O que é logística e como ela funciona? [guia completo]

Por: Livia Ferreira

Homens carregando caixas representando o que é logística

Logística é a área que cuida do processo de armazenagem e transporte de matérias-primas e produtos, desde a confecção até a entrega da mercadoria. No e-commerce, ela é responsável por garantir ao consumidor a melhor experiência de compra online possível.


Existem áreas dentro de uma empresa que são tão importantes que, sem elas, é impossível desenvolver o negócio. Já imaginou ter um comércio eletrônico, mas não se preocupar com a entrega dos produtos? Como os clientes receberiam suas compras? Para entender todo o percurso da mercadoria até chegar ao seu destino é importantíssimo saber o que é logística e como ela atua.

Com o aumento populacional e a mudança na forma como as pessoas consomem, os produtos passam a ser feitos em escala mundial. A grande competitividade no setor varejista impulsionou o desenvolvimento da logística, abrindo espaço para uma série de inovações na área.

Neste guia, vamos explicar o que é logística e abordar assuntos como aquisição, transporte, armazenagem e distribuição de produtos. Além disso, você vai aprender conceitos importantes da área, principalmente se deseja criar a sua loja virtual. Vamos lá?

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O que é logística?

Logística é um conjunto de técnicas e atividades desenvolvidas para entregar uma mercadoria no destino correto e no tempo combinado.

O conceito de logística parece básico, mas para que esse processo ocorra é necessário acionar várias áreas, cada uma delas com etapas bem definidas e métodos próprios de acompanhamento e controle.

Essa segmentação fez com que a área logística envolvesse outras frentes, somando-se a conhecimentos de engenharia, marketing, tecnologia, estatística, economia etc. Tudo isso para satisfazer as necessidades dos clientes gastando o mínimo possível.

Para realizar a gestão logística — ou seja, o gerenciamento das mercadorias, desde os fornecedores até os consumidores — a área se organiza da seguinte forma:

  • Demanda;
  • Estoque;
  • Compra;
  • Distribuição.

Vamos destrinchar essas etapas mais à frente. Antes, é preciso entender como surgiu a logística e o que impulsionou o seu desenvolvimento até chegar ao formato que conhecemos hoje.

Como surgiu a logística?

A palavra “logística” vem do grego antigo “logistikḗ” e faz referência a uma parte da álgebra responsável pelas quatro operações fundamentais: adição, subtração, multiplicação e divisão. O conceito, portanto, diz respeito às habilidades de resolver problemas matemáticos e pensar racionalmente.

Essa palavra era muito comum em contexto de guerra, quando havia escassez de recursos e, por isso, as pessoas precisavam traçar estratégias para transportar e armazenar suprimentos.

Com o tempo, o conceito de logística começou a ser usado para englobar todas as etapas de fluxo de abastecimento de insumos, independentemente do contexto. Hoje, essa área reúne desde a compra de matérias-primas até a entrega do produto ao consumidor final, passando pelo planejamento de produção, transporte, abastecimento de lojas etc.

💡 Saiba mais: 7 boas práticas de operações e logísticas para o seu negócio

Para o que serve a logística?

Já começamos este texto mostrando que é impossível viver sem as operações logísticas. Desde os alimentos que as pessoas consomem até as roupas que elas vestem, tudo é produzido, armazenado e transportado de um local a outro.

Não é de se espantar que muitas empresas se dediquem a prestar serviços de logística a indústrias, fabricantes e varejistas, já que as mercadorias precisam chegar ao consumidor final. E essa é a principal finalidade da logística — mas não a única.

A área ainda é responsável por:

  • Controlar o volume de mercadorias produzidas;
  • Armazenar as mercadorias e monitorar o estoque;
  • Desenhar as rotas de distribuição;
  • Levar as encomendas de um local a outro.

Para realizar todas essas etapas, é necessário contar com uma infraestrutura adequada — galpões de armazenagem, softwares de gestão, meios de transporte como aviões, caminhões, contêineres etc.

