O que é design thinking e como aplicar o método em 6 etapas

Por: Marcos Paiva

Designer criando projetos simboliza a estratégia design thinking

Já imaginou aplicar a mesma lógica do design a todos os projetos de uma empresa? Isso é possível com a metodologia design thinking, que permite inovar de forma criativa e dinâmica.

Essa estratégia é usada por empresas para desenvolver produtos e serviços, otimizar processos e melhorar a experiência do cliente, por exemplo. Entre suas principais vantagens, estão o foco no cliente, o aumento da colaboração entre equipes e o favorecimento da inovação.

Então, que tal levar todos esses benefícios para a sua empresa? É só continuar a leitura para aprender tudo sobre design thinking! Vamos lá? 👀

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O que é design thinking?

Design thinking é uma metodologia criativa que permite solucionar problemas e inovar em empresas. Ela pode ser traduzida como “modo de pensamento do design”, por utilizar fundamentos do design adaptados à realidade dos negócios.

No caso, o design thinking parte do ponto de vista de um designer para encontrar soluções para o desenvolvimento de produtos, a implementação de estratégias, a otimização de processos, entre outras demandas comuns de uma empresa.

Como a área do design é conhecida por unir funcionalidade e estética, o raciocínio usado nesses projetos é muito útil para inovar nas organizações. Além disso, uma grande vantagem do design thinking é a possibilidade de colocar o cliente no centro dos projetos — a chamada abordagem customer centric.

Por essas razões, a metodologia vem sendo utilizada pelas empresas mais inovadoras e disruptivas do mercado. Com ela, é possível desenvolver novos produtos e serviços, melhorar a experiência do cliente, desenhar um novo funil de vendas e várias outras aplicações.

Qual a origem do design thinking?

O conceito de design thinking foi criado e popularizado por um professor de design da Universidade de Stanford chamado Rolf Fast, no final da década de 1970. No entanto, a metodologia foi adaptada ao universo empresarial por Tim Brown, CEO da IDEO (uma famosa multinacional de design e consultoria em inovação), por volta de 1990.

Nas palavras de Brown, esta é a definição mais próxima do método:

“Design thinking é uma abordagem de inovação centrada no ser humano que utiliza o kit de ferramentas de design para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades tecnológicas e os requisitos para o sucesso dos negócios.”

💡 Saiba mais: O que é design responsivo?

Como funciona o design thinking?

O design thinking funciona a partir de três princípios:

  • Empatia: é a capacidade de se colocar no lugar do outro e se despir de prejulgamentos ao buscar a solução de um problema. Esse princípio permite que equipes pensem sob o ponto de vista dos clientes e façam uma imersão no projeto;
  • Colaboração: é a cooperação entre profissionais, que enