso, essa falta deve ser compensada por meio de boas fotos e descrições completas dos artigos.

Para trazer o máximo de informações, é preciso especificar como são as cores, texturas, qual o peso, quais as dimensões do produto e, ainda, no caso de roupas, disponibilizar uma tabela de medidas para cada um dos tamanhos.

Captura de tela da loja Chanéco, com fotos e descrições de uma calça vendida online, mostrando o aspecto da descrição no artigo "o que é e-commerce"

Assim, é possível minimizar a desconfiança dos consumidores que não têm tanta certeza se compram um produto que ainda não viram pessoalmente.

Meios de pagamento

Para que as transações possam ser realizadas, o lojista precisa disponibilizar diferentes formas de pagamento para o cliente. Conforme citamos anteriormente, entre as mais comuns estão o cartão de crédito ou de débito, o boleto e a transferência bancária.

É importante lembrar de fornecer mais de uma opção. Assim, os clientes podem escolher aquela que se encaixar melhor em seu perfil. Existem, até mesmo, lojas virtuais que permitem a combinação de mais de uma forma na hora de realizar um pagamento, de acordo com a necessidade do consumidor.

A forma como esses meios de pagamento serão integrados vai depender do seu canal de vendas online. Mas nos aprofundaremos nesse assunto um pouco mais à frente.

Meios de envio

Por fim, para que os artigos cheguem até os consumidores de um e-commerce, é necessário selecionar meios de envio.

Como já mencionamos, as compras podem ser enviadas aos clientes pelos Correios ou por outras transportadoras. É importante lembrar, sempre, de comparar opções, prazos e preços, afinal, esse é um fator que costuma impactar a experiência dos consumidores e pode levar à desistência da compra.

Para se aprofundar no assunto das vendas online, veja também: Como vender pela internet: a estratégia digital que toda marca deve ter

Canais de venda online

Já sabemos o que é e-commerce — ou comércio eletrônico —, certo? Vamos agora entender a diferença entre alguns canais de venda digitais.

Antes disso, é importante lembrar que, embora muitas pessoas associem e-commerce com loja virtual, o comércio eletrônico engloba várias outras possibilidades além da loja. Veja a seguir:

Loja virtual

A loja virtual é um site criado pelo vendedor para expor e comercializar seus produtos.

Toda a gestão do negócio é feita pelo lojista, desde a escolha dos layouts, a forma como os produtos são expostos, a exibição do logo, até muitas outras questões relacionadas à estratégia da marca.

Para a criação desse site, é possível contratar um desenvolvedor, que vai começá-lo do zero, ou, então, optar por uma plataforma de e-commerce. Alguns exemplos de plataforma são a Nuvemshop e a Wix.

Com esse tipo de serviço, que normalmente cobra uma mensalidade, é possível utilizar o sistema de uma empresa de tecnologia para criar e operar sua loja virtual sem a necessidade de conhecimentos técnicos.

Alguns exemplos de lojas virtuais são os sites da Triton Eyewear e da Nike.

Saiba mais:

Marketplace

Os marketplaces são como shopping centers virtuais. Neles, diversos lojistas expõem seus produtos, que são vistos e comparados pelos visitantes daqueles sites.

Entre exemplos de grandes marketplaces temos o Mercado Livre e a Americanas.com.

Apesar de terem muitos acessos por serem bastante conhecidos, é válido lembrar que, neles, as políticas são decididas por essas empresas e os produtos são expostos entre diversos concorrentes, sem uma diferenciação tão clara entre cada uma das lojas.

Todavia, esse é um canal de vendas muito conhecido e que se encaixa à estratégia de muitos lojistas. Por isso, estude e escolha o que faz sentido para o negócio que você pretende montar.

Redes sociais

Outro canal de vendas virtual é o das redes sociais. Seja com integrações nativas dessas plataformas, como o Instagram Shopping, por exemplo, ou combinando diretamente com os clientes, é possível realizar vendas por ali.

Com 140 milhões de brasileiros nas redes sociais, de acordo com dados do estudo Digital 2020, esse canal é capaz de gerar muita visibilidade para seus produtos. Por outro lado, como elas não foram criadas para esse fim, muitas vezes as funções de pagamento e frete precisam ser realizadas manualmente pelo lojista.

De toda forma, mais uma vez, vale ressaltar que todos os canais de vendas têm prós e contras. O que deve te levar optar por um ou por outro são as necessidades que você enxergar ao empreender.

Saiba mais: Como vender pelo Instagram: o guia definitivo de 2020

Tipos de e-commerce

No mundo do e-commerce, existem alguns tipos diferentes deles. É possível que você já tenha se deparado com algumas dessas siglas por aí, então vamos entender o que significa cada uma delas:

  • B2B (Business to Business): modelo de negócio em que empresas vendem para outras empresas;
  • B2C (Business to Consumer): provavelmente o primeiro tipo que nos vêm à cabeça, é aquele em que as empresas vendem seus produtos diretamente ao consumidor final;
  • B2G (Business to Government): menos conhecido, é o modelo em que empresas entram em concorrências para vender artigos para o governo, seja ele municipal, estadual ou federal;
  • C2C (Consumer to Consumer): popularizado por sites como OLX e Enjoei, por exemplo, aqui não são empresas que vendem produtos a outras pessoas, mas os próprios consumidores que realizam o comércio entre si;
  • D2C (Direct to Consumer): nessa modalidade, empresas do ramo industrial vendem alguns de seus produtos no varejo, diretamente ao consumidor final, pelo chamado “preço de fábrica”;
  • M-commerce: abreviação de mobile commerce, esse termo diz respeito ao comércio via dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Num contexto em que cada vez mais pessoas se conectam por esses aparelhos, essa é uma parcela considerável do e-commerce e, por isso, acabou ganhando um termo próprio;
  • Social Commerce: nome destinado ao comércio digital realizado por meio das redes sociais.

Para saber mais sobre cada um desses tipos, dê o play no vídeo abaixo:

Origem do e-commerce

É claro que o e-commerce começou a ganhar mais força com a popularização da internet, em meados dos anos 2000. Entretanto, seus primeiros passos foram dados bem antes disso, ainda na década de 70.

Em 1979, o americano Michael Aldrich criou um sistema que permitia o processamento de informações em tempo real, de modo que transações online podiam ser realizadas. Aldrich adaptou uma televisão conectada a uma linha de telefone, dando origem ao Videotex.

A partir daí, muito evoluiu, de forma a permitir que cada vez mais pessoas comprassem pela internet. Em 1995, também nos Estados Unidos, foi criada a gigante Amazon, que começou vendendo livros pela internet.

No Brasil, uma das primeiras lojas virtuais pode ser considerada a Booknet, fundada por Jack London em 95. Quatro anos depois, foi vendida e renomeada como Submarino — empresa que conhecemos muito bem até hoje!

E-commerces mais buscados pelos brasileiros

Agora que já entendemos um pouco mais sobre o que é e-commerce, seus tipos e características, vamos ver alguns exemplos.

Abaixo, trazemos uma lista dos mais pesquisados no Brasil, entre sites nacionais e estrangeiros, conforme um estudo de 2019 da Agência e-Plus:

  1. Mercado Livre: 30,4 milhões de buscas mensais
  2. Magazine Luiza: 7,4 milhões
  3. Casas Bahia: 7,4 milhões
  4. Netshoes: 6,1 milhões
  5. Aliexpress: 4,1 milhões
  6. Lojas Americanas: 4,1 milhões
  7. Dafiti: 3,3 milhões
  8. Uber: 2,7 milhões
  9. Decolar: 2,7 milhões
  10. Latam: 2,7 milhões

Estatísticas do e-commerce brasileiro

O comércio digital vem crescendo ano após ano no Brasil. Para que você possa ver com seus próprios olhos, trazemos algumas estatísticas do e-commerce brasileiro:

  • Em 2019, esse mercado faturou R$ 61,9 bilhões, 16,3% acima de 2018 (dado da Ebit|Nielsen);
  • Apenas no primeiro semestre de 2019, 5,3 milhões de pessoas fizeram uma compra online pela primeira vez em nosso país (informação da pesquisa Webshoppers 40);
  • Em junho de 2019, o e-commerce representava apenas 5,4% da participação no varejo, o que mostra um enorme potencial de crescimento (dado do IBGE). Na China, essa participação chega a 30%.

Você pode descobrir mais números no Relatório anual do e-commerce da Nuvemshop. Eles são animadores, não é mesmo?

Tudo certo?

Agora que já passamos por todas as informações sobre o que é e-commerce e para que serve, esperamos que você tenha tirado suas dúvidas!

Se sua pesquisa a respeito do tema foi porque você está interessado em começar a vender pela internet, a sugestão é que você estude bastante o mercado antes de colocar a mão na massa. Afinal, começar com uma boa estratégia é um ótimo passo para alcançar o sucesso.

Não deixe de ler muito, assistir a vídeos, mas também de conversar com lojistas que vendam pelos meios que te interessaram. Assim, você consegue entender como a vida do empreendedor funciona na prática.

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