Grandes empresas costumam ter seu próprio centro de operações logísticas, mas a maioria das marcas externaliza esse serviço, contratando um provedor de terceiros, conhecido pela sigla 3PL.

Vamos abordar esse e outros conceitos ligados à área de logística mais adiante. Antes, é necessário mostrar quais são as etapas que compõem o processo. Acompanhe!

Etapas do processo de logística

Já deu para perceber que o processo de logística envolve muitas áreas e, consequentemente, várias pessoas. Para entregar as mercadorias em menor tempo, gastando menos e correspondendo às expectativas dos clientes, é necessário cumprir algumas etapas. Veja, a seguir, quais são elas.

1. Previsão da demanda

Essa etapa, que também pode ser chamada de gestão de compras, é fundamental para evitar que haja desabastecimento das prateleiras do estoque. Entender quantos itens de um determinado produto você precisa ter armazenados é importante para não prejudicar a produção, e é aí que entra a previsão de demanda.

Além de lidar com a quantidade mínima necessária de suprimentos, ela também determina a quantidade máxima de itens que pode ser armazenada sem sobrecarregar o depósito. Vale ter em mente que um estoque abarrotado representa um custo muito maior para a empresa.

💡 Saiba mais: Como evitar o estoque parado?

2. Controle de estoques

O controle de estoque talvez seja uma das etapas mais importantes da logística. Como o próprio nome sugere, ele consiste no monitoramento do que entra e sai dos armazéns e tem o propósito de evitar ao máximo o desperdício de materiais.

Na Nuvemshop, além de permitir a baixa automática nos produtos e oferecer a possibilidade de configurar uma quantidade mínima de estoque para ser notificado (e os produtos não ficarem esgotados), oferecemos também uma integração com o Tiny ERP.

Esse sistema de gestão cuida da rotina da sua empresa para que ela seja organizada e fluida, oferecendo recursos como:

  • Recebimento dos pedidos;
  • Atualização de estoque;
  • Sincronização das situações;
  • Importação de produtos do e-commerce.

💡 Saiba mais: O que é e como escolher um ERP para meu e-commerce

3. Armazenagem de produtos

Certas mercadorias podem levar muito tempo até serem comercializadas, por isso, elas precisam ficar guardadas em local adequado para preservar sua integridade física.

O gerenciamento de armazém é a etapa que cuida, justamente, do depósito das mercadorias. Nela, podem estar incluídas as atividades de gestão de estoque e atendimento dos pedidos realizados — isso não ocorre em todos os casos, mas vamos explicar melhor a seguir.

Basicamente, para armazenar os produtos é preciso ter um espaço onde os itens fiquem guardados até serem despachados para o envio. Contudo, é necessário ter atenção à diferença entre armazém e centros de distribuição.

O armazém é o local onde as mercadorias ficam depositadas, aguardando o transporte para as lojas ou para o consumidor final.

O centro de distribuição, além de armazenar, também separa, embala e despacha os pedidos dos clientes. Conhecer as definições é importante, mas tenha em mente que essas atribuições podem variar de empresa para empresa.

Além disso, a armazenagem é importante não apenas para marcas com grandes operações logísticas. Negócios menores, que contam com pequenos estoques, também podem usar os conceitos de gerenciamento de armazéns.

Com a ajuda de ferramentas de logística de armazenagem, donos de lojas conseguem eliminar erros no processo de inventário, organizar as prateleiras do estoque, fazer o controle climático nos casos de mercadorias sensíveis — como alimentos e medicamentos — ou até mesmo ajudar na distribuição dos pedidos.

Essas ferramentas, conhecidas como WMS — warehouse management system — ou “sistemas de gerenciamento de armazém”, em português, automatizam a operação e facilitam a gestão. Alguns exemplos são a HighJump WMS, a Senior WMS e a Easy WMS.

