O que é marketplace e como funciona este canal de venda?

Por: Kawan Lopes
O que é marketplace e como funciona este canal de venda?

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Se você vende pela internet ou é um consumidor fiel deste mercado, certamente, já se perguntou sobre o que é um marketplace.

Esse canal de vendas em constante crescimento possui características únicas e, neste artigo, iremos conhecê-las. Portanto, separe o seu bloco de notas e venha comigo. 📝

O que é marketplace?

O marketplace é um canal de vendas online baseado na ideia de um shopping virtual. Basicamente, é um site que reúne diversos vendedores com diferentes ofertas. Dessa forma, o consumidor tem acesso a uma grande variedade de produtos e condições.

Essa estrutura não só proporciona mais diversidade em produtos e serviços, mas oferece também diferentes condições de envio e pagamento para os clientes. Isso porque o fluxo de faturamento e entrega dos produtos é definido individualmente por cada vendedor de acordo com as ferramentas disponibilizadas pelo marketplace.

Por exemplo, suponhamos que você esteja procurando por um forno micro-ondas em um marketplace e se deparou com dois anúncios diferentes. Um deles está cobrando o valor de R$390,00 + R$60,00 pelo frete com um prazo de 7 dias úteis. O outro anúncio oferta o mesmo produto por R$420,00 e com envio gratuito em 15 dias corridos, pois a loja está localizada na mesma cidade que você.

Desta forma, você pode equiparar as ofertas e entender qual delas é mais interessante, considerando o preço, as condições de entrega, reputação do vendedor e outros fatores.

Em resumo, o marketplace é basicamente um grande shopping online onde consumidores podem comparar diferentes ofertas, produtos e serviços — e escolher o que mais lhes agrade.

Quando surgiu o marketplace?

As primeiras atividades deste modelo de negócio foram observadas no início da década de 1990 nos Estados Unidos com o surgimento de grandes nomes como a Amazon e o eBay. Mesmo que gradativamente, estas empresas foram crescendo e se tornaram gigantes do mercado digital.

Com a mudança no comportamento dos consumidores, causada pela massificação do uso de dispositivos móveis em meados de 2015, a busca por compras online cresceu em disparada. Com isso, negócios virtuais como e-commerces e marketplaces tiveram grandes oportunidades de expansão.

Entretanto, foi no início dos anos 2000 que os marketplaces começaram a ficar populares no Brasil. Com o início das atividades de empresas como o Mercado Livre e a Submarino, o país foi, aos poucos, se familiarizando com a ideia de comprar online.

Na década seguinte, com o surgimento de marketplaces focados em produtos usados e seminovos, como a OLX, assistimos à ascensão meteórica deste modelo de negócio. Somente em 2017, este mercado teve um faturamento de R$ 74 bilhões e um aumento de quase 22% com relação ao ano anterior, de acordo com um estudo feito pela Ebit.

Quais os principais marketplaces no Brasil?

Tornando-se um mercado consolidado, os marketplaces firmaram o seu espaço no comércio eletrônico e, com isso, surgiram diferentes empresas e modelos. Vamos conhecer agora os principais marketplaces em atividade no Brasil.

1. Mercado Livre

Impossível falar sobre marketplaces sem mencionar o gigante Mercado Livre. O site argentino chegou ao Brasil em 1999 e, em mais de duas décadas de atividade, tornou-se líder do segmento na América Latina.

Com 211 milhões de usuários ativos e mais de 10 milhões de vendedores, incluindo grandes marcas, o Mercado Livre movimenta cerca de 9 vendas por segundo e, somente em 2017, atingiu um recorde de US$ 831,4 milhões em receita líquida com sua operação no Brasil.

O Mercado Livre oferece uma das experiências mais completas quando o assunto é comprar e vender online. Com um catálogo gigante de produtos, os usuários encontram quase de tudo, desde móveis e eletrodomésticos até imóveis e veículos.

Para vender no Mercado Livre não tem muito segredo, basta se cadastrar e conferir o regulamento e as condições da plataforma. No conteúdo abaixo você encontra um guia completo sobre como vender no Mercado Livre:


Saiba mais...

2. B2W

O grupo B2W reúne hoje quatro grandes nomes do e-commerce nacional: as Lojas Americanas, o Submarino, a Sou Barato e o Shoptime. A princípio, estas marcas comercializavam somente seus próprios catálogos, mas, com o crescimento do marketplace no Brasil, o grupo aderiu ao promissor modelo de negócio.

A B2W — abreviação de Business To World, em tradução livre ao português, negócios para o mundo —  recebe cerca de 59 milhões de visitantes por mês, gerando mais de 610 milhões de páginas visualizadas mensalmente, somando os quatro sites do grupo.

Não muito diferente dos outros marketplaces, as lojas da B2W contam com um catálogo bastante diversificado de produtos. Os diferenciais desta empresa estão nas ferramentas voltadas para os lojistas, como a B2W Entrega, sistema de frete integrado do grupo, e a B2Ads, que oferece soluções em anúncios patrocinados.

