Mix de marketing: o que é e como aplicá-lo no seu negócio

Por: Raquel Lisboa
Mix de marketing: o que é e como aplicá-lo no seu negócio

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Você sabe o que é mix de marketing e qual é a sua importância? Neste conteúdo, tire suas dúvidas e aprenda como empregá-lo na sua marca! 😉

Muitos acreditam que fazer marketing é sinônimo de promover um negócio, produto e/ou serviço — e isso não deixa de ser verdade.

Entretanto, a veiculação é apenas a ponta do iceberg. Para divulgar uma marca, é essencial definir com exatidão o que vai vender (e para quem), a que custo, de que maneira e onde. E é aí que o mix de marketing entra para estabelecer todos esses quesitos.

O que é mix de marketing?

Mix de marketing (conhecido também como composto de marketing e 4Ps do marketing) é um conjunto de quatro elementos — produto, preço, promoção e praça — que compõem as principais atividades de marketing e vendas de uma empresa.

Criada na década de 60 por Jerome McCarthy e propagada posteriormente por Philip Kotler, a teoria do mix de marketing sofreu alterações ao longo dos anos com a intenção de incluir tendências atuais, como o marketing digital, por exemplo.

Qual é a importância do mix de marketing?

Por meio do mix de marketing, você, empreendedor, tem a oportunidade de melhor comunicar a sua marca, gerar valor para o seu consumidor e, consequentemente, fidelizá-lo, além de desenvolver uma base sólida para o plano de marketing do seu negócio.

Contudo, para que o seu mix de marketing seja eficaz, é primordial ter o público-alvo da sua marca bem delimitado. Caso não seja o seu caso, ouça a seguir o nosso podcast com dicas sobre como personificar o seu cliente e identificar as necessidades dele. É só apertar o play! 🎧

Quais são os 4Ps do marketing?

Agora, com o seu público-alvo definido, vejamos abaixo as facetas de cada um dos elementos do mix de marketing e como aplicá-las no seu negócio. Vamos lá?

1. Produto

O primeiro componente do mix de marketing é o produto — afinal, sem ele, sua marca não existiria. Entretanto, muitos acreditam que ter um artigo comercializável é o suficiente para estar ativo no mercado (ledo engano!).

No podcast acima, você aprendeu sobre JTBD (Jobs To Be Done), conceito que analisa as causas e os efeitos que levam um consumidor a fechar uma compra. Em outras palavras, a partir dele, estuda-se qual é a situação, a motivação e o resultado que o cliente espera alcançar ao adquirir o seu produto.

Assim, ter um produto de qualidade é apenas um pequeno passo em direção à conversão. Para atrair o seu público-alvo, o artigo em questão deve, acima de tudo, satisfazer as necessidades do consumidor — sejam elas sociais, emocionais ou, até mesmo, físicas.

A Netflix, por exemplo, é uma marca que atende demandas de diferentes personas: desde pais que buscam desenhos animados para que seus filhos se distraiam ao longo de uma viagem a adolescentes que desejam maratonar diversos seriados ao mesmo tempo (seja da tela de um smartphone ou da televisão da própria casa).

Portanto, para entender se o produto está realmente cumprindo seu papel no mix de marketing, reflita sobre estas questões:

  • Quais são as características do seu produto?
  • Por que o cliente compra o seu produto?
  • Como o público gostaria que ele fosse? Há aspectos a melhorar?
  • Como o consumidor usa o seu produto?
  • Quais são os benefícios gerados através dele?
  • Como o seu produto se diferencia do do seu concorrente?

Ponderar sobre as perguntas anteriores, vai te dar um norte sobre por que e como o seu produto deve ser aprimorado no mix de marketing. E tal atitude, por consequência, te colocará frente a frente com a concorrência, sem correr o risco de ficar para trás.

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Ciclo de vida do produto no mix de marketing

Antes de passarmos para o próximo P do mix de marketing, é fundamental ressaltar a importância da evolução de um produto.

O ciclo de vida do produto trata das fases de venda de um artigo ativo no mercado, além de suas particularidades. Os estágios se dividem em quatro principais: introdução, crescimento, maturidade e declínio.

A introdução, que sucede o planejamento de um produto (o que será ofertado e suas características), é a etapa de estreia do artigo. Ela atua sobre o lançamento no mercado e a recepção do público-alvo. Aqui nem sempre o lucro esperado é alcançado, já que ajustes podem ser feitos para melhor comunicá-lo.

O crescimento, por sua vez, é a fase em que o público-alvo reconhece a marca e o seu produto. E, como esperado, busca-se aumentar a clientela, seja por meio de estratégias orgânicas ou pagas, como anúncios nas redes sociais e difusão de cupons de desconto, por exemplo.

