O que é marketing de conteúdo e como aplicá-lo em seu negócio?

Por: Kawan Lopes
O que é marketing de conteúdo e como aplicá-lo em seu negócio?

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Sabe quando pensamos em algum produto e automaticamente nos vem a imagem de uma marca? Pois bem, para construir um negócio com uma presença sólida neste nível, é preciso aplicar uma série de práticas. Como, por exemplo, o marketing de conteúdo.

Tornar-se referência em seu mercado de atuação é, sem dúvidas, o sonho de todo empreendedor, não é mesmo? Então, sem mais delongas, abra o seu bloco de anotações e venha comigo aprender o que é o marketing de conteúdo e como aplicá-lo em sua empresa. 😎

O que é marketing de conteúdo?

Marketing de conteúdo é uma prática que consiste na produção de materiais como forma de captação de leads. Esta estratégia, basicamente, visa a atrair visitantes através de conteúdos que possam ser interessantes para um determinado público.

Os leads, por sua vez, são potenciais clientes para o seu negócio que, em algum momento, demonstraram interesse por sua marca. Por exemplo, uma pessoa que visitou seu site e deixou dados de contato ou assinou sua newsletter possui grandes chances de se tornar um consumidor. Logo, pode ser considerada um lead.

Entre os principais formatos de mídia utilizados no marketing de conteúdo, estão:

A produção destes conteúdos deve possuir relação com os produtos e serviços de sua empresa. Dessa forma, todo material criado será focado em um público-alvo, com o intuito de gerar tráfego para sua loja virtual de forma orgânica e natural.

Por exemplo: se a sua loja vende roupas infantis, uma boa estratégia de marketing de conteúdo seria linkar um blog ao seu e-commerce. Neste espaço, você poderia publicar textos sobre o universo infanto-juvenil, tendências etc. Assim, quando as pessoas pesquisarem por estes temas, elas encontrarão seus conteúdos e, através deles, poderão chegar até a sua marca.

Ademais, criar e-books, vídeos e podcasts que envolvam assuntos relacionados aos interesses do seu público-alvo também podem ser ações assertivas para atrair mais visitantes, o que pode influir diretamente em sua taxa de conversão no futuro.

Para nos ajudar a ilustrar os conceitos, vamos seguir utilizando como exemplo uma loja de roupas infantis. Então, continue comigo e preste bastante atenção nos próximos tópicos. 😉

O que é Inbound Marketing?

Inbound Marketing —  também chamado de marketing de atração — é uma metodologia essencial para a aplicação do marketing de conteúdo. Ambas as estratégias se complementam, então, você precisa conhecer bem sobre as duas para garantir um planejamento assertivo.

Este método consiste em ações que buscam atrair o interesse do consumidor de forma sutil e natural. Lembram do exemplo da loja de roupas infantis que vimos anteriormente? Pois bem, ele está diretamente ligado ao Inbound Marketing.

Diferente das campanhas mais agressivas que normalmente vemos na televisão, por exemplo, o Inbound Marketing visa a entender os desejos de um público-alvo e, assim, produzir conteúdos que atraiam sua atenção de forma orgânica.

Quais são as etapas do Inbound Marketing?

Uma estratégia de Inbound Marketing é dividida em quatro etapas. Vamos conhecê-las:

1. Atração

Nesta etapa inicial, é importante trabalhar com materiais que abordem temáticas que possam interessar ao seu público-alvo. O conteúdo, muitas vezes, não estará diretamente relacionado aos seus produtos, mas, de alguma forma, se comunicará com a proposta do seu negócio e isso fará com que este visitante tome conhecimento da sua marca.

No caso da loja de roupas infantis, por exemplo, um caminho a seguir seria a produção de conteúdos que destaquem novidades e tendências deste mercado, dicas e informações interessantes sobre o universo infanto-juvenil e maternidade etc.

2. Conversão

Com uma audiência que já consome seus conteúdos, é hora de focar em transformá-los em possíveis clientes criando materiais que entreguem exatamente o que eles procuram. Aqui, é preciso ter uma atenção maior aos temas que o seu público geralmente busca e, a partir disto, entregar as respostas.

Portanto, se você notou que as pessoas estão pesquisando muito por dicas de customização de roupas, por exemplo, uma boa ação seria produzir um conteúdo completo sobre este tema.