4. Distribuição de mercadorias

Ao ouvir falar de logística, é provável que as pessoas pensem, em um primeiro momento, no transporte das mercadorias. No entanto, já deu para perceber que é um processo mais complexo, não é mesmo?

O gerenciamento de transporte, então, é a etapa que cuida de planejar a forma como os produtos serão transferidos. Isso inclui quais veículos serão usados, como será o processo de carga e descarga, qual a distância entre os armazéns e o destino da mercadoria, além de monitorar quais clientes já pagaram pelo frete e, por isso, podem ter os produtos despachados.

Vale salientar que o gerenciamento dos veículos que chegam, saem e ficam parados nos pátios e armazéns também é feito nessa etapa.

Para que tudo seja acompanhado de perto, as empresas de logística, normalmente, usam um software de TMSTransport Management System, que em portguês significa sistema de gerenciamento de transportes. Alguns exemplos mais conhecidos são o Hiveclound TMS e o Controle de transportadoras, da Bsoft.

Esse tipo de programa armazena informações como:

  • Documentos fiscais;
  • Custos de frete;
  • Volume de entrega;
  • Roteiros de viagem;
  • Rastreamento de cargas;
  • Atuação de motoristas e veículos;
  • Documentos eletrônicos das mercadorias etc.

Contar com esse tipo de ferramenta é muito importante para fazer o gerenciamento correto das operações logísticas. Dessa forma, erros como extravio de mercadoria, atraso na entrega, falta de notas fiscais, entre outros, são contornados ou mesmo evitados.

Essa qualidade no serviço é um ponto positivo para fidelizar clientes e encantá-los.

💡 Saiba mais: Correios ou transportadora: saiba quando e como utilizá-los

Os 4 tipos de logística

Por ser uma grande e importante engrenagem no mercado varejista, a logística precisou ser dividida em quatro principais tipos. Veja quais são eles a seguir:

1. Suprimentos

A logística de suprimentos é encarregada de fornecer os materiais necessários para a produção de uma mercadoria ou realização de alguma atividade.

Vamos imaginar que uma fábrica de móveis precisa concluir uma grande entrega, mas um tipo específico de parafuso está em falta no estoque. A equipe de gerenciamento de suprimentos ficará encarregada de planejar a quantidade de parafusos necessária, o dia e horário que eles devem ser entregues e como será feito o transporte.

Além disso, a área de suprimentos é responsável por criar planos de fornecimento para não deixar faltar materiais durante o processo produtivo, controlando o fluxo de entrada e saída de produtos de acordo com a necessidade.

2. Reversa

Logística reversa — também conhecida como logística inversa — é uma área responsável por planejar o retorno das mercadorias produzidas após a venda.

Um ótimo exemplo para entender esse conceito, é o processo de troca e devolução de produtos. Para realizá-lo, é necessário planejar o recolhimento do item , seu envio para os centros de distribuição, a política de estorno etc.

💡 Saiba mais: Como criar uma política de troca e devolução para o seu e-commerce?

Outra aplicação da logística reversa diz respeito ao recolhimento de alguns tipos de lixo reciclável. Nesse caso, depois de o cliente consumir um produto cuja embalagem seja retornável, a empresa fica encarregada de recolher a embalagem e reciclá-la ou descartá-la da forma correta.

Essa visão sustentável da cadeia produtiva tem impulsionado o crescimento da logística reversa, já que a consciência ambiental vem se mostrando uma tendência entre as empresas.

💡 Saiba mais: Logística reversa dos Correios: como fazer?

3. Produção

A logística de produção envolve o processo de transformar matéria-prima em produto final. Ela é bem comum nas indústrias, coordenando várias etapas da produção, como a chegada dos insumos, a fabricação, o empacotamento e a armazenagem.

Esse é um tipo de logística bastante estratégico, porque precisa lidar com questões como o tempo que uma mercadoria pode ficar armazenada, a sazonalidade — ou seja, se há demanda pelo produto em momentos determinados ou se ele é comercializado o ano todo —, como evitar desperdícios etc.

