Quais são os 10 principais tipos de e-commerce e como diferenciá-los?

Por: Alejandro Vázquez

Mulher administrando loja virtual demonstrando os tipos de e-commerce

O comércio virtual surgiu em 1994 quando alunos da London School of Economics — escola de economia de Londres — desenvolveram o NetMarket, plataforma da primeira venda online. Foi a primeira vez que um sistema seguro envolvendo dados pessoais e de cobrança efetivamente funcionou. Desde então, surgiram vários tipos de e-commerce.

Mas você sabe quais são eles? Estando no ambiente virtual, as opções são muitas e você pode vender produtos ou serviços por diferentes canais, criar relacionamentos comerciais com pessoas físicas e jurídicas, dentre muitas outras modalidades.

Por isso, hoje viemos explicar melhor quais são os tipos de e-commerce para que você entenda o conceito e possa escolher o modelo de negócio que melhor se adapta a sua realidade. Para começar, dê o play no vídeo:

Quer se aprofundar no assunto e conferir exemplos dos tipos de e-commerce no Brasil? Então, siga a leitura!

Crie sua loja virtual e venda pela internet
Crie sua loja virtual e venda pela internet pelo seu computador

O que é e-commerce?

E-commerce, ou comércio virtual, é a modalidade de vendas que estrutura suas ações em plataformas na internet. Dessa forma, todas as transações são feitas online, por meio de ferramentas adequadas.

O comércio eletrônico envolve muito mais do que apenas a criação de um site. A depender do produto vendido e do público-alvo — ou seja, as pessoas que vão comprar suas mercadorias —, a estratégia vai sofrer mudanças, assim como a plataforma escolhida.

Por isso, é importante conhecer os tipos de e-commerce para, a partir de então, entender como traçar o seu plano de negócio.

📹 Veja também: O que é e-commerce?

Quais são os tipos de e-commerce no Brasil?

Com o crescimento acelerado do e-commerce, essa modalidade passou a atender não apenas diferentes segmentos de empresas — moda, educação, eletrônicos etc. — mas também diversos tipos de clientes.

Isso significa que não só os produtos e a abordagem serão diferentes, mas o modelo de negócio deve ser pensado para se adequar aos diferentes tipos de comércio virtual.

Para entender quais são eles e onde sua empresa se encaixa, confira a lista com os dez principais tipos de e-commerce:

1. Business to Consumer (B2C)

O B2C — Business to Consumer, “empresa para consumidor”, em tradução para o poruguês — representa a relação de uma empresa com o consumidor final.

Esse negócio pode ser o fabricante, revendedor, prestador de serviços etc. Não existe uma regra que defina o tipo de operação da empresa. Ela apenas precisa vender e/ou realizar um serviço diretamente para uma pessoa física, o consumidor final.

Se você tem o costume de comprar pela internet, é possível que quase todas as compras que você faça sejam nesse modelo. Que tal um exemplo? Grandes marcas brasileiras como C&A, Renner, Riachuelo, entre muitas outras, trabalham com o modelo B2C.

Essas marcas fabricam parte de seus produtos internamente, contam com fornecedores e parceiros. Mas o que realmente importa aqui é a venda para o consumidor final, configurando o modelo B2C.

2. Business to Business (B2B)

O modelo de e-commerce B2BBusiness to Business, ou “empresa para empresa”, em português — é o tipo que representa a relação de fornecimento de produtos ou serviços entre empresas.

Podemos dizer que é quase impossível ser uma marca 100% independente. Então, toda vez que uma empresa compra de um fornecedor, por exemplo, está envolvida em uma relação B2B. Quando a transação é feita por meio digital, é um tipo de e-commerce B2B.

Caso você tenha uma papelaria, por exemplo, provavelmente vai procurar fornecedores de papel, certo? Se essa compra for feita pela internet, é uma relação de venda de produtos por e-commerce B2B.

Outra possibilidade é contratar um software online para controle de estoque, por exemplo, configurando uma relação de prestação de serviços B2B.

3. Consumer to Consumer (C2C)

O que caracteriza o tipo de e-commerce C2C — Consumer to Consumer, ou seja, “consumidor para consumidor”, em português — é a relação de compra e venda entre duas pessoas físicas, ou clientes finais.

