Tudo o que você precisa saber antes de começar a vender roupas online

Por: Victoria Salemi
Tudo o que você precisa saber antes de começar a vender roupas online

Aqui você encontra:

O segmento da moda é um dos mais populares do comércio eletrônico. De acordo com o NuvemCommerce de 2019, relatório anual da Nuvemshop com dados do e-commerce, as vendas de lojas desse setor representaram 40% do total entre os clientes da plataforma. Nesse cenário, vender roupas mostra-se uma ótima forma de empreender.

Por isso, se você tem pesquisado sobre como vender roupas pela internet e onde fazê-lo, chegou ao conteúdo que vai te ajudar a planejar sua estratégia! Ao longo dos próximos tópicos, vamos nos aprofundar em assuntos fundamentais para que seu novo negócio tenha sucesso.

Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa? 👕

Por onde começar a vender roupas?

Antes de colocar a mão na massa, para que você possa se destacar entre as milhares de lojas virtuais que existem, é necessário trabalhar a estratégia do seu novo negócio.

Apesar de parecer difícil, definir a estratégia nada mais é do que fazer um planejamento cuidadoso antes de colocar as coisas em prática. Desse modo, você não corre o risco de despender energia em ações que não trarão retorno e precisar ficar modificando o plano toda hora.

1. Escolha seu nicho de mercado

Em primeiro lugar, é necessário definir seu nicho de mercado. Isso significa saber em que sua loja de roupas vai se especializar. E esse aspecto vai além de escolher se você vai vender camisetas, lingeries ou moda praia.

Para que fique mais claro, vamos pensar em um exemplo: imagine que você quer vender camisetas. Agora pense na quantidade de lojas desse tipo que existem. Em que a sua vai se diferenciar? Algumas possibilidades seriam:

  • preços baixos;
  • materiais utilizados na confecção (veganos, 100% algodão, hipoalergênicos etc);
  • temas específicos (geek, estampas diferentes etc);
  • qualidade premium.

Esses são apenas alguns aspectos, mas você pode pensar naquilo que vai diferenciar a sua marca, torná-la única aos olhos dos clientes. Mesmo se especializando, ainda haverá concorrência, porém bem menor do que se você não tiver um foco específico. Alguns exemplos de lojas que se especializaram são a estamparia digital Stoned e a confecção de botas texanas 7MBoots.

2. Determine seu público

Juntamente com a escolha do nicho, você deve definir para quem vai vender suas roupas. Por isso, o primeiro passo é determinar o público-alvo: o conjunto de pessoas que podem ser seus potenciais clientes a partir das informações demográficas (faixa de idade, gênero, região onde vivem, renda, escolaridade etc) desse grupo.

Todavia, para que suas estratégias de vendas e de marketing possam ser desenvolvidas com o máximo de assertividade, você deve dar um passo além e definir a persona do seu negócio.

A persona é uma representação semifictícia do seu consumidor ideal. Você deve criar um personagem mesmo, definindo suas informações demográficas e também gostos, hábitos, medos e dificuldades.

Para saber tudo sobre o assunto, confira o NuvemCast #8 – Persona e JTBD, nosso podcast acerca do tema:

3. Encontre os fornecedores certos (caso não produza você mesmo os artigos)

A não ser que você seja responsável por confeccionar as próprias peças ou esteja planejando vender roupas usadas, a escolha de um bom fornecedor vai ser fundamental quando você for lidar com roupas para revender.

Existem diversas formas de encontrar fornecedores, mas é fundamental pesquisar bastante para de definir quais serão os seus. Por isso, faça compras como teste antes para garantir a qualidade do produto e os prazos de entrega, certo?

Para saber tudo sobre fornecedores, confira nosso guia sobre o assunto:


Saiba mais...

4. Pense em como vai divulgar seu negócio

Outro aspecto muito importante quando você cria um novo negócio é saber como vai divulgá-lo. As ações de marketing digital são fundamentais para que o público conheça sua loja de roupas, possa visitá-la (seja entrando em seu site ou pessoalmente) e, consequentemente, comprar de você.

