23/05/2018

O poder do mobile-first index no seu marketing digital

mobile first index no marketing digital

Você está com o seu celular? Se não estiver lendo este artigo nele, está realizando alguma outra atividade  -  como conferir as mensagens do WhatsApp, e-mails ou anotações.

Essa é a tendência de consumo mais poderosa da transformação digital. Já faz algum tempo que a nossa experiência de tecnologia deixou de ser focada apenas no desktops.

Os tablets e smartphones estão por todo lugar. Sabendo disso, o Google, que é rápido em perceber o comportamento do usuário e se adaptar a ele, fez outra mudança em seus algoritmos em 2017.

A novidade pode impactar diretamente a sua estratégia de marketing digital, de forma positiva ou negativa.

É o mobile-first index. Já ouviu falar sobre o assunto? Então veja agora tudo que precisa saber sobre ele e como usá-lo a seu favor!

O que é indexação?

Indexação é apenas outro nome para classificação. Para entender melhor, vamos dar um contexto mais amplo do que é classificado.

Para dar conta de atender à demanda absurda de pesquisas feitas todos os dias e apresentar resultados que satisfaçam os usuários, o Google (e outros motores de busca) elege as páginas mais relevantes para cada assunto.

Essa classificação determina o que aparece no topo da primeira página (a página que o Google entende ser a mais relevante de todas naquele tópico) ou o que fica para trás.

Quanto melhor a indexação, ou posição da página, nos resultados do Google, mais visitas ela consegue, o que é muito valioso numa estratégia de marketing digital.

Como o mobile-first index funciona?

Já entendemos o que é indexação, então só falta compreendermos o sentido de mobile-first para completar o quebra-cabeça.

Esse termo representa sites que priorizam a experiência de navegação em dispositivos móveis, como smartphones.

Por muito tempo, os sites eram projetados para agradar só quem usava dispositivos de tela grande, como computadores. À medida que os celulares se desenvolveram e ganharam espaço, isso foi mudando.

Assim, o mobile-first index é a forma do Google reconhecer e estimular isso. Agora o gigante das buscas vai dar preferência a sites que levam o mobile a sério na hora de classificar as páginas mais relevantes.

Qual o impacto disso na sua estratégia de marketing digital?

Será mesmo que uma simples mudança na forma de classificar as páginas da web pode fazer tanta diferença na sua estratégia de marketing digital? A resposta é sim!

A mudança pode mesmo parecer pequena, mas traz grandes implicações na prática. Veja três aspectos disso:

Tráfego orgânico

O tráfego orgânico depende diretamente de uma estratégia bem estruturada de SEO, o que impacta na posição de rankeamento de uma página nos mecanismos de busca. Isso quer dizer que o seu site pode ser a preferência dos buscadores e receber mais visitas caso adote o mobile-first.

O contrário também é verdade: se continuar privilegiando a versão desktop, e não der atenção ao novo modelo de indexação do Google, poderá ver sua posição cair mais e mais.

Além disso, pode ter certeza de que seus concorrentes também já estão atentos a essa mudança. Se eles se adaptarem e você não, muitos potenciais visitantes do seu e-commerce irão acessar outras páginas.

Qualidade das visitas

Apesar de a quantidade ser importante, a qualidade é mais ainda. Mas como determinar se uma visita tem esta característica? Há algumas maneiras.

A primeira delas é analisar o tempo médio que os usuários passam em cada página. Outro fator essencial é o engajamento (comentários, cliques, cadastro etc.).

Os usuários estão cada vez mais acostumados a encontrarem experiências agradáveis e eficientes, o que os deixam mais exigentes.

Se não oferecer uma navegação de qualidade em dispositivos móveis, seu site vai logo ter uma queda na qualidade das visitas, com acessos que duram pouco tempo e não interagem com seu conteúdo.

Experiência do usuário

Todas as mudanças de algoritmo do Google têm por objetivo melhorar a experiência do usuário, e dessa vez não é diferente.

Considere uma pessoa que acessa seu site de um smartphone, mas a experiência foi toda projetada para telas grandes.

Será difícil enxergar o conteúdo, clicar em botões e preencher formulários. Em resumo: uma experiência péssima de navegação, que vai frustrar os usuários.

O Google não vai recomendar uma página dessa em suas buscas, então vai deixar sites assim “escondidos” nos resultados de pesquisa.

Como se adaptar à nova realidade mobile?

O mobile-first index já está rodando a todo vapor, mas será que isso é motivo de preocupação? Não, desde que você se adapte a essa nova realidade o quanto antes.

Se ainda não deu sequer um passo para criar uma experiência de navegação móvel de qualidade para seu público, você terá bastante trabalho em reformular radicalmente a sua estratégia digital.