No decorrer deste artigo, iremos conhecer algumas ferramentas que vão te ajudar a entender sobre o que as pessoas procuram no Google e como fazem isso.

3. Venda

Aqui, o visitante já criou uma certa proximidade com o seu negócio, então é o momento de dar a cartada final para converter a visita em venda. Para estes leads, os conteúdos precisam afirmar que sua marca é a melhor opção para eles.

Por esse motivo, os materiais nesta fase precisam estar mais ligados ao seu produto ou serviço. É possível criar conteúdos sobre uma nova coleção, uma promoção etc. O foco aqui é convencer de que a solução que você oferece é a melhor escolha e converter a visita em venda.

4. Fidelização

Depois que o visitante já é cliente, nada mais importante do que fidelizar essa relação, certo? O foco aqui está em gerar conteúdos que engajem a presença deste consumidor em seu site, fazendo com que ele volte a comprar de você.

Uma estratégia bastante efetiva nesta etapa é produzir materiais que contem com depoimentos, resenhas de produtos da sua loja, histórias de clientes etc. Pelo fato de envolver pessoas reais, este tipo de conteúdo, além de criar laços emocionais com o público, também reforça o sentimento de confiança com a marca.

Como criar uma estratégia de marketing de conteúdo?

Agora que já entendemos o que é o marketing de conteúdo, vamos conhecer algumas práticas que vão te ajudar a estruturar o plano de marketing da sua empresa, desde a criação dos materiais até as formas de mensurar seus resultados.

1. Defina sua persona

Em qualquer negócio, seja ele digital ou não, é imprescindível a definição de um público-alvo. Porém, é possível ir além desta estratégia e definir a imagem de um público focal mais assertivo — neste caso, a persona.

A persona é a representação semi-fictícia de um cliente, uma forma de identificar de modo mais próximo o perfil das pessoas que consomem seus produtos ou serviços.

Imagine se colocássemos uma lupa em nosso público-alvo. Através das características predominantes destes consumidores, podemos traçar um perfil e dar vida a esse personagem que é bastante útil no processo de criação das campanhas de marketing.

Vamos usar novamente o exemplo da loja de roupas infantis. Podemos ter como foco um público predominantemente feminino composto por mães, com idade entre 21 e 32 anos, residentes na região sudeste do Brasil.

Já a nossa persona seria a Helena, mãe de primeira viagem de um menino de 3 anos, mora em São Paulo, trabalha com vendas e adora comprar roupas para o filho. Notou a diferença?

É claro que, para definir uma persona, é necessário analisar alguns fatores que irão te ajudar a desenhar este perfil de forma mais assertiva.

Sobre isso, aproveite e ouça ao episódio do NuvemCast #8, repleto de informações sobre a criação de personas e como conhecer as necessidades do seu público-alvo:

2. Faça benchmarking

Em tese, o benchmark é uma prática adotada no universo da tecnologia para testar a eficácia de um dispositivo, programa, produto etc. Porém, no mundo corporativo, é possível utilizar essa tática para estudar possíveis estratégias do seu negócio.

Portanto, o benchmarking pode ser útil para analisar os planos de marketing de conteúdo de outras empresas e mensurar sua eficácia, gerando ideias para a criação do seu plano.

Uma das melhores ações aqui é criar relacionamentos com empresas que atuam na mesma área que você. Através deste tipo de contato, você pode obter dicas sobre as estratégias adotadas por elas na produção de conteúdos.

Então, se o seu ramo é o de moda infanto-juvenil, troque ideias com outros empresários e entenda como eles atuam hoje. As redes sociais, como o LinkedIn, podem ser ótimos canais para conhecer essas pessoas.

3. Defina os KPIs

Os KPIs (Key Performance Indicators) — em tradução livre ao português, Indicadores-chave de Performance — permitem que você meça a efetividade das iniciativas criadas para o seu negócio.

Por exemplo: se você criou um plano para ampliar a visibilidade da sua marca nas redes sociais, um KPI deve analisar se suas iniciativas aumentaram o engajamento dos seus seguidores. Isso pode ser medido através da curva de crescimento das curtidas e compartilhamentos das suas postagens.