Existem estratégias orgânicas (ou seja, não pagas), como um blog otimizado para SEO e publicações nas redes sociais, e pagas, como anúncios no Google e nas mídias sociais.

Um primeiro passo é criar perfis nas redes sociais que sua persona (que você definiu de acordo com o tópico 2) usa. Especificamente, no caso da venda de roupas, o Instagram e o Pinterest acabam sendo boas opções, por causa do apelo visual que possuem. Então, se seu público utilizá-los, por que não começar por aí? 😉

Em relação às redes sociais e ao YouTube, a estratégia com influenciadores digitais pode ser uma forma de divulgação poderosa. Por meio dela, personalidades que são referências em seus nichos usam e falam das peças de roupa da sua loja. Essas pessoas costumam ter credibilidade frente ao público, o que torna o retorno dessas ações, em geral, bastante positivo.

Também existem estratégias offline para que sua marca de roupas passe a ser mais conhecida. Você pode participar de bazares, feiras e lojas pop-up — estabelecimentos em que várias marcas expõem temporariamente seus produtos.

5. Trabalhe sua marca

Além das roupas que você oferece, o que faz sua marca única? Apesar de parecer um trabalho apenas para grandes empresas, o branding — como é conhecido esse trabalho de marca — é importante para criar uma identificação dos consumidores com sua loja.

Aqui, você deve pensar quais são sua missão, seus valores, seu propósito e as vantagens do seu produto. Tente refletir também sobre os sentimentos e adjetivos que você quer associar à sua empresa.

A partir daí você deve criar a identidade visual, que inclui:

  • as cores da sua marca;
  • seu logotipo;
  • as fontes utilizadas em seus materiais.

Além da parte visual, a linguagem que você utiliza também vai impactar na forma como sua marca é percebida pelo público. Então, atente-se à imagem que vai passar pela forma como escreve e fala para as pessoas nos seus mais diversos canais.

Como escolher entre tantos nomes para lojas de roupas

O nome da sua empresa também é um aspecto que vai ajudar a dar a cara da sua marca. Quando for escolher o nome da sua loja de roupas, pesquise o significado de algo que te torne único.

Ademais, procure optar por um nome fácil de pronunciar e também de escrever. Assim, você garante que seu público vai se lembrar e não vai ter problemas para falar ou escrever sobre você.

Para falarmos um exemplo prático, observemos a marca Lolja. Eles são especializados em produzir e vender camisetas com temáticas geek e relacionadas à internet. Desse modo, utilizaram a sigla LOL (laughing out loud, ou “rindo alto”, em tradução livre), muito utilizada online, e juntaram à palavra loja. Assim, chegaram a um nome simples e que representa a essência da marca.

6. Faça uma análise da concorrência

Agora que você já tem uma ideia melhor de como será a sua marca, hora de olhar para seus competidores diretos. Por meio da análise da concorrência, você vai observar o que essas lojas de roupas que disputam o mesmo público que você têm feito.

Alguns aspectos para prestar atenção são:

  • publicações nas redes sociais;
  • navegação em sua loja virtual e/ou disposição dos produtos na loja física;
  • preços que praticam;
  • o que divulgam em suas newsletters e mensagens de e-mail.

Esses são apenas alguns exemplos, mas você pode observar tudo aquilo que for te ajudar a entender quais são seus pontos fortes em relação a eles e aquilo que não está bom em seu negócio — e, portanto, precisa ser melhorado.

A análise da concorrência pode ser feita tanto no momento da criação de uma nova loja de roupas quanto depois que você já tiver criado seu empreendimento, com alguma frequência. Por meio dela, você estará sempre buscando melhorar seus produtos e serviços.

Loja na Prática

Para saber mais sobre o processo de criação de uma loja virtual de roupas, confira o primeiro vídeo da série Loja na Prática, da nossa editora Renata Estevo, que também é fundadora da Alea Lingerie:

Como vender roupas pela internet?

Vista a estratégia da sua nova loja, hora de pensar em como vender roupas — pela internet ou no meio offline. Estamos falando sobre os canais de venda.

