Crossdocking: tudo o que você precisa saber

Por: Raquel Lisboa
Crossdocking: tudo o que você precisa saber

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Se você está pensando em vender pela internet, mas tem pouco espaço físico para estocar seus produtos; ou se você já tem uma loja virtual e não está satisfeito com os meios de entrega contratados, o crossdocking pode ser a solução para os seus problemas logísticos!

A seguir, descubra o que é crossdocking, quais são suas vantagens e desvantagens, além de dicas de como implementá-lo. Vamos lá? 😉

O que é crossdocking?

Crossdocking é um sistema logístico que tem como foco o fluxo de mercadorias — e não a armazenagem delas. Por meio deste método, as encomendas são recebidas em um centro de distribuição (CD) especializado e, na sequência, preparadas para serem despachadas e entregues ao consumidor final.

Durante o processo, os pacotes são enviados, pelo fornecedor, diretamente ao centro de distribuição (sem passar pelas mãos do lojista). E, no CD, as mercadorias raramente ficam paradas por mais de três dias — a agilidade é o objetivo principal do crossdocking.

Assim, o centro de distribuição nada mais é que uma área de transição, onde as encomendas são transferidas de um transporte a outro: do veículo de entrada (inbound)  para o veículo de saída (outbound).

Geralmente, nas grandes cidades, os transportes do tipo outbound são de menor porte, como os da Loggi, por exemplo. Isso facilita o deslocamento no trânsito, visto que veículos maiores têm acesso limitado dependendo do local.

O sistema de crossdocking é vinculado ao método de gerenciamento de estoque Just in time, que tem como princípio manter a menor quantidade de artigos em depósito. Logo, ele é ideal para lojas que vendem produtos sazonais, com validade e/ou com alta saída e recorrência, exatamente pela entrega eficiente.

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Origem do termo “crossdocking”

A expressão “crossdocking” — em português, “cruzamento de docas” — foi inspirada na logística portuária: quando as encomendas chegam em navios, elas também são agilmente despachadas em veículos (do tipo outbound) organizados por região.

Diferença entre crossdocking e dropshipping

Neste capítulo, por fim, vale ressaltar que crossdocking não é o mesmo que dropshipping. O primeiro envolve um centro de distribuição, já este modelo de operação é realizado somente pelo fornecedor — ou seja, ele é responsável tanto por prover mercadorias, quanto por encaminhá-las ao consumidor final.


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Como funciona o crossdocking?

Para recapitular o fluxo explicado anteriormente, confira abaixo o passo a passo e a ilustração sobre como o crossdocking funciona:

  1. O cliente faz um pedido na loja virtual;
  2. O lojista, que não tem o produto do pedido junto dele, verifica o pagamento e solicita o artigo ao fornecedor (Just in time);
  3. O fornecedor separa a mercadoria e encaminha-a ao centro de distribuição de crossdocking (veículo inbound);
  4. O CD repassa a encomenda para um transporte outbound, para que ela seja entregue ao consumidor final.

ilustração do que é crossdocking

Quais são os tipos de crossdocking?

O crossdocking possui três subdivisões em relação ao processo logístico, que são:

  1. Movimentação contínua: quando ocorre o fluxo direto de recepção e despacho, evitando o acúmulo de estoque (modelo tradicional);
  2. Movimentação consolidada ou híbrida: quando o CD espera a chegada de todos os produtos de um mesmo cliente para serem entregues em uma única remessa*;
  3. Movimento de distribuição: utilizado em B2B, quando o veículo outbound é carregado com matérias-primas para apenas uma empresa (FTL – Full Truck Load).

* A movimentação híbrida também pode acontecer quando são combinadas encomendas de diferentes clientes que moram em uma mesma região (otimização de rota). 🚚

Além das categorias de crossdocking, existem outros três aspectos que influenciam no processo logístico: os tipos de toque (quantas vezes os produtos são transferidos de um lugar a outro no CD), de horário de chegada e de saída (dos veículos inbound e outbound). Sobre isso, acompanhe os tópicos a seguir.

Tipos de toque (ou stages)

Há dois tipos de toque no crossdocking, que são:

  1. One-touch (um toque): quando os produtos são transferidos somente uma vez — do veículo inbound para o outbound;
  2. Two-touches (dois toques): quando as mercadorias são colocadas no picking (como uma área de espera) e, depois, são movidas para o segundo veículo.