4. Distribuição

Por fim, a logística de distribuição realiza a entrega do produto ao consumidor final. Dos quatro tipos, é o que está mais próximo ao cliente — e, por isso, demanda bastante atenção e cuidado.

Segundo uma pesquisa do site Reclame Aqui, entre abril e maio de 2020, início da pandemia do coronavírus, o número de reclamações de atraso nas entregas cresceu 61%. Embora seja um cenário totalmente atípico, é possível observar o quanto uma boa experiência de entrega impacta na satisfação dos clientes.

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Outros conceitos ligados à logística

Ao longo deste conteúdo, temos mencionado uma série de conceitos próprios da logística que, para quem não é da área, podem parecer uma grande incógnita. Vamos explicar os termos mais usados a seguir:

Logística empresarial

A logística empresarial tem foco na redução de custos e na experiência do consumidor. Para alcançar o objetivo de encantar o cliente, ela preza por aumentar a qualidade das operações nos negócios.

Para entender melhor como essa vertente atua, basta pensar em todas as etapas dos processos logísticos que fazem sentido para o funcionamento de uma empresa: cadeia de suprimentos, jornada dos motoristas, gestão de frotas, modais de transporte, gestão de estoque etc.

Para alcançar um diferencial competitivo, marcas de diversos segmentos, não apenas no e-commerce, têm investido na logística empresarial para conquistar os clientes e entregar valor a eles.

Logística integrada

A logística integrada tem um conceito bastante simples: seu objetivo é integrar todos os processos logísticos, desde a produção da matéria-prima até a chegada do produto para o consumidor.

Para integrar todas as etapas e tornar a execução mais eficiente, é preciso contar com ferramentas que realizam esse acompanhamento do fluxo logístico. Dessa forma, todas as atividades são monitoradas por esses sistemas, garantindo a qualidade de todas as entregas.

Um bom exemplo de ferramenta de logística integrada é o ERP, sigla para “enterprise resource planning”, ou “sistema de gestão integrada”, no português.

O ERP é responsável por armazenar todas as informações importantes de uma empresa em um só lugar, como seus clientes e funcionários, por exemplo. Por meio dele, também é possível criar demandas, acompanhar atividades e, até mesmo, analisar dados em tempo real.

Portanto, o time de logística integrada é responsável por planejar todo o fluxo, implementar o sistema de gerenciamento e acompanhar todos os passos da cadeia, corrigindo erros e prevenindo falhas.

Logística 4.0

Essa é uma expressão que tem ganhado bastante destaque com o avanço da tecnologia. A logística 4.0 segue os mesmos passos da indústria 4.0, usando recursos tecnológicos para se tornar cada vez mais otimizada e eficiente.

Embora seja semelhante à logística convencional, esse modelo usa softwares e equipamentos avançados para potencializar as operações, aumentando a produtividade. Por exemplo, para criar um fluxo de abastecimento automatizado, é possível usar sistemas de transporte inteligentes, paletes e contêineres — todos eles funcionando em rede.

Esse fluxo moderniza o processo de abastecimento, diminui os custos e otimiza as atividades, ilustrando, portanto, o principal objetivo da logística 4.0.

Logística de terceiros (3PL)

Falamos brevemente sobre esse conceito ainda no início deste artigo. A sigla 3PL significa third-party logistics, ou “terceira parte logística”, no português. Trata-se, portanto, da terceirização de processos logísticos.

Nesse modelo, as atividades de transporte são terceirizadas, ou seja, realizadas por uma empresa contratada. A contratante, por outro lado, fica responsável apenas por coordenar e acompanhar o trabalho da companhia de transporte. É o que ocorre, por exemplo, quando um e-commerce envia seus pedidos pelos Correios.

Logística da quarta parte (4PL)

Seguindo a mesma lógica, 4PL é a sigla para fourth-party logistics, ou seja, “quarta parte logística”. Esse conceito, diferentemente da sigla anterior, é mais abrangente e voltado para o gerenciamento completo das operações.