3. Buscapé

Uma das primeiras startups do Brasil, o Buscapé é uma das ferramentas mais populares e antigas quando falamos de acesso à internet no Brasil. Fundada em 1999, a plataforma começou como um comparador de preços online e, devido à sua popularidade, tornou-se em um dos maiores marketplaces do Brasil.

Hoje, o Buscapé conta com um dos catálogos mais robustos do mercado digital e recebe cerca de 60 milhões de acessos mensais via navegador e mais de 700 mil via aplicativo. Em 2019, o app do Buscapé foi um dos 3 aplicativos de compras mais baixados do país.

4. OLX

A OLX surgiu no mercado com uma proposta, até então, inédita: o comércio C2C (consumer to consumer) — em tradução livre, consumidor para consumidor. Este modelo consiste, basicamente, na compra e venda de itens usados ou seminovos.

A princípio, lá em 2010, quando a OLX iniciou suas operações no Brasil, a plataforma era considerada um site de classificados, já que os anúncios eram feitos por pessoas que procuravam vender itens usados.

Presente hoje em 45 países, a OLX gera cerca de 1,9 bilhões de visitas mensais em seus sites e possui mais de 54 milhões de artigos anunciados mensalmente.

5. Marketplace do Facebook

Semelhante à ideia da OLX, o Marketplace do Facebook é uma proposta de negócio C2C que, no Brasil, tem dado bastante certo.

Em tese, o Marketplace do Facebook é um serviço integrado à rede social que permite que os usuários publiquem e vendam produtos, sejam eles usados, novos ou de fabricação própria.

O grande diferencial está no uso da geolocalização para selecionar produtos próximos de você. Por ser uma ferramenta integrada, a comunicação entre comprador e vendedor também é um ponto positivo.

Entretanto, todo o fluxo de pagamento e entrega é de responsabilidade única e exclusivamente dos usuários. O Facebook não se responsabiliza por nenhum desses processos.

Segundo Mark Zuckerberg, cerca de 800 milhões de usuários já usam o Marketplace do Facebook em 70 países. Portanto, não há dúvidas de que este é um canal de vendas que vale a pena ficar de olho.

Se você já usa a rede social e quer saber mais sobre esta ferramenta superútil, confira abaixo o artigo completo sobre o Marketplace do Facebook:


Saiba mais...

6. Magalu Marketplace

Você sabia que o site da Magazine Luiza é um marketplace? Pois é, a gigante do varejo também tem sua autoridade no mercado digital.

Com suas operações iniciadas em 2016, o marketplace da Magalu conta hoje com mais de 200 empresas cadastradas, que vendem desde eletrodomésticos até itens de cama mesa e banho.

A diferença para o vendedor é que, para se cadastrar, é necessário possuir um CNPJ ativo. O marketplace da Magalu é focado em empresas que vendem produtos que se encaixem com a proposta e o público-alvo da marca.

Por outro lado, a plataforma garante ao lojista toda estrutura para oferecer uma experiência de compra segura e prática, além de atrair consequentemente o enorme público da marca para o marketplace.

7. Amazon

Por último mas não menos importante, vamos falar da Amazon, a maior varejista online do mundo e uma das maiores marcas de todos os tempos. Com suas atividades iniciadas em 1994, a empresa foi pioneira no mercado digital e, hoje, possui um conglomerado de diversos serviços e produtos.

Com a inauguração do seu marketplace no início dos anos 2000, a Amazon dominou o mercado digital tornando-se referência em compras online e, nos anos seguintes, o crescimento da marca seria ainda maior.

A receita da empresa ultrapassou em 2017, o número de US$ 177 bilhões. Para um negócio que começou timidamente com uma proposta de livraria online, hoje, a Amazon é gigante não somente no mercado de marketplaces, mas também no universo das plataformas de streaming e computação em nuvem.

5 vantagens em vender no marketplace

Agora que já entendemos como funciona um marketplace e conhecemos os principais nomes desse mercado, vamos conhecer cinco vantagens de vender por meio desse canal.

1. Estrutura

Se você não utiliza nenhuma plataforma de e-commerce e não possui conhecimentos avançados em programação de sites, criar uma loja online pode ser uma tarefa bastante complicada.

Por este motivo, um dos maiores pontos positivos em vender em um marketplace está na estrutura que a plataforma irá te oferecer. Pense que este canal de venda irá dispor de toda a estrutura necessária para que você publique, venda e receba por seus produtos online.

Esta facilidade tira do seu colo uma série de preocupações, já que a responsabilidade por manter o site e os anúncios disponíveis é inteiramente da plataforma que você escolher.

2. Visibilidade

Outra grande vantagem está na visibilidade que um marketplace pode trazer para os seus produtos. Como estes sites possuem visitantes frequentes, com o seu catálogo disponível nestes canais, o processo de captação de clientes fica mais rápido e curto.