Tipos de horário de chegada

Os tipos de horário de chegada, por sua vez, são o concentrado e o disperso:

  1. Concentrado: quando há um horário específico para os veículos de inbound* realizarem entregas do centro de distribuição;
  2. Disperso: quando não há horários fixos.

* É importante se atentar a tal detalhe para que você possa informar seu fornecedor sobre os horários ativos do CD e não ocorram atrasos no despacho.

Tipos de horário de saída

Por fim, os horários de saída também são de dois tipos:

  1. Restrito: bem como o concentrado do horário de entrada, possui limites em relação às saídas dos veículos de outbound;
  2. Não-restrito: quando não há horários específicos, desde que a carga esteja completa.

O que é prazo crossdocking?

Prazo crossdocking é o prazo de até 72h que o centro de distribuição tem para despachar as mercadorias ao consumidor final. Se este período for ultrapassado, geralmente são cobradas taxas de estocagem.

Quais são as vantagens do crossdocking?

Dentre os benefícios de fazer crossdocking, destacam-se três:

  1. Agilidade logística: por meio de um fluxo único entre fornecedor e CD e de rotas de entrega otimizadas, o despacho se torna muito mais eficiente;
  2. Dispensabilidade de um estoque: com o crossdocking, você não precisa de um espaço físico para armazenar seus produtos, nem de um operador de estoque;
  3. Custo baixos: por não precisar manter um depósito, os investimentos são direcionados a produtos que realmente têm saída (e que geram retorno – ROI).

Quais são as desvantagens do crossdocking?

Por outro lado, as desvantagens do crossdocking são:

  1. Sincronização: um simples atraso do fornecedor pode complicar toda a cadeia de suprimentos (o que provocará a insatisfação do seu cliente);
  2. Avarias: por não passar por suas mãos, as mercadorias podem ser enviadas com defeitos (o que ocasionará na logística reversa);
  3. Localização: antes de decidir fazer crossdocking, é importante compreender se a localização do CD está próxima da maioria do seu público-alvo. Caso contrário, as entregas poderão se tornar caras.

3 dicas para implementar o crossdocking

Se mesmo depois de colocar na balança as desvantagens do crossdocking, você decidir que vale a pena investir nele, então segue com a gente! Abaixo, descubra três dicas para implementar este sistema logístico no seu negócio.

1. Cuide da comunicação externa

Ao escolher um fornecedor e um centro de distribuição, atente-se às diretrizes de cada um — especialmente a tópicos relacionados aos custos e prazos de cada entrega por cidade, estado e/ou região.

Além disso, no que diz respeito ao contrato com o fornecedor, entenda como vocês poderão tratar da disponibilidade em estoque: se os produtos ofertados na sua loja virtual estão em falta ou se ele pode reservar uma quantidade mensal de determinados artigos somente para a sua marca, por exemplo.


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2. Tenha um ERP

ERP, caso você não saiba, é um sistema integrado de gestão empresarial. Ou seja, ele vai te ajudar a sincronizar sua cadeia de suprimentos, organizando, assim, os produtos que são solicitados (pelo cliente e ao fornecedor) e enviados (pelo fornecedor e pelo centro de distribuição).

Essa é uma tecnologia de fluxo de informação ideal para quem precisa lidar com mais de um elemento em trâmites logísticos e fiscais.

Na Nuvemshop, oferecemos integração com os ERPs Tiny e Bling. Para conhecê-los, acesse a aba Gestão em nossa Loja de Aplicativos.


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3. Faça um projeto-piloto

Projeto-piloto nada mais é do que realizar um teste antes de colocar, de fato, o sistema de crossdocking para rodar. Para isso, simule o processo de entrega: desde o pedido na sua loja virtual até a solicitação ao fornecedor e entrega da encomenda pelo centro de distribuição.

Com isso, você terá a chance de revisar a cadeia de suprimentos e otimizar os passos que forem necessários para brindar seu público com a melhor experiência possível.


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Entendido?

Esperamos que, com este guia rápido, você tenha tirado suas principais dúvidas sobre crossdocking. Tendo a organização e a sincronização como pilares do processo, sua estratégia de envios tem tudo para dar certo!

Caso queira encontrar dicas similares, indicamos a categoria Logística do Blog da Nuvemshop.

Ah, e se você ainda não criou a sua loja virtual, aproveite e teste a Nuvemshop por 30 dias gratuitos. Estamos te esperando! 💙

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