Para muitos, esse tipo de e-commerce pode ser um pouco difícil de entender. Por isso, vamos explicar com um exemplo.

A plataforma Enjoei tem como propósito oferecer um ambiente para que pessoas possam anunciar e comprar peças usadas ou até mesmo aquela peça nova que você comprou e nunca usou.

Assim, ao comprar uma calça jeans anunciada por uma pessoa no Enjoei, você está em uma relação C2C por e-commerce.

Essa é uma modalidade popular nos e-commerces. Para garantir a segurança no processo, os consumidores optam por plataformas que servem como intermediadoras entre vendedores e compradores

Outras plataformas conhecidas no mercado que oferecem e-commerce C2C são: OLX, Mercado Livre e eBay. Elas são marketplaces, ou seja, shopping centers virtuais, com milhões de visitas diárias.

4. Consumer to Business (C2B)

O Consumer to Business, ou “consumidor para empresa”, na tradução para português, é um tipo de e-commerce no qual pessoas físicas vendem ou prestam serviços para empresas.

É fácil entender o conceito, mas pode parecer um pouco complicado imaginar como isso acontece na prática.

Voltando ao exemplo do Enjoei, imagine que um brechó online compre algumas peças pela plataforma para revender em seu negócio: temos aqui um bom exemplo de comércio C2B.

A mais popular relação C2B atualmente no ambiente digital são os bancos de imagem. Nos sites, pessoas comuns exibem seu trabalho para empresas que precisam produzir conteúdos e, por isso, compram as fotografias e imagens.

5. Business to Administration (B2A) ou Business to Government (B2G)

O modelo Business to Administration (“empresa para administração pública”) ou Business to Government (“empresa para governo”) ocorre quando uma empresa oferece serviços ou vende produtos no ambiente digital para alguma instituição do governo.

Talvez essa seja uma das relações mais delicadas deste artigo, pois a compra do produto ou serviço é feita com dinheiro público, fruto dos impostos pagos pelos contribuintes, ou seja, pela população. Por isso, esse tipo de e-commerce envolve grande responsabilidade.

Assim, empresas que se propõem a vender produtos ou prestar serviços para instituições governamentais devem passar por licitação, processo regulamentado pela Lei n.º 8.666/1993.

No entanto, há grandes vantagens em negociar com o governo. A principal delas está ligada à credibilidade que a empresa terá em relação às concorrentes.

6. Citizen to government (C2G)

Diferentemente do modelo anterior, em que o prestador de serviço era um CNPJ, aqui é uma pessoa física quem negocia com instituições governamentais.

Esse tipo de e-commerce depende muito do próprio governo, pois deve partir dele a criação de canais onde cidadãos possam enviar sugestões de soluções para problemas específicos, por exemplo.

7. M-commerce

Aqui, já entramos em outra categoria de tipos de e-commerce. Nos tópicos anteriores, diferenciamos as modalidades pelo perfil dos envolvidos na relação. A partir de agora, a diferenciação se dá pelo canal de venda.

M-commerce, mobile e-commerce ou e-commerce por dispositivos móveis contempla todo o comércio virtual concretizado por meio de smartphones ou tablets.

O primeiro passo para investir em m-commerce é ter um site com design responsivo, que se adapte e funcione bem em dispositivos móveis de diferentes tamanhos de telas.

Para isso, é possível contratar uma plataforma de e-commerce que ofereça esse recurso sem que você precise entender de programação ou contratar um desenvolvedor. A Nuvemshop é uma dessas opções. 😉

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Além disso, também é possível criar um aplicativo próprio da sua marca, como as gigantes brasileiras, como Americanas e Magalu, já fazem há anos.

💡 Saiba mais: O que é mobile first e qual é a sua importância?

8. S-commerce

O “S” em s-commerce vem de social, fazendo alusão tanto às redes sociais quanto à interação social.

Esse é o tipo de e-commerce no qual os processos de compra e venda contam com os recursos das redes sociais. Isso inclui a própria plataforma e a opinião de outros usuários participantes na decisão de compra.