Isso quer dizer que a 4PL surgiu para representar o gestor da cadeia de suprimentos, quem monitora os processos da operação, mantém os envolvidos alinhados e garante a execução das atividades sem custos extras.

Logística ambiental

Também conhecido como logística verde, esse conceito faz referência ao conjunto de políticas e medidas sustentáveis para reduzir o impacto ambiental causado pelo setor logístico.

Dessa forma, todos os processos são repensados visando a minimizar os problemas causados ao meio ambiente, desde a forma como as matérias-primas são extraídas até meios mais sustentáveis de transportar os produtos.

Quais são as principais áreas de atuação da logística?

A logística é uma área interdisciplinar. Temos vários setores distintos atuando em conjunto para combater um inimigo comum: a concorrência. Como jogadores de futebol, cada setor tem uma função específica, mas diretamente relacionada à atividade do outro.

Abaixo, vamos explicar as principais áreas de atuação da logística e suas tarefas essenciais.

1. Embalagem

Os profissionais dessa área são responsáveis por garantir que as mercadorias cheguem ao destino final sem danos.

Para isso, existem embalagens adequadas para cada tipo de produto. Se o cliente comprar uma jarra de vidro, por exemplo, a equipe de embalagens é encarregada de fornecer plástico-bolha, isopor e películas protetoras para garantir que a jarra chegue intacta ao destino.

💡 Saiba mais: Como fazer embalagens para e-commerce?

2. Armazenagem

Essa área é responsável por determinar qual é a melhor forma de aproveitar o espaço do estoque, além de cuidar da manutenção e conservação das mercadorias.

Ela deve considerar as dimensões dos produtos armazenados, a localização e o clima mais adequado para sua conservação. Isso tudo para garantir a qualidade e a segurança das mercadorias.

3. Estoque

Os profissionais do estoque são responsáveis pela organização dos produtos nas prateleiras bem como as quantidades necessárias para suprir as demandas.

Um estoque organizado garante um fluxo saudável de mercadorias. Imagine uma fábrica de queijos cuja gestão de estoque não esteja sendo feita corretamente. Se a quantidade de queijos for maior que a capacidade do refrigerador, esses produtos vão estragar.

Em contrapartida, se a procura por queijo for maior que a quantidade em estoque, os clientes ficarão insatisfeitos e procurarão pela empresa concorrente.

4. Gestão das informações

A equipe responsável pela gestão das informações fica encarregada de gerar relatórios, acompanhar os pedidos e monitorar o fluxo das entregas. Os dados precisam ser atualizados constantemente para que todos os envolvidos disponham das mesmas informações.

5. Processamento de pedidos

Essa é uma das áreas mais importantes de todo o processo, pois ela garante que os pedidos sejam entregues dentro do prazo.

Portanto, ela fica responsável por preparar os produtos, transmitir as informações para os demais departamentos envolvidos, cuidar do recebimento pela compra e fazer a expedição do pedido.

6. Transporte

Na etapa de transporte são definidas as melhores rotas para que o produto chegue em menor tempo para o cliente final, qual modal será utilizado e qual transportadora fará a entrega.

Os modais de transporte correspondem às formas usadas para que as mercadorias sejam levadas do ponto A ao ponto B. Se o modal não for escolhido de forma adequada, pode haver prejuízos na qualidade do produto.

Os principais modais são:

  • Rodoviário;
  • Ferroviário;
  • Aquaviário;
  • Dutoviário;
  • Aéreo.

7. Gestão da cadeia de suprimentos

Supply Chain Management é a expressão em inglês para “gestão da cadeia de suprimentos”. Essa é uma área que garante o bom relacionamento entre todos os envolvidos no processo logístico.

A partir da sua atuação, empresa, transportadora e fornecedores conseguem trabalhar em harmonia, promovendo entregas mais eficientes e aumentando a satisfação do cliente.