Já a maturidade é o estágio de estabilidade. Espaço de tempo em que o produto atingiu o ápice no mercado e está gerando lucro como nunca antes. Nesta etapa, é bem provável que você enfrente uma disputa de preços com os seus concorrentes. Por isso, não se deixe levar pelo comodismo e esteja sempre atento, oferecendo diferenciais como, por exemplo, frete grátis.

Por fim, o declínio, como o próprio nome indica, é o período em que as vendas do produto caem. Nesta fase, é essencial rever as características e necessidades do público-alvo no mix de marketing e reajustar seu artigo para atendê-las novamente.

No mercado internacional, um exemplo de ciclo de vida do produto no mix de marketing é a BIC. Lançada na década de 50, com apenas a linha clássica BIC Cristal, a marca logo se tornou conhecida em diversos países e as canetas rapidamente adotadas pelo público-alvo.

caneta bic cristal

Fonte: BIC

Contudo, por volta de 1970, procurando reinventar-se, a BIC projetou um novo modelo de produto, a esferográfica BIC 4 Cores (utilizada até hoje!). E desde então, tem criado e promovido diferentes artigos, chegando até a ter linhas de isqueiros e barbeadores.

caneta bic quatro cores

Fonte: BIC

Atualmente, o sucesso é tamanho que, a cada segundo, 57 BICs são vendidas ao redor do mundo. Incrível, não?

2. Preço

 

O segundo elemento do mix de marketing é o preço. Neste estágio, é primordial considerar os custos de produção e de operação do negócio, a receita e o lucro almejado, além de analisar a concorrência, para então definir quanto você irá cobrar pelo seu produto.

Em relação aos custos, você deve ter em conta o montante investido na produção ou aquisição do produto e os gastos fixos do empreendimento (água, luz, telefone, internet etc). Já no que diz respeito à receita no mix de marketing, pondere sobre quanto deseja alcançar com as vendas da sua empresa — pensando em quitar suas contas e ainda ter um lucro viável.

A análise da concorrência, por sua vez, serve como parâmetro para o preço do mix de marketing, bem como para as condições de pagamento disponíveis e, até mesmo, a criação de promoções. Assim, o posicionamento da sua marca estará atrelado aos outros e-commerces do seu nicho, seja para melhor ou pior.

O preço do mix de marketing está totalmente vinculado à sustentabilidade da empresa, ao valor percebido e à capacidade de compra do consumidor (quanto ele pode e está disposto a pagar por um produto).

Aqui vale ressaltar que custo e valor têm significados diferentes: o primeiro se refere à despesa monetária e o segundo, à qualidade conferida ao produto (de acordo com sua relevância, finalidade e atributos aos olhos do cliente).

Logo, para entender se o preço está fazendo jus ao seu mix de marketing, responda a estas indagações:

  • O preço é competitivo se comparado à concorrência?
  • Baixar o preço pode potencializar as vendas?
  • Aumentá-lo pode melhorar o posicionamento da marca?
  • Qual é o valor percebido do produto?
  • Há algum aspecto de custos que não está sendo considerado?
  • O seu produto é sazonal?

Um produto mais barato que os dos concorrentes nem sempre é sinônimo de alta conversão. Se você oferecer uma experiência mais completa e atrativa que os outros e-commerces, como entregas expressas e brindes, é provável que seu público aceite pagar um pouco mais por isso.

Ainda no quesito preço do mix de marketing, é importante examinar a sazonalidade do seu produto, pois, se ele for mais buscado em determinadas estações, como beachwear (biquínis e maiôs), por exemplo, você deverá criar um plano de preços diferenciado para cada período.

Caso queira conferir mais dicas de precificação, acesse o nosso conteúdo completo sobre o assunto: Precificação de produtos: como encontrar o preço ideal.

3. Promoção

O terceiro componente do mix de marketing é a promoção (promoção de promover, e não promoção relacionada a descontos). Este ponto trata especificamente de como você pode divulgar a sua marca, para que o público reconheça o valor do seu produto.

Nos dias atuais, graças ao marketing digital, as possibilidades de veiculação no mix de marketing são várias: desde anúncios em redes sociais (Instagram e Facebook, por exemplo) à publicidade paga no Google e e-mail marketing.

Entretanto, é fundamental destacar que, para alcançar o sucesso na promoção do mix de marketing, não se faz necessário atirar para todos os lados. Na verdade, o que não pode ser perdido de vista é o seu público-alvo, definido lá no início no conteúdo, lembra?