Em resumo, de todos os indicadores do seu negócio, o KPI deve identificar aqueles que irão refletir diretamente nos objetivos que você definiu. Assim, fica mais fácil acompanhar as métricas que realmente irão te mostrar resultados relevantes para o avanço da sua empresa.

4. Entenda o seu funil de vendas

O funil de vendas pode ser uma ótima forma para organizar seu plano de Inbound Marketing. Isso porque, com ele, você consegue entender exatamente quais materiais devem ser direcionados aos diferentes perfis e momentos do seu consumidor.

Este plano se baseia nos seguintes parâmetros:

Topo de funil

Aqui, o consumidor está no momento de descoberta da sua marca. Ele ainda não possui grande intenção de compra. Então, é provável que ele seja atraído por materiais com teor mais chamativo, como lançamentos, promoções etc.

Meio de funil

Nesta etapa, o consumidor já está em busca de algo mais definido. É aqui que você tem a oportunidade de transformar esse visitante em um possível cliente. Portanto, o seu material deve conter exatamente o que ele procura.

Fundo de funil

Já neste momento, o seu conteúdo precisa ser a chave para a decisão de compra. O visitante já possui o interesse. Então, basta entregar a ele informações que estabeleçam uma relação de confiança com sua marca.

Esta estratégia se conecta diretamente com os pilares do Inbound Marketing que vimos anteriormente. Por isso, é importante sempre ter em mente os dois conceitos no momento de definir seu plano de marketing de conteúdo.

Na sequência, vamos encontrar alguns exemplos práticos que vão ajudar a ilustrar melhor estas ações.

5. Use técnicas de SEO

Dentre as várias práticas importantes para uma boa estratégia de marketing de conteúdo, certamente, as técnicas de SEO estão no top 3.

Com o mercado digital crescendo em disparada, a concorrência fica mais agressiva. Logo, é preciso fazer o melhor uso possível de todas as armas que você tiver.

SEO (Search Engine Optimization) são técnicas de otimização de sites e blogs visando a geração de tráfego orgânico e o aumento da autoridade da página no Google.

Pense que, quando pesquisamos por determinadas palavras, normalmente aparecem os mesmos sites em destaque. Isso é consequência do bom uso das técnicas de SEO. Portanto, vale muito a pena apostar nessa prática. A próxima dica traz mais informações sobre isso.

6. Escolha das palavras-chave

A concorrência pela primeira página de resultados do Google costuma ser gigante. Por esse motivo, para garantir a visibilidade de seus conteúdos, é preciso focar nas palavras-chave certas.

Aqui, é importante pensarmos sobre o que a nossa audiência pesquisa e como faz essas buscas. Focando nos termos corretos e os encaixando devidamente no conteúdo, as chances de suas páginas aparecerem em destaque são maiores.

O foco nas palavras-chave é um ponto crucial do SEO, então é preciso não só entender quais são estes termos, mas também saber qual o tamanho da busca por eles e a intenção destas pesquisas.

Por exemplo, se analisarmos a palavra “macacão”, vamos notar que ela possui um volume de buscas mais alto em relação à palavra “macacão recém-nascido”. Neste caso, é preciso entender qual dos dois termos pode atrair mais pessoas para sua loja.

Quanto mais resultados existirem para a pesquisa, maior será a dificuldade em colocar o seu conteúdo nas primeiras posições. Por isso, é importante levar em conta não só o volume de busca das palavras, mas também a intenção de pesquisa por trás delas e sua dificuldade.

Por exemplo, será que todo mundo que pesquisa por “macacão” realmente está interessado em roupas infantis? Provavelmente, não. Porém, quem procura por “macacão recém-nascido”, certamente está, então, é nessa que você deve apostar.

Para definir quais palavras-chave valem a pena focar, acompanhar o volume de buscas e entender sua dificuldade, podemos contar com uma série de ferramentas, como o Google Trends e o Ubersuggest, gratuitos, além do Ahrefs e SEMrush, que são pagos.

7. Formatação e legibilidade

Um dos desafios na produção de conteúdo voltado para Inbound Marketing é garantir uma estrutura que entregue uma boa experiência visual. Isto é, evitar parágrafos muito grandes e blocos de textos que tornem a leitura cansativa.

