O que é D2C e como adotar essa estratégia para alavancar as vendas?

Por: Victoria Salemi
O que é D2C e como adotar essa estratégia para alavancar as vendas?

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As vendas pela internet trazem muitas possibilidades para o comércio, seja para o varejo ou para o atacado. No contexto de negócios que têm outras empresas como cliente final, essa também é uma realidade. O comércio digital permite que um novo modelo de negócios seja introduzido nesse contexto: o D2C.

Ao longo deste artigo, vamos nos debruçar sobre esse conceito, além de conhecer as vantagens dessa estratégia para as indústrias. Portanto, siga a leitura para conhecer tudo sobre o assunto!

O que é D2C?

D2C é uma sigla a partir do termo em inglês Direct to Consumer. Em tradução literal, isso significa “direto ao consumidor”. Esse conceito, portanto, diz respeito à venda de produtos de uma indústria diretamente aos clientes finais.

Em geral, esse tipo de empresa costuma trabalhar em um modelo B2B (Business to Business), ou seja, vendendo seus artigos para outros negócios. Esses consumidores das indústrias, em geral, trabalham em um modelo B2C (Business to Consumer), pois compram delas e vendem para o cliente final. Nesse contexto, o D2C visa a eliminar esse intermediário.

Para que o conceito fique mais claro, vamos ver um exemplo. Pensemos na Samsung. Como marca de eletroeletrônicos, ela é uma indústria que revende seus produtos a outras lojas — como podemos observar pela oferta em estabelecimentos como Americanas, Casas Bahia, Amazon e tantos outros.

No entanto, se visitarmos o site da própria Samsung, veremos que também é possível comprar artigos diretamente em seu e-commerce próprio. Assim, a marca vende seus produtos para outras empresas e também para o consumidor final.

Vantagens do D2C

Agora que já entendemos como o direct to consumer funciona, vamos ver algumas das suas principais vantagens:

Simplicidade para criação da loja virtual

Se considerarmos a logística envolvida na abertura de um estabelecimento físico, realmente, adotar esse modelo de negócios pode ser complicado. Todavia, a facilidade de se criar uma loja virtual hoje em dia torna essa possibilidade mais acessível.

Com o investimento para criação do site para esse fim, é possível começar a vender pela internet com um custo mensal de menos de R$100, por exemplo.

Além do baixo valor, a simplicidade para montagem da loja virtual também facilita a adoção da nova estratégia. Com o serviço de uma plataforma de e-commerce, é possível criar o site sem experiência prévia e sem depender dos serviços de um desenvolvedor.

Saiba mais como criar sua loja virtual com nosso guia completo:

Expansão do público

Essa alternativa simples pode ser capaz de uma grande expansão do seu público. Isso porque, além de continuar no B2B, você pode adicionar o D2C à sua estratégia, sem que seja necessário fazer uma substituição.

Para tornar esse um modelo de sucesso, contudo, é necessário ter alguns cuidados. Vamos nos aprofundar nesses pontos de atenção a seguir.

Cuidados ao adotar a estratégia direct to consumer

Apesar da simplicidade de adoção do D2C em sua empresa, alguns problemas podem surgir se isso não for bem planejado. Então, vamos entender o que deve ser programado:

1. Não ofereça todos os produtos

Em primeiro lugar, uma boa ideia é começar avaliando quais produtos podem ser oferecidos ao consumidor final. Alguns deles podem não ser vantajosos tanto por não serem tão interessantes para esse novo público, quanto pela lucratividade no varejo.

Além disso, escolha aqueles que não vão causar problemas com as empresas que já compram da sua. Dessa forma, você evita perder clientes antigos.

2. Comunique seus clientes antigos

Outro ponto de atenção para poupar mal entendidos com outros negócios que compram seus produtos para vender aos clientes finais é comunicar que sua empresa vai começar a comercializar alguns deles no modelo D2C.

É possível que algumas delas se sintam ameaçadas, mas é melhor que elas saibam por você sobre essa mudança. Além disso, com a escolha adequada dos produtos, conforme apresentamos no tópico anterior, esse problema pode ser minimizado.

Note que você não precisa pedir permissão, mas avisar a essas empresas sobre seu novo posicionamento.

3. Atenção à organização do seu estoque

Para não perder o controle sobre a quantidade de artigos disponíveis para as vendas no atacado e no varejo, redobre a atenção à forma como organiza seu estoque. Dessa forma, você garante que nenhum dos seus clientes vai passar pela situação de fazer um pedido de um produto que está esgotado.

Não é necessário ter estoques separados. Ter o registro correto dos itens já garante a organização necessária. Os ERPs também são ferramentas de gestão empresarial que podem auxiliar nessa tarefa. Para saber mais sobre eles, confira:


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4. Novas áreas da sua empresa

Ao lançar essa nova estratégia, pode ser preciso criar áreas que antes não existiam na sua empresa ou, então, adaptar algumas delas.

Observe se a forma como seu negócio está estruturado hoje suporta as necessidades do D2C. Para isso, atente-se às áreas de:

  • Atendimento: você tem como atender as dúvidas de clientes finais? Possui a equipe e os canais necessários?
  • Logística: sua empresa tem a logística reversa (devolução de produtos por clientes arrependidos) estruturada? Há opções de frete adequadas ao consumidor final?
  • Marketing: é possível remanejar os custos de campanhas voltadas para o novo público no seu plano de marketing?

5. Cheque a parte burocrática

Por fim, para garantir o sucesso nessa nova fase do seu negócio, observe a parte burocrática. Isso envolve revisar seus contratos, pois alguns deles podem impedir a venda de seus produtos para o consumidor final.

Se, realmente, houver essa limitação, uma possibilidade é a de criar um outro CNPJ para a nova parte do negócio. Consulte um advogado e um contador para manter sua empresa sempre regularizada e evitar problemas.

Tudo certo?

Agora que você já sabe o que é D2C, pode avaliar se essa é uma possibilidade viável para sua empresa. Esperamos que este conteúdo tenha trazido boas sugestões para permitir a aplicação desse novo modelo de forma assertiva.

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