O que é planejamento logístico e por que adotá-lo?

Agora que você já entendeu o que é logística, suas principais áreas de atuação e as etapas do processo logístico, chegou o momento de falarmos sobre a importância de um bom planejamento.

Para reduzir os custos de produção e armazenagem de uma mercadoria, além de aumentar a velocidade da entrega e proporcionar uma experiência agradável para o consumidor, é preciso fazer o planejamento logístico.

O gestor é responsável por desenvolver ações para diminuir os custos de operação e minimizar os gargalos. Pensando nisso, elas precisam ser divididas em três etapas:

  • Estratégia: momento dedicado à elaboração de planos de ação para conter os custos com transporte e armazenamento, reduzir o tempo das entregas e evitar desperdícios;
  • Tática: etapa para coordenar as áreas e garantir que todos trabalhem em conjunto;
  • Operação: é o momento de colocar em prática tudo que foi planejado nos passos anteriores e garantir o atingimento das metas.

Onde aplicar o planejamento logístico?

O plano que descrevemos anteriormente deve ser elaborado e aplicado de acordo com a etapa de produção. Isso quer dizer que haverá um planejamento diferente para a logística de entrada, a logística interna e a logística de saída. Mas, afinal, o que são essas divisões? Continue a leitura e descubra!

Logística de entrada

Esse conceito está relacionado ao fluxo de insumos que entra na empresa. Isso quer dizer que toda a matéria-prima alocada no estoque faz parte da logística de entrada.

Logística interna

Está ligada à circulação dos insumos dentro dos centros de armazenamento. Sempre que uma mercadoria é movimentada dentro do estoque, a logística interna é acionada.

Logística externa

Por fim, a logística externa está relacionada ao despacho do produto ao consumidor final. Dessa forma, ela envolve os processos de expedição, embalagem e transporte.

Como fazer um bom planejamento logístico?

Depois de vermos tantos conceitos e etapas, é possível que você esteja se perguntando se é capaz de elaborar um planejamento logístico. Mas, não se preocupe, é mais simples do que parece.

Separamos, abaixo, algumas dicas para direcionar o seu planejamento e ajudar você a ter sucesso na estratégia. Vamos lá?

1. Promova a comunicação entre os setores

Abordamos várias vezes a importância de manter as áreas da logística conectadas e, assim, oferecer a melhor experiência de compra possível para o cliente.

Setores que não se comunicam não conseguem repassar devidamente as informações. Com isso, dados importantes ficam perdidos pelo caminho — como detalhes da entrega e peculiaridades do pedido, por exemplo — prejudicando a entrega para o consumidor.

Imagine a seguinte situação: um cliente comprou um par de tênis para dar de presente a um amigo. Contudo, essa informação não chegou ao setor de embalagem, que empacotou o pedido com todos os dados da compra, inclusive o preço do presente. Essa é uma situação que poderia ter sido evitada se as informações estivessem centralizadas em um só lugar.

2. Centralize os dados

Essa é uma dica complementar à anterior. Uma forma de solucionar o problema da comunicação é centralizar as informações em um só lugar, como em um software de gestão, por exemplo.

Assim, todos poderão alimentar o banco de dados, ter acesso ao histórico do pedido e compartilhar ideias para melhorar os processos.

3. Encontre fornecedores de confiança

Os fornecedores são cruciais para manter os estoques sempre abastecidos. Por conta disso, é fundamental ter ao seu lado profissionais comprometidos, experientes e capacitados para ajudar você a alcançar seus objetivos.

💡 Saiba mais: Como escolher bons fornecedores para a sua empresa

Faça o controle do seu estoque

Você já deve ter notado que um estoque organizado é a chave para um processo logístico de sucesso.

Quanto a isso, não há segredos: tente adotar um sistema de gestão de estoque para te ajudar a monitorar a quantidade de itens, avaliar as condições de armazenagem e indicar os pontos de melhoria, sempre com base nos dados fornecidos pela própria ferramenta.