Uma boa maneira de formatar o texto é dividi-lo em tópicos e subtítulos. Vídeos, GIFs, imagens e infográficos também são bem-vindos. Elementos visuais tendem a dar uma quebra no texto, tornando a leitura mais agradável.

Quanto às frases, o ideal é que possuam uma média de 20 palavras. Já nos parágrafos, tente manter um limite de quatro linhas para que a leitura seja mais fluida.

8. Divulgação em redes sociais

Usar as redes sociais para divulgar seus conteúdos pode ser uma ação bastante assertiva — e o melhor, gratuita. A divulgação dos materiais pode ajudar a fidelizar aqueles clientes que já te acompanham em seus perfis.

Com a cultura de compartilhamento bastante comum nas redes sociais, seus conteúdos podem ganhar cada vez mais visibilidade e, consequentemente, potencializar o alcance da marca.

Neste painel apresentado no Potencialize E-commerce 2020 você vai encontrar mais informações e dicas sobre como aparecer no ambiente virtual. Confira:

9. E-mail marketing

O e-mail marketing é uma das estratégias mais utilizadas em ações de fidelização e remarketing. Como envolve uma carteira de clientes já engajados no recebimento de informações da marca, ele se torna um canal superefetivo para mediar conteúdo.

Para este tipo de ação, você pode contar com a ajuda de ferramentas que fazem o disparo automático dos e-mails e também mensuram a eficácia deles. Isto é: quantas pessoas abriram as mensagens, quantas clicaram, e assim por diante.

Entre as plataformas mais utilizadas para o e-mail marketing estão o Mailchimp, o RD Station e o E-Goi.

Aproveite e confira também o nosso vídeo com dicas para criar estratégias de e-mail marketing para o seu negócio.

10. Mensure os resultados

Com tanto trabalho investido, é importante medir os resultados, certo? Por isso, na hora de mensurar o retorno obtido por suas estratégias, é necessário se basear em algumas métricas. Isso vai permitir que você tenha uma visão mais clara de como suas ações estão funcionando.

Para analisar a eficiência e mensurar os resultados obtidos, você pode usar as seguintes métricas:

Editoriais

Elas irão mostrar o alcance e a posição dos seus conteúdos no Google com relação aos concorrentes. Estas métricas são desenhadas a partir das visitas, visualizações da página, comentários, compartilhamentos etc.

Para medir o número de visitas em suas páginas, o tempo de navegação e outras informações sobre o comportamento do público em seu site, você pode contar com a ajuda do Google Analytics. Para essa ferramenta, algumas métricas importantes são: Sessões, Taxa de Rejeição (Bounce Rate) e Tempo Médio de Sessão.

Já para entender como os seus conteúdos estão posicionados e se o seu trabalho de SEO foi bem aplicado, você pode utilizar o Google Search Console. Nessa ferramenta será possível acompanhar número de cliques, impressões, CTR (Click Through Rate) e posição média de cada página. Aqui, você terá acesso apenas aos dados referentes às visitas que entraram organicamente no seu site, através de pesquisas no Google.

De negócio

As métricas de negócio vão te dizer qual foi o retorno obtido por estes conteúdos, quantos clientes novos surgiram e quantas vendas derivaram dos materiais, por exemplo.

Ademais, é importante mensurar os resultados de pelo menos quatro indicativos-chave. São eles:

CAC (ou custo por aquisição de cliente): trata-se do valor investido para conquistar um novo cliente. Esta métrica também é importante para entender quanto se pode economizar com iniciativas de aquisição orgânica, como o marketing de conteúdo, por exemplo.

LTV (ou Lifetime Value —  em tradução livre, valor vitalício): é a média do lucro que

um cliente gerou para sua empresa durante o seu ciclo de vida como consumidor da sua marca.

NPS (ou Net Promoter Score): é uma métrica que mensura a satisfação do cliente com relação à empresa e aos produtos ou serviços oferecidos. Normalmente, estes resultados são obtidos através de pesquisas simples, como aquelas que respondemos ao final de um atendimento ou recebemos via e-mail após uma compra.

ROI (Return over Investment —  em tradução livre, retorno sobre investimento): é a métrica que nos dá visibilidade dos valores que ganhamos e perdemos a cada investimento feito. Isso inclui a estratégia de marketing de conteúdo, pois o ROI irá nos mostrar quanto gastamos com as ações e criação dos materiais e o retorno que tivemos proveniente dos leads e clientes que foram obtidos.