Se as personas da sua marca forem adolescentes de 13 a 17 anos, por exemplo, é bem provável que você os encontre com mais facilidade no Instagram.

Já se os shoppers — usuários que compram produtos para quem não tem poder de decisão, como crianças, por exemplo — forem mulheres maduras entre 30 e 40 anos, é mais certo atingi-las nas mídias sociais e também em e-mails marketing.

Outra estratégia de marketing que está em alta atualmente é a dos influenciadores digitais. O famoso boca a boca invadiu a internet através de influencers que geram conteúdos nas redes sociais e atraem inúmeros seguidores — o que faz com que as publicações viralizem facilmente.

Caso queira aprender tudo sobre influenciadores digitais, confira este artigo cheio de dicas sobre o assunto: Influenciadores digitais: valem a pena?.

Agora reflita sobre estas questões relativas à promoção no mix de marketing e entenda se você está no caminho certo:

  • Em quais meios as personas da sua marca estão ativas?
  • Quais são os dias da semana e horários com maior engajamento?
  • De quais formatos seu público gosta mais (imagens, vídeos, podcasts etc)?
  • Suas personas buscam produtos por mecanismos de busca, como o Google?
  • Como é o pós-vendas da sua empresa? Você envia newsletters segmentadas?
  • Quais são os principais influenciadores do seu segmento?

Aqui, em promoção do mix de marketing, ainda vale ressaltar um formato de conteúdo que entretém quase todo público-alvo: o storytelling.

O storytelling, caso você não saiba, é uma técnica de contar histórias. Por meio da construção de uma narrativa, você tem o poder de cativar suas personas e apresentar a identidade da sua marca.

A Dove é um exemplo de empresa que investe recorrentemente neste formato. Em sua campanha Retratos da Real Beleza, por exemplo, a marca trouxe à luz o tema autoestima por meio de histórias de diferentes mulheres (o que criou uma conexão muito positiva com o seu público-alvo):

Se você se interessou pela técnica, acesse o nosso conteúdo Storytelling: o poder de engajamento de uma boa história, e não deixe de assistir à entrevista com Luane Silvestre, Cofundadora da Halya e especialista em marketing, que compartilha orientações sobre o assunto:

4. Praça

O quarto e último elemento do mix de marketing é a praça. Praça, neste contexto, significa canais de vendas e de distribuição do seu negócio — ou seja, por onde o seu público pode se informar sobre o seu produto, comprá-lo e ter acesso a atendimento.

Com a evolução da internet, as alternativas de praça se tornaram diversas: loja virtual, marketplaces, lojas de redes sociais integradas ao seu e-commerce (como Instagram Shopping e Loja do Facebook, por exemplo), comparadores de preço etc.

Dentre elas, destaca-se a loja virtual por ser a única opção que permite a personalização do ambiente online: desde categorias e subcategorias a layouts, páginas de produtos e de conteúdo. Além da disponibilidade de escolher diferentes meios de pagamento e de envio.

Assim, caso você queira aprender sobre plataforma de e-commerce e canais de vendas, confira estes dois conteúdos: Plataforma de e-commerce: manual definitivo para escolher a sua e Canais de vendas: o que são e como utilizá-los a favor da sua marca.

Com essas alternativas em mente, pondere sobre os questionamentos relativos à praça no mix de marketing:

  • Quais são seus canais de vendas? Todos são realmente necessários?
  • Em quais canais seu público-alvo compra com maior frequência?
  • O que você pode fazer de diferente em relação à praça (incorporar outro canal de vendas à sua marca, por exemplo)?
  • Os canais em que seu produto é exposto têm relação com a identidade da sua marca?
  •  Como é a experiência do consumidor na sua loja virtual (ou em outros canais, caso você não tenha uma)?
  • Sua marca oferece distintas formas de pagamento e de entrega?

Por fim, vale destacar a importância de conhecer a jornada de compra do seu público no mix de marketing. Afinal, muitas personas podem iniciá-la pelas redes sociais, outras por uma simples pesquisa no Google ou em um comparador de preços. As possibilidades são inúmeras!

Para te ajudar nesta questão, gravamos uma entrevista exclusiva com Rogério Fonseca, professor universitário e especialista em marketing, que conta em detalhes como funciona a jornada do cliente no comércio eletrônico e dá dicas sobre o tema:

E aí, mix de marketing pronto?

Esperamos que este conteúdo tenha te ajudado a compreender melhor o que é mix de marketing e quais são os seus principais objetivos.

Se depois desta aula, você se sentir preparado para dar um próximo passo, te convidamos a conhecer o nosso manual sobre plano de marketing. Ele é ideal para quem deseja otimizar o orçamento, reter clientes e aumentar as vendas.

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