📹 Veja também: Preciso de estoque para e-commerce? O que fazer com estoque parado?

4. Ofereça embalagens de qualidade

O seu cliente final não vê todo o caminho que o produto percorre até chegar ao destino. No entanto, a integridade do item diz muito sobre os cuidados tomados com a mercadoria. Por isso, é importante ter bastante atenção com as embalagens usadas.

Produtos embalados de forma errada, como já mencionamos, podem gerar desperdício. Para evitar estragos e devoluções, mantenha os itens bem embalados e protegidos.

💡 Saiba mais: O que fazer quando sua embalagem é danificada nos Correios?

5. Escolha uma boa empresa de transporte

Ao contar com uma transportadora eficiente, você garante que os clientes recebam os produtos nas condições adequadas e no tempo certo.

Quando questionadas sobre o que é logística, muitas pessoas pensam se tratar apenas do transporte. Isso mostra o quanto essa etapa marca a experiência dos consumidores, então você não pode negligenciá-la.

Como a tecnologia tem transformado o setor de logística?

Toda essa explicação sobre o que é logística e como ela movimenta o setor produtivo serviu como uma introdução para entendermos os impactos da tecnologia nessa área e as mudanças pelas quais o setor tem passado nos últimos anos.

Com a internet e o impulsionamento das vendas online, ficou ainda mais fácil conectar pessoas a produtos e serviços, independentemente da distância. Para encurtar esse caminho, a logística precisou se reinventar e oferecer soluções rápidas, baratas e, claro, boas para os clientes.

Isso inclui proporcionar uma experiência de compra agradável, atendimento personalizado, bons preços e produtos de qualidade. Mas o caminho ainda é longo e a logística precisa explorar novas oportunidades de reduzir custos, agilizar as entregas e fidelizar os clientes por meio de serviços de qualidade.

Para entender a dimensão desse impacto, confira a seguir quais foram as principais mudanças que a tecnologia promoveu na logística!

Digitalização dos processos

A indústria de logística também precisou passar pelo movimento de modernização e digitalização para conseguir se destacar em um mundo cada vez mais tecnológico. Foi possível notar isso ao longo do conteúdo, dados os diversos softwares que mencionamos ao tratar de gerenciamento de processos logísticos.

Conceitos como Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT) e Aprendizado de Máquina (machine learning) estão sendo usados para aprimorar os fluxos de armazenamento e distribuição de mercadorias.

Um exemplo disso é o uso de inteligências artificiais para rastrear os pacotes enviados e registrar problemas ligados à cadeia de suprimentos.

Ou, ainda, o uso de carros autônomos — veículos que operam sem a necessidade de um condutor — para fazer entregas ou recolher mercadorias. Na mesma linha, já temos o uso de drones para monitorar pátios e empilhadeiras comandadas a distância.

Estratégia omnichannel

Omnichannel é uma tendência varejista que significa “todos os canais”, ou seja, o objetivo dessa estratégia é integrar as operações online e offline de um negócio, conectando as lojas físicas e virtuais aos compradores.

Um excelente exemplo de marca omnichannel é a Amaro. Sua operação começou online, como uma loja virtual. Com o crescimento do negócio, viu-se a necessidade de atuar também no meio offline, com a abertura de guide shops, ou seja, lojas onde as pessoas podem ter um contato direto com as peças, sentir os materiais, experimentar e conhecer as novas coleções. No entanto, as compras continuam sendo feitas e pagas virtualmente.

Esse tipo de estratégia é fundamental para atender ao novo perfil do consumidor multicanal, que tem uma jornada de compra muito mais diversa e distribuída entre meios físicos e digitais.

Portanto, para suprir essa demanda, os operadores logísticos precisaram se modernizar para fazer entregas mais rápidas e integrar melhor os processos, tornando a cadeia de suprimentos mais clara e visual.