3 meios para distribuir os conteúdos da sua marca

Agora que já conhecemos as principais etapas para criar uma estratégia de marketing de conteúdo, confira os três formatos mais utilizados e assertivos para criação e distribuição de conteúdos da sua marca.

1. Blog

O blog é, sem dúvidas, um dos pilares do marketing de conteúdo. Além de permitir que você trabalhe com materiais focados em seu mercado de atuação, todo o tráfego obtido por este canal é exclusivamente do seu site, diferente das redes sociais, por exemplo.

Um estudo feito pela Content Trends em 2018, mostrou que blogposts são a segunda estratégia mais utilizada pelas empresas no mercado, com 70,5% de adesão. Ele fica abaixo somente das redes sociais, que possuem 89,2% da preferência.

Através de um blog, sua marca tem a oportunidade de se posicionar no nicho em que você pretende atuar. Com conteúdos bem direcionados, um bom trabalho de SEO e estratégias bem alinhadas, é possível utilizar este canal para atrair visitantes e, consequentemente, convertê-los em clientes.

Se você está se perguntando como um blog pode te trazer futuros clientes, pense que, no caso da moda, por exemplo, as pessoas interessadas pelo assunto estão eventualmente buscando por conteúdos sobre tendências, lançamentos, dicas etc. Imagine só, se o blog da sua empresa se tornar uma referência neste assunto? Consegue pensar em quantos clientes podem surgir agora, certo?

Contudo, cuidar de um blog vai além de criar textos e publicá-los. É necessário garantir uma boa estrutura de navegação, acompanhar os comentários dos visitantes, sempre aprimorar o layout da página, acompanhar o tráfego e o volume de acessos e uma série de informações importantes para oferecer a melhor experiência para o usuário e garantir um bom posicionamento da sua página nos buscadores.

Para isso, podemos contar com um Content Management System (CMS) — em tradução livre ao português, sistema de gerenciamento de conteúdo. O CMS mais popular e utilizado pelos profissionais de blogs é o WordPress, mas existem outras opções como o Joomla e o Drupal.

2. Conteúdos ricos

Quando falamos em conteúdos ricos, pensamos em e-books, infográficos, cursos e quaisquer conteúdos mais aprofundados sobre determinado tema. Embora essa seja uma estratégia que envolve um trabalho maior, é uma ótima forma de captar leads.

Muitos sites utilizam os e-books, por exemplo, como uma moeda de troca para obter dados de contato dos visitantes. Uma vez que você disponibiliza um material completo e atrativo, é possível liberar o download dele mediante ao cadastro ou informe de um e-mail, telefone etc.

Com este fluxo, você coletará dados que serão úteis para fomentar uma relação com o usuário, como, por exemplo, através de campanhas de e-mail marketing.

Já os infográficos são ótimas estratégias para enriquecer um conteúdo já existente, como um blogpost ou e-book. Porém, pode ser também uma prática bastante assertiva para compartilhar dados ou informações que possam aumentar a propriedade da sua marca.

Por exemplo: se você realizou algum tipo de pesquisa com os clientes da sua loja e, de alguma forma, estes dados podem ser úteis para o mercado em que você atua, por que não criar um infográfico e compartilhá-lo? Este tipo de ação gera autoridade para sua marca e pode ajudar muito no engajamento dos seus canais.

Mas, lembre-se de não compartilhar dados sensíveis ou que possam, de alguma forma, ofender ou violar a privacidade dos seus clientes, combinado?

Os infográficos são conteúdos que, além de ricos, são práticos e fáceis de fazer. Através de ferramentas online gratuitas como o Canva ou o Infogr.am, você consegue criar materiais incríveis para compartilhar com sua audiência.

Já para a criação de e-books, os esforços são maiores, pois envolve um aprofundamento maior no assunto escolhido. Para fazer isso, você pode utilizar ferramentas como o My Ebook e o Adobe InDesign.

3. Vídeos

Os vídeos estão cada vez mais ganhando autoridade na internet, seja pela facilidade de consumo, pois são adaptáveis a vários tipos de dispositivos (celulares, tablets, desktop etc), ou pelo formato que prende a atenção do usuário, de acordo com um estudo do Hubspot.