Sem mais delongas, aqui está o que você precisa fazer:

Tenha um site mobile-first

Já faz algum tempo que se fala sobre a importância de ter um site responsivo para oferecer uma melhor experiência de uso para a sua persona, considerando que os usuários navegam cada vez mais na internet a partir de aparelhos móveis.

Mas ter um site mobile-first vai além disso. O design responsivo se adapta à tela de qualquer dispositivo, mas pode ser feito primeiro para aparelhos de mesa.

O mobile-first também se adapta, porém a experiência primária é projetada para dispositivos móveis, e só depois adaptada para computadores e afins.

Mas, se o resultado final é o mesmo, qual a diferença? Sites mobile-first são mais leves e rápidos, o que conta muito –  tanto para o Google. quanto para os usuários.

Acelere o carregamento das páginas

Já que falamos sobre velocidade de carregamento, vamos nos aprofundar um pouco no assunto. Além de ter um site mobile-first, há várias outras medidas que você pode adotar para acelerá-lo.

Uma delas é conhecida como AMP (Accelerated Mobile Pages), ou “Páginas Móveis Aceleradas”. Um nome bem autoexplicativo, não acha?

A importância de acelerar as suas páginas móveis está comprovada em números: de acordo com o Google, impressionantes 53% das pessoas abandonam um site móvel se ele demorar mais de 3 segundos para carregar!

Crie conteúdo para todos os dispositivos

Muitos sites responsivos criam um conteúdo incrível para as telas grandes, mas para resolver as limitações dos dispositivos menores, simplificam demais o material – o que prejudica a qualidade da mensagem.

Essa é mais uma vantagem de ter um site mobile-first. Seu conteúdo vai ser criado primeiro para as telas menores, e só depois adaptado para as maiores, o que deve garantir a qualidade e unidade entre os materiais apresentados em qualquer aparelho.

Isso é relevante, porque o Google continua considerando a qualidade do conteúdo como um dos principais fatores de rankeamento, seja no mobile ou não.

Como se preparar para futuras mudanças?

Essa é outra pergunta válida, já que o Google altera seu algoritmo com certa frequência, sempre que julga necessário se ajustar ao comportamento do usuário ou quando encontra uma forma de tornar as buscas mais precisas.

É impossível saber o que vai mudar na próxima atualização, ou quanto tempo isso vai levar, mas o conselho que podemos dar é: sempre se mantenha atualizado e mantenha seu site otimizado.

Ao analisar o histórico de atualizações do Google, esses três fatores sempre se sobressaíram:

Conteúdo de qualidade

Se você já trabalha com SEO e investe na internet como canal de negócios há muito tempo, talvez se lembre de como as pessoas usavam truques para enganar o algoritmo do Google e conseguir bons resultados.

As técnicas black hat, como ficaram conhecidas, com o tempo se transformaram em punições severas.

E, então, o que dizer dos que investiram em conteúdo de qualidade e que geraram valor real para o público? Esses sempre foram recompensados e continuarão sendo.

Agilidade de carregamento

Você consegue imaginar um tempo em que o Google vai dar preferência à lentidão de carregamento como critério para determinar a classificação das primeiras páginas? Pois é, isso não vai acontecer.

O máximo que pode ocorrer é chegar um momento em que haja pouco a melhorar no quesito velocidade, mas ainda estamos longe disso. Então, pode investir pesado em tornar suas páginas mais leves e ágeis.

Experiência de navegação

Por fim, vale ressaltar mais uma vez: todos os testes e implementações que o Google faz tem a experiência do usuário no mais alto grau de prioridade.

Então, se os seus esforços e estratégias para o seu site seguirem esse mesmo padrão, pode confiar que não importa qual a mudança de algoritmo, vai ser mais fácil se adaptar.

Focar nos elementos que nunca mudam é o mais próximo que você pode chegar de prever as próximas atualizações e passar ileso por elas.

O mobile-first index já é uma realidade, e pode transformar os seus resultados de marketing digital. Como ele vai fazer isso, de forma positiva ou negativa, depende de como você vai aplicar as dicas que aprendeu aqui. Apenas lembre-se: o mundo digital é mobile, logo, sua empresa também precisa ser.

Continue inovando e amadurecendo sua estratégia e confira tudo que você precisa saber sobre automação de marketing!

Data da última atualização: 29/08/2018


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    • Negócio e Dinheiro

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      negocioedinheiro.com

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        Olá, equipe Negócio e Dinheiro!

        Ficamos felizes em saber que vocês curtiram as dicas sobre mobile-first 🙂

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        Até mais!

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