Como o comércio eletrônico influenciou o marketing multicanal

Marketing multicanal

Este artigo foi escrito por Fátima Bana, Head of E-commerce e Marketing da TAM Viagens

Nos últimos tempos vimos uma revolução no comportamento do consumidor, nas formas de consumo e nos canais de venda. Com isso, o marketing passou por uma grande mudança de formato.

Falando sobre o marketing online, por exemplo, já sabemos que em quatro anos 60% das vendas do varejo irão começar nos meios digitais (número referente ao mercado norte-americano e confirmado pela consultoria Forrester) e serão concluídas dentro ou fora das lojas físicas. Os outros 40% acontecerão sem influência do meio digital, ou seja, a forma tradicional do comércio será superada.

Essa reviravolta comportamental traz consigo inúmeros casos práticos. Um exemplo é a rede de loja de departamento Macy’s, que está testando uma tecnologia da Apple chamada Ibeacon. Esse sistema permite saber que o cliente entrou na loja e oferece dicas e alertas sobre promoções de acordo com a localização do cliente dentro do prédio. O processo de identificação é feito pelo bluetooth do celular, que vai mandando sinais para os sensores espalhados pela loja. Depois disso, quando o cliente sai do local entra em cena o marketing digital, influenciando o desejo do consumidor e o levando para a loja virtual. Uma verdadeira experiência 360º.

Hoje temos certeza que é o cliente quem vai escolher como e onde comprar, por isso os varejistas estão cada vez mais dispostos a apostar em tecnologias que nos façam conhecer esse cliente e influenciar no processo de compra.

Com o e-commerce, ganhamos o catálogo digital, temos lojistas com linhas completas de artigos esportivos, bolsas, cosméticos, tudo online e com preços disponíveis. Isso permite que o cliente compare valores e obtenha o máximo possível de informações, fazendo com que ele compre mais. Essas informações não servem necessariamente para uma compra no ambiente online, uma vez que os sites também funcionam como satélite para influenciar a compra na loja física.

Essa é a maior revolução do marketing propriamente dito. Antes tínhamos que influenciar o desejo e movimentar o cliente, hoje temos que criar o desejo, influenciar o canal e não deixar de “controlar” os passos do cliente para uma próxima compra. O marketing é cada vez mais multicanal e personalizado.

Agora temos informações que antes do comércio eletrônico pareciam impossíveis. Quem não se lembra dos intermináveis cadastros de clientes em quiosques de shoppings, onde os consumidores ganhavam brindes para nos darem dados preciosos de quantos anos tinham e onde moravam? Pois é, hoje isso é apenas o básico em tempos do Big Data.

Cada vez mais temos visto ações ricas em conhecimento, ricas em personalização, criamos clusters e identificamos potenciais clientes mais rapidamente. Tudo isso trouxe ao marketing uma aura de “guru” dentro das empresas e o B.I (do inglês, Business Intelligence) se tornou o principal aliado desse “guru”. Tudo isso é muito bom, mas também cada vez mais infinito.

A revolução não para. Temos desafios cada vez maiores para fidelização e captação de clientes. É o momento do marketing e dos profissionais de marketing se reinventarem. Vamos nessa?


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Bruno Fernandes

Bruno é jornalista e responsável pela estratégia de conteúdo do blog e da Universidade do E-commerce da Nuvem Shop. É viciado em esportes, sobretudo basquete, e assiste 500 séries de TV ao mesmo tempo.


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