Uma pesquisa feita pela Global Digital Report em 2019, divulgada pela Hootsuite, mostrou que 98% dos usuários ativos na internet dedicam, em média, 3h26m por dia para assistirem a vídeos online. Além disso, o YouTube, principal canal de vídeos, é hoje o segundo maior buscador do mundo, ficando atrás somente do Google.

Portanto, além de se tratar de um canal que atinge um número gigante de usuários, esse formato tende a agregar mais valor por permitir uma experiência ampla. Através dos vídeos é possível transmitir mensagens com teor mais emocional se comparado a conteúdos escritos, por exemplo.

Se você pretende começar a investir em vídeos no YouTube, é possível contar com a ajuda da ferramenta oficial da plataforma, o YouTube Studio. Este programa é completamente voltado para criadores e entrega uma experiência prática e didática.


Saiba mais...

Como aplicar o marketing de conteúdo no e-commerce?

Trabalhar com marketing de conteúdo não é uma tarefa tão simples. É importante conhecer muito bem quem é o seu público-alvo e a sua persona para que seu plano funcione. E, principalmente, é necessário entender o que eles procuram ler e consumir na internet.

A ideia aqui é fazer com que o cliente crie uma relação de confiança com a sua marca. Uma vez estabelecida, sempre que esse consumidor pensar no produto que você vende, sua empresa será a primeira imagem a surgir.

Por exemplo: quando pensamos em refrigerantes de cola, lembramos Coca-Cola; e se pensamos em achocolatado em pó, lembramos Nescau. Fez sentido? 😊

Entretanto, é importante pensar em uma estratégia que esteja alinhada com o seu negócio e, principalmente, com seu público-alvo. Se sua audiência não é muito engajada em materiais que demandam leitura, por exemplo, talvez faça mais sentido apostar em vídeos, áudios e outros formatos disponíveis.

Lembram que eu mencionei o exemplo de um blog como estratégia de marketing de conteúdo? Pois bem, a criação deste tipo de página pode funcionar muito bem se você se dedicar a entender quais conteúdos podem atrair seu público-alvo considerando o momento dele no seu funil de vendas.

Abordagem para topo e meio de funil

Para as etapas iniciais (topo e meio de funil), o ideal é trabalhar com temáticas que liguem o público à sua marca de forma natural.

Podemos ver um exemplo mais prático deste tipo de conteúdo na loja Arte de Maria. A marca exalta a imagem da mulher negra e o feminismo através de trabalhos artísticos. No blog da loja, encontramos uma série de conteúdos que, mesmo que não tenham como finalidade a divulgação das peças, dialoga com o seu público-alvo de outras formas.

Observe no GIF abaixo:

Blog da loja Arte de Maria

 

Através deste tipo de abordagem, o público não só cria um laço com a marca, como, consequentemente, chegará até os produtos da loja em algum momento.

Entendeu como este fluxo funciona? Basicamente, através de conteúdos bem segmentados, os leads vão tomando conhecimento do seu negócio e passam a percorrer um caminho até se tornarem clientes efetivos.

Abordagem para fundo de funil

Agora, quando falamos de venda e fidelização (fundo de funil), podemos pensar naqueles que já compraram conosco em algum momento e não retornaram.

Existem formas mais comuns de encantar clientes, como o uso de cupons e promoções. Porém, trabalhar com este público através de conteúdos mais específicos pode ser bastante assertivo.

Para leads desta etapa, materiais que podem funcionar são resenhas e depoimentos de clientes da sua empresa. Conteúdos que reforcem a qualidade dos seus produtos pela perspectiva de um outro consumidor podem ser superpositivos para sua marca, tendo um grande peso na decisão de compra.

Como mencionei anteriormente, materiais que envolvam pessoas e histórias reais são muito bem-vindos, pois agregam valor emocional.

Você percebeu como as estratégias de funil de vendas, Inbound e marketing de conteúdo se conectam? Isso porque as três metodologias têm o intuito de atrair clientes para o seu negócio da forma mais orgânica possível. 😎

4 grandes vantagens do marketing de conteúdo

Acredito que a esta altura você deve estar se perguntando se vale a pena investir em uma estratégia que envolva tanto trabalho, certo?