📹 Veja também: Como fazer marketing na era omnichannel

Visualização da cadeia de suprimentos

Por fim, outra vantagem que a tecnologia trouxe para a logística foi a possibilidade de visualizar a cadeia de suprimentos completa. Dessa forma, os clientes conseguem acompanhar as mercadorias desde a compra até a entrega.

Isso dá a eles mais transparência e segurança quanto aos processos e abre as portas para feedbacks quanto ao que precisa melhorar.

O gerenciamento logístico, quando realizado com a ajuda de ferramentas digitais, permite a análise de dados em tempo real, correção imediata de erros e maior controle sobre o fluxo e o armazenamento de mercadorias.

Otimizando essas atividades, é possível observar uma significativa economia de tempo e, consequentemente, de dinheiro. Tudo isso graças à automação!

Qual a importância da logística no comércio eletrônico?

Em um mercado cada vez mais competitivo, o comércio eletrônico varejista precisa, constantemente, ser mais eficiente e mostrar o seu valor para o cliente. Como vimos, a tecnologia já permite acompanhar os processos de produção com mais proximidade, ajudando na análise de dados e prevenção de erros.

As fronteiras geográficas estão desaparecendo aos poucos e as empresas precisam se preparar para levar seus produtos à maior quantidade possível de lugares, com agilidade e gastando pouco.

Mas, para isso, é necessário estruturar de forma adequada as etapas de venda, e é isso que vamos te ensinar a seguir.

📹 Veja também: Logística de e-commerce: 3 dicas para melhorar a sua

Etapas de venda numa loja virtual

A logística no e-commerce pode ser vista como uma parte importante do gerenciamento da sua loja virtual. Ela fica responsável pelas etapas de armazenagem, expedição e entrega das mercadorias.

Para isso, ela se subdivide em:

  • Recebimento dos pedidos e conferência da mercadoria;
  • Armazenamento;
  • Reposição do estoque;
  • Separação dos pedidos;
  • Preparação do produto;
  • Envio para a transportadora;
  • Rastreamento;
  • Controle de entrega.

Quando entendemos o que é logística, vemos que ela está presente em todas as fases da cadeia produtiva, mas que seu objetivo, como o de qualquer pessoa que vende nos meios online e offline, é encantar os compradores.

Por isso, ao escolher a plataforma de e-commerce, opte por aquela que ofereça a possibilidade de acompanhar de perto as etapas do processo de venda dos seus produtos, sempre tendo em mente a otimização das etapas de compra e a satisfação dos clientes.

Na Nuvemshop, além de ter a sua loja personalizada, você gerencia os produtos com facilidade, atualiza o estoque, automatiza as formas de pagamento, conta com soluções eficientes de frete, além de muitas outras vantagens.

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Resumo

Gostou de entender o que é logística e como ela se relaciona ao comércio virtual? Esse é um conceito pouco discutido, embora esteja presente no cotidiano de todos e seja crucial para quem vende pela internet. Para ficar por dentro do assunto, acesse a categoria Logística no Blog da Nuvemshop.

O que é logística?

A logística é todo o processo de planejamento e controle de fluxo de mercadorias e serviços, que vai desde o ponto de origem das matérias-primas até o ponto de consumo, com o objetivo de atender às expectativas do cliente final.

Quais são as etapas do processo logístico?

  1. Previsão de demanda
  2. Controle de estoque
  3. Armazenagem
  4. Distribuição

Quais são os 4 tipos de logística?

  1. Suprimentos
  2. Reversa
  3. Produção
  4. Disrtibuição

Quais são as áreas de atuação da logística?

  • Embalagem
  • Armazenagem
  • Estoque
  • Gestão de informações
  • Processamento de pedidos
  • Transporte
  • Gestão da cadeia de suprimentos

Como a tecnologia impacta o setor logístico?

  • Digitalizando os processos
  • Aplicando estratégias omnichannel
  • Visualizando a cadeia de suprimentos

Quais são as etapas logísticas no comércio virtual?

  • Armazenagem
  • Expedição
  • Entrega

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