NuvemCast #15 – Um debate sobre meios de pagamento no Brasil

Por: Raquel Lisboa
NuvemCast #15 – Um debate sobre meios de pagamento no Brasil

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Alô-alô, chegou mais um NuvemCast! 🎧 No episódio de hoje, confira um bate-papo completo sobre os meios de pagamento no Brasil.

Nesta edição, contamos com convidados experts na área: Beatriz Olivieri e Tatiane Souza, do Mercado Pago, e Marcelo Conforto, da Wirecard. Além do Luiz Fernando Natal, Head de Platform Development da Nuvemshop, e da Renata Estevo, editora de conteúdo da Nuvemshop e fundadora da Alea Lingerie.

Caso queira se inteirar sobre meios de pagamento e descobrir detalhes sobre o NuvemCast #15, separamos alguns spoilers a seguir:

O que são meios de pagamento?

Meios de pagamento são empresas de tecnologia que intermedeiam transações financeiras — em outras palavras, é por meio deles que o comprador tem a possibilidade de pagar por um produto e/ou serviço disponibilizado por uma marca.

Por sua vez, os meios de pagamento online se referem aos players que auxiliam as operações monetárias entre o consumidor e uma loja virtual. Nesta esfera, destacam-se os adquirentes, subadquirentes e gateways de pagamento.

Adquirentes

Adquirentes — como Cielo, Rede e Stone — são mediadores de pagamento interligados às bandeiras (Visa, Mastercard, Elo etc). Logo, a contratação desse formato é feita de maneira direta, o que resulta em taxas por transação menores, por exemplo. No entanto, caso o lojista queira ter um sistema antifraude (o que é indicado!), é necessário contratá-lo à parte.

Subadquirentes

Também conhecidos como intermediadores de pagamento, os subadquirentes — como Mercado Pago e Wirecard — são extensões dos adquirentes. Caracterizam-se como soluções completas, visto que, além de cuidarem de todo o processo financeiro, oferecerem um serviço antifraude incluso.

Ademais, subadquirentes apresentam uma contratação menos burocrática, pois não exigem filiação com bancos ou adquirentes.

Gateways de pagamento

Gateways — como Pagar.me e Mundipagg — são plataformas que atrelam players de pagamento, como adquirentes e bandeiras. Assim, seus serviços geralmente são mais caros, quando comparados às opções anteriores, dado que há custos tanto do gateway, quanto dos mediadores da operação monetária.

Qual é a diferença entre meios e formas de pagamento?

Como visto, meios de pagamento são empresas intermediadoras. Por outro lado, formas de pagamento são os métodos utilizados pelo cliente para quitar uma compra. No e-commerce, os mais conhecidos são boleto, cartão (de crédito e de débito) e personalizado.

Boleto

Emitido no nome do consumidor, o boleto é uma forma de baixo custo e pode ser pago em caixas eletrônicos, lotéricas e/ou internet banking. Por se tratar de uma quitação à vista, o lojista tem a chance de oferecer descontos mais atrativos aos consumidores (e, até mesmo, uma alternativa para aqueles que não têm cartão).

Contudo, um dos pontos negativos do boleto é a sua grande taxa de desistência, já que muitos compradores geram o documento, mas não o pagam até a data do vencimento.

Cartão (de crédito e débito)

Segundo a Exame, compras virtuais com cartão somaram R$ 323,5 bilhões em 2019! — crescimento de 31% se comparado ao ano anterior. Assim, essa é a forma de pagamento favorita do público online, especialmente por ser prática e segura.

Do ponto de vista do lojista, o cartão é uma ótima opção para combater a inadimplência, já que a quitação é feita on time no checkout — diferentemente do boleto, por exemplo.

Personalizado

A quitação personalizada é uma outra opção utilizada no comércio eletrônico. De modo geral, ela é realizada por meio de depósito em conta ou transferência bancária. Bem como o boleto, essa forma de pagamento pode gerar uma grande taxa de desistência.

Se você é um lojista Nuvemshop, descubra aqui mais detalhes sobre como receber por suas vendas na internet.

O que considerar ao escolher meios de pagamento?

De acordo com os especialistas do NuvemCast #15, alguns critérios são essenciais, como:

  • Taxas por transação;
  • Prazo de liberação dos créditos (e como podem ser retirados);
  • Níveis de conversão;
  • Cobertura em caso de chargeback;
  • Alternativas em relação à abertura de conta – pessoa física e/ou jurídica – que será vinculada ao subadquirente.

O que é chargeback?

Chargeback é o cancelamento de uma venda. Tal ação normalmente acontece a partir de dois contextos:

  1. Um cliente compra de uma loja virtual e recebe o produto no endereço informado. Na sequência, entra em contato com o banco e alega não reconhecer a cobrança na própria fatura;
  2. Uma compra é finalizada, o e-commerce declara ter enviado a mercadoria, só que, na verdade, o consumidor não a recebe de fato. Neste caso, ele também faz contato com o banco, declarando tal situação.

Se o lojista – bem intencionado – possuir um meio de pagamento com cobertura de chargeback, um processo de análise é estabelecido para compreender quem de fato foi fraudulento.

Caso ocorra algo similar ao primeiro cenário citado anteriormente e haja provas a favor do e-commerce (como um comprovante de entrega, por exemplo), o lojista é ressarcido pelo subadquirente.

Na Nuvemshop, é possível ativar mais de um meio de pagamento?

Sim, quantos o empreendedor desejar. Contudo, segundo a Renata, da Alea Lingerie, o indicado é ativar no máximo duas opções.

Se assim for feito, a plataforma Nuvemshop seleciona um meio de pagamento primário e outro como “backup”. Caso o subadquirente principal apresente algum problema no momento do checkout, o suplente será oferecido como alternativa. Logo, as conversões não serão perdidas por qualquer tipo de imprevisto.

Por que alguns pedidos são negados pelos meios de pagamento?

Pedidos geralmente são cancelados após um estudo de risco feito pelo meio contratado: os dados do consumidor sofrem diferentes tipos de cruzamento para comprovar a veracidade das informações. Se o endereço de entrega não for compatível com o do titular do cartão, por exemplo, é passível de suspensão.

Daí a importância de ter um sistema de antifraude ativo no meio de pagamento escolhido, pois, a partir de modelos estatísticos que analisam as variáveis, é possível evitar chargebacks e, consequentemente, prejuízos ao lojista.

E aí, que tal ouvir o NuvemCast sobre meios de pagamento?

Esses foram apenas alguns tópicos do episódio. A bancada do NuvemCast ainda abordou as principais formas de checkout e de parcelamento, os custos diretos e indiretos, a experiência do consumidor e os benefícios das carteiras digitais! Por isso, a décima quinta edição está imperdível 😉

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Ah, e se você deseja criar sua própria loja virtual e escolher o meio de pagamento ideal para ela, não deixe de testar os 30 dias gratuitos na plataforma da Nuvemshop.

Até o próximo episódio!

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