Vamos conhecer um pouco de cada um deles a seguir:

Loja virtual

Uma loja virtual é um site de vendas só seu. Isso significa que você escolhe como será o layout, a disposição dos produtos e os meios de pagamento e de envio utilizados.

Esse site pode ser criado do zero, com a ajuda de um desenvolvedor, ou a partir da tecnologia de uma plataforma de e-commerce. No caso de iniciantes, recomendamos a plataforma, pois sua tecnologia permite a criação da loja mesmo sem conhecimentos técnicos, além de os custos serem mais baixos e a integração com meios de pagamento e de envio ser mais simples, podendo ser feita com apenas alguns cliques.

E engana-se quem pensa que um site próprio serve apenas para quem quer vender produtos novos. Àqueles que consideram vender roupas usadas, é possível criar um brechó online por meio de um e-commerce próprio. Caso queira se inspirar, você pode conhecer a história da Com Eira e Beira.

Para saber como criar uma loja virtual, confira nosso e-book sobre o assunto:

Marketplace

Os marketplaces são sites que costumam ter bastante tráfego em que diversos lojistas podem expor seus produtos. Em troca, os anunciantes, na maioria dos casos, pagam uma taxa pelo artigo vendido. Pode haver custos adicionais dependendo da plataforma utilizada, como é o caso de um dos marketplaces mais famosos: o Mercado Livre.

Se você pensa sobre onde vender roupas usadas, há uma opção de marketplace focado nesse nicho: no Enjoei, pessoas podem anunciar peças desse tipo. O próprio Mercado Livre também permite a venda de artigos usados, mas o Enjoei é especializado em moda.

Redes sociais

Apesar de não terem sido criadas para o comércio, as redes sociais foram evoluindo a ponto de, hoje, oferecerem algumas funções de venda, como é o caso do Instagram Shopping e das lojas do Facebook.

Como já observamos, esse canal pode funcionar muito bem para o segmento da moda. Seu apelo visual ajuda a conquistar consumidores que se interessem pelas peças da sua marca.

O WhatsApp também tem sido um meio bastante adotado por algumas novas marcas como um canal de vendas. A função Business do aplicativo permite, por exemplo, a inserção de um catálogo com suas peças. Dessa forma, não é necessário mandar fotos de cada uma delas aos interessados que entrarem em contato.

Tenha em mente apenas que, por não terem o comércio como função principal, muitas operações, como o pagamento online e a comunicação com o cliente para envio do produto, precisarão ser feitas manualmente.

Uma alternativa para automatizar as vendas pelas redes sociais é utilizá-las em conjunto com uma loja virtual. Desse modo, é possível integrar todos os pedidos em um mesmo painel, o que facilita o trabalho.

Se você se interessou por essa opção, confira nosso guia completo sobre como vender pelo Instagram:


Saiba mais...

Loja física

Por fim, uma loja física também é um canal de vendas, porém offline. Esse modelo é mais tradicional e conhecido. Com ele, você aluga um espaço para montar sua loja e expor os produtos.

Antes, essa era a forma mais comum para começar a vender roupas, mas, agora, com as facilidades da internet para os empreendedores, seus custos são considerados altos. Além do aluguel do espaço, é necessário pagar pelos custos de funcionamento (água, luz, internet) e, muito provavelmente, você vai precisar de pelo menos um funcionário para mantê-la aberta.

Confira um comparativo sobre a loja online e a física no vídeo:

Cuidados ao vender roupas online

Quando vai vender pela internet, especialmente roupas e calçados, é preciso ter alguns cuidados especiais. Afinal, para que decidam comprar produtos online nesse segmento, os consumidores precisam estar seguros sobre os atributos físicos e o tamanho das peças.

Fotos

A boa qualidade das fotos no e-commerce são importantes em todos os tipos de loja, mas especialmente nas de roupas. Isso porque essas imagens devem ser capazes de mostrar as cores e texturas com fidelidade aos tecidos.