Pois, se ainda tem dúvidas, conheça agora quatro vantagens que vão te convencer de que o marketing de conteúdo é uma aposta válida. Vamos a elas:

1. Alimenta sua base de clientes

Com materiais bem posicionados nos buscadores, sua página terá um aumento contínuo de visitas. Isso irá criar uma base mais sólida de potenciais clientes, o que, consequentemente, poderá gerar mais vendas para o seu negócio.

2. Amplia sua visibilidade na internet

A produção de conteúdos bem direcionados pode colocar sua página em destaque no Google, transformando sua marca em uma referência no mercado em que atua. Isso irá potencializar a visibilidade e o alcance da sua empresa no ambiente virtual.

3. Reduz o seu CAC

Como vimos, o CAC (custo de aquisição por cliente) é um ponto importante para e-commerces. Muito se discute sobre a eficácia das campanhas e anúncios pagos, pois, com frequência, o retorno pode ser inferior ao investimento.

Neste caso, o marketing de conteúdo pode ser uma boa opção para reduzir estes custos, já que o tráfego gerado através dos materiais é orgânico e demanda investimentos menos massivos.

No geral, mesmo que se trate de uma estratégia a longo prazo, investir no marketing de conteúdo acaba sendo mais econômico do que apostar em anúncios.

4. Educa o mercado

Fazendo uma boa curadoria de conteúdo, seus canais podem se tornar referência em assuntos de interesse do seu público-alvo. Isso, além de aumentar a propriedade do seu site, faz com que sua audiência crie uma relação de confiança com a marca.

Criando uma estratégia de marketing de conteúdo com a Nuvemshop

Lojas da Nuvemshop possuem algumas ferramentas integradas que podem te ajudar a dar início a um plano de marketing de conteúdo.

Dentro do seu painel administrativo é possível criar páginas de conteúdo livre, ou, se você já possui um blog hospedado externamente, você pode incorporá-lo em sua loja.

Para criar uma página, basta acessar sua conta e ir até Minha Nuvemshop > Páginas > Adicionar nova página:

Imagem mostrando o menu de páginas da Nuvemshop

 

Caso você queira vincular o seu próprio blog, basta seguir o passo a passo neste tutorial.

A Nuvemshop também oferece a função de envio de e-mails em massa e a possibilidade de criação de uma newsletter.

Dentro da sua loja, o cliente pode solicitar a inscrição para sua newsletter. A partir disso, você terá o contato dele em uma lista exclusiva. É possível encontrá-la indo até o menu lateral do seu painel administrativo e clicando em Clientes > Contatos:

Imagem mostrando a lista de contatos do painel administrativo da Nuvemshop.

 

Além disso, em nossa loja de aplicativos, você pode instalar aplicações como o Mailbiz e o E-goi para impulsionar suas campanhas de e-mail marketing.

Outra ferramenta que pode te ajudar com leads de fundo de funil é a lista de carrinhos abandonados. Esta função concentra em seu painel administrativo os dados de contato dos clientes que chegaram até sua loja, deram os primeiros passos para uma compra, mas, por algum motivo, acabaram desistindo.

Com essas informações, você pode trabalhar em uma das estratégias que mencionei anteriormente e converter essas visitas em vendas efetivas.

Entendido?

Bastante coisa, não é? Mas não se deixe intimidar, o marketing de conteúdo não é um bicho de sete cabeças. Apostar neste tipo de estratégia pode levar sua marca para outro patamar.

Então, está pronto para colocar a mão na massa?

 

Caso queira saber ainda mais, acesse o nosso curso completo e gratuito sobre como ter um blog de sucesso. Lá você aprende desde o básico, como as particularidades de cada plataforma, até estratégias de marketing avançadas.

Aproveito e te convido a assistir o painel sobre marketing digital, conteúdo e engajamento apresentado no Potencialize E-commerce 2020. Nele você vai encontrar uma série de dicas valiosas para aplicar em seu negócio. Confira o vídeo na íntegra:

E se você está procurando por uma plataforma mais robusta e completa para o seu e-commerce, o que acha de migrar sua loja para a Nuvemshop? Conte com a gente para potencializar sua história de sucesso. 💙

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