Isso porque marketplaces como o Mercado Livre e a Amazon, por exemplo, possuem um tráfego de visitas bem grande. Desta forma, consumidores que buscam por produtos que você venda poderão te encontrar com mais facilidade.

3. Diversidade de clientes

Com uma grande visibilidade nos marketplaces, aumenta também a diversidade de clientes que poderão ter acesso aos seus produtos.

Estes canais costumam receber um alto volume de pesquisas. Desta forma, fica mais fácil para que seus produtos tenham um alcance maior e atinjam consumidores de outras regiões, por exemplo.

4. Menor custo em investimento

Uma vez que você vende seus produtos em uma plataforma que integra tudo o que você precisa para exibir, vender, entregar e faturar seus produtos, o seu investimento em ferramentas e processos diminui bastante.

Com essa economia, você pode aumentar os esforços em outras frentes da sua empresa, como ampliação do catálogo de itens e marketing da sua marca, por exemplo.

5. Aumento nas vendas e nos lucros

Devido ao menor custo em investimento e a imensa visibilidade que estas plataformas podem te trazer, sem dúvidas, vender em um marketplace pode aumentar os lucros do seu negócio.

Considerando que o seu investimento em estrutura será menor, o retorno obtido pelas vendas alcançadas certamente será maior. No entanto, lembre-se que estes marketplaces costumam aplicar taxas de serviço, por isso, é válido pesquisar qual opção cabe no seu bolso.

Diferenças entre e-commerce e marketplace

Embora estes modelos de negócio estejam ligados por algumas semelhanças, é importante saber que e-commerce e marketplace são mercados diferentes. Para deixar tudo isso mais claro, vamos entender as particularidades de cada um deles.

E-commerce

Um e-commerce é, basicamente, uma loja virtual individual de uma determinada marca. Neste modelo, toda a estrutura do site e fluxos logísticos e financeiros são de responsabilidade da empresa.

No mercado digital hoje, existem diversas plataformas de e-commerce, como a Nuvemshop, que tornam todo este processo mais fácil. Algumas atividades podem ser eventualmente terceirizadas, como formas de envio e meios de pagamento, por exemplo.

Entretanto, no e-commerce, todo o estoque de produtos, precificação dos itens e processos administrativos são atribuições da própria marca, seja ela fabricante ou revendedora.

Veja no GIF abaixo um exemplo de um e-commerce:

Imagem mostrando a página inicial da loja virtual Criar Asas.

Notou que, em todo o site da loja Cria Asas, além da identidade visual, encontramos somente informações, e produtos da própria marca? Este é um grande diferencial entre o e-commerce e o marketplace. 😉

Marketplace

Quanto ao marketplace, normalmente, as plataformas oferecem aos lojistas todo o aparato técnico para que eles possam administrar suas operações. Basicamente, é um espaço virtual onde varejistas podem anunciar e vender seus produtos.

Conforme mencionei anteriormente, a ideia do marketplace é baseada no conceito de shopping virtual. Neste espaço, o consumidor encontra uma variedade de produtos ofertados por diversos vendedores.

Observe no GIF abaixo um exemplo de marketplace:

Imagem mostrando a página de pesquisa do Mercado Livre.

Neste exemplo do Mercado Livre, podemos ver que, ao pesquisar por um produto, encontramos diversos resultados de vários vendedores. Isso porque, o foco do marketplace é trazer resultados baseados no produtos que você busca e, não necessariamente, selecionar marcas ou vendedores específicos.

Em resumo, diferentemente de um e-commerce, o marketplace é um espaço que reúne vendedores e faz a mediação deles com os consumidores. O foco está nos produtos disponíveis e não nas marcas.

Uma loja virtual permite que você crie uma identidade para sua empresa além dos produtos. Em um e-commerce próprio, é possível trabalhar toda a estética de acordo com os elementos da sua marca e oferecer ao cliente uma experiência visual mais personalizada.

Já nos marketplaces, o espaço disponível é exclusivamente destinado para exibir os seus produtos e condições de compra. A identidade visual destes sites são baseadas no próprio canal de venda, já que, os clientes que chegam até essas páginas atribuem credibilidade ao nome das empresas como o Mercado Livre, por exemplo.

Entendido?

Agora que você já sabe o que é um marketplace e quais são suas vantagens, já pode começar a pesquisar o melhor canal para vender seus produtos.

Se você já vende na internet através de um e-commerce, saiba que levar o seu catálogo para um marketplace é uma baita estratégia para expandir o seu negócio e aumentar suas vendas.

E se você ainda não vende na internet e procura por uma plataforma robusta e completa, o que acha de fazer um teste grátis por 30 dias com a Nuvemshop? Através de ferramentas pré-integradas você pode conectar sua loja aos principais marketplaces do Brasil.

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