Para isso, existem as fotografias still. Elas são aquelas imagens com fundo branco em que apenas a mercadoria fica em evidência. Há também as fotos ambientadas, ou seja, aquelas em que outros elementos aparecem, criando um cenário. Esse tipo de imagem auxilia o cliente a ter melhor ideia sobre as proporções daquele artigo.

Ademais, uma ideia para mostrar o caimento das roupas é colocar, além das fotos apenas dos produtos, imagens de modelos utilizando as peças. Desse modo, o cliente terá melhor noção de como é aquele artigo em uso.

Para saber como tirar boas fotos dos produtos, confira as dicas no vídeo abaixo:

Descrições

Assim como as imagens, as descrições das mercadorias também ajudam a apresentá-las para o consumidor quando ele vai comprar online, já que não é possível ver o produto pessoalmente no momento de decisão.

Por isso, não copie apenas as descrições de peças que já vêm com essa informação dos fornecedores. Enriqueça esse texto falando sobre cores e texturas, de modo a complementar as imagens.

No caso de roupas e calçados, também é fundamental apresentar uma tabela de medidas para cada tamanho oferecido. Nela, você deve colocar as medidas de cada parte do corpo que será envolvida por aquela peça — por exemplo, ombros, cintura e quadril para uma blusa.

Você também pode colocar as medidas de cada parte da peça. Veja um exemplo:

A ideia é que o consumidor tenha uma forma de saber antes se a peça vai servir ou não. Isso vai diminuir as chances de que ele precise trocar o produto ou, até mesmo, de que fique inseguro e desista de comprar em seu site.

Embalagens

Outro cuidado que você precisa ter na hora de vender roupas online é com a embalagem utilizada para o envio. Você deve ficar atento a dois aspectos principais: tamanho e material do pacote.

A respeito das dimensões, certifique-se de que o embrulho utilizado por você não é muito maior do que os produtos que você precisa enviar. Isso vai garantir que o frete não saia por um valor mais alto do que o necessário, pois seu preço é calculado a partir das dimensões do pacote — entre outras variáveis, como peso e endereços de postagem e de destino.

Sobre o material, para roupas é uma boa ideia escolher embalagens plásticas, como grandes envelopes. Desse modo, você garante que as peças não vão chegar, por exemplo, molhadas ao comprador se pegarem uma chuva em algum local de armazenamento até a entrega.

Já em relação à quebra de produtos, é bem provável que você não precise se preocupar com isso ao vender roupas. Então, caixas não são necessárias na maioria dos casos — e, como vimos, seus tamanhos podem encarecer o frete sem necessidade.

Troca de produtos

Por fim, sabemos que o ideal é que o cliente não precise trocar os produtos, mas isso pode acontecer. Inclusive, o Código de Defesa do Consumidor prevê o direito de arrependimento até sete dias depois que a pessoa receba sua compra online. Nesse caso, o cliente pode apenas devolver o produto e pedir seu dinheiro de volta ou querer trocar por outra coisa.

Além disso, as lojas que possuem políticas de troca costumam conquistar a confiança dos visitantes para que eles realmente façam a compra ali. Afinal, eles ficarão tranquilos ao saber que poderão trocar uma peça se tiverem qualquer problema.

Portanto, você deve estar preparado para esse tipo de contratempo. No e-commerce, esse processo é chamado de logística reversa e os próprios Correios possuem um serviço específico para isso. Normalmente, a própria loja arca com os custos do envio de volta do artigo pelo cliente e pela postagem do novo produto.

Confira as dicas sobre como proceder com a logística reversa no vídeo:

Entendido?

Esperamos que este conteúdo tenha sido útil para tirar suas dúvidas sobre como vender roupas, especialmente pela internet.

É importante pesquisar bastante sobre o mercado antes de começar um negócio. Por isso, leia muito, assista a vídeos e converse com outros empreendedores que já se aventuraram nesse ramo. A troca de experiências aumenta muito suas chances de sucesso! 🎇

Caso esteja pensando em vender roupas pela internet, conheça a plataforma da Nuvemshop. Você tem 30 dias grátis para testar, criar sua loja virtual e já começar a vender suas roupas online! 😉

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