A ideia principal do s-commerce é explorar diferentes redes sociais com o objetivo de aumentar as vendas da sua loja virtual, por meio do social selling, ou seja, vender por esses canais.

As próprias redes sociais enquanto empresas entendem a importância e o valor dessa estratégia. A prova disso é a funcionalidade do Instagram Shopping, que funciona como uma vitrine de produtos, e o marketplace do Facebook.

💡 Saiba mais: Guia completo sobre como vender nas redes sociais

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9. Live commerce

O live commerce é um tipo de e-commerce que tem como o objetivo promover a compra por meio de gatilhos e propagandas em lives.

No início da pandemia, esse recurso foi muito utilizado pelas marcas. Além de patrocinar os artistas e criadores de conteúdo, elas usavam o espaço da live para promover seus produtos

Isso aconteceu bastante com cantores sertanejos e empresas de cerveja, por exemplo.

Outra modalidade que está crescendo bastante atualmente são as liveshops. Marcas ou lojas virtuais fazem lives no Instagram, YouTube, Facebook, ou qualquer outra plataforma de preferência própria, mostrando os produtos ao vivo na câmera.

Além disso, muitas marcas usam como estratégia oferecer cupons de desconto durante essas lives para estimular ainda mais a compra.

📹 Veja também: Live commerce: entenda a tendência e venda muito no Instagram!

10. T-commerce

Nesse tipo de e-commerce, a ideia principal é explorar todo o potencial da mídia televisiva com o objetivo de aumentar as vendas. Portanto, o “T” de t-commerce faz alusão à TV.

Muitas pessoas podem pensar que a televisão é uma mídia ultrapassada e que ela não gera tantos resultados, mas isso é uma percepção errada. A verdade é que ainda há um público enorme que consome conteúdos na TV. Ou seja, ela ainda é uma excelente estratégia para determinados perfis.

O t-commerce tem uma grande influência no mercado. Os profissionais da área conseguem editar novelas e programas antigos para adicionar propagandas ou mesmo produtos que despertam o desejo de compra nos telespectadores.

Essa ação é tão efetiva que a Globo criou o CAT (Central de Atendimento ao Telespectador), um canal onde telespectadores podiam ligar e consultar de onde é certo produto e como adquiri-lo. Apesar de esse canal ter deixado de existir em 2020, a emissora ainda atende a esse tipo de solicitação por meio das redes sociais.

Como escolher o melhor tipo de e-commerce?

Como você percebeu, cada tipo de e-commerce é indicado para uma modalidade diferente de venda, de produto e de modelo de negócio. Portanto, não é possível indicar um tipo melhor em termos absolutos. Tudo vai depender das necessidades da sua empresa.

No entanto, é sempre importante pesquisar sobre a plataforma de e-commerce mais indicada para o seu negócio, aquela que permite realizar as vendas, acompanhar o estoque, monitorar a satisfação do cliente e organizar a logística.

A plataforma de e-commerce ideal para sua empresa deve oferecer:

  • Layouts profissionais personalizados;
  • Integração com meios de pagamento;
  • Gerenciador de produtos;
  • Ferramentas de marketing;
  • Convênios para frete;
  • Atendimento por e-mail e WhatsApp;
  • Loja de aplicativos.

A Nuvemshop oferece isso e muito mais, provando que ela é a melhor opção para o seu negócio!

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Resumo

Como vimos, os tipos de e-commerce são muitos e podem ser combinados em uma mesma estratégia. A verdade é que não existem tipos melhores ou piores, apenas aqueles que melhor se adequam à realidade da sua empresa e que têm mais potencial de atingir a sua persona, isto é, o seu perfil de cliente ideal.

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Antes de encerrarmos, vamos conferir um resumo sobre este conteúdo?

Quais são os tipos de e-commerce?

  1. Business to Consumer (B2C)
  2. Business to Business (B2B)
  3. Consumer to Consumer (C2C)
  4. Consumer to Business (C2B)
  5. Business to Administration (B2A) ou Business do Government (B2G)
  6. Citizen to Government (C2G)
  7. M-commerce
  8. S-commerce
  9. Live commerce
  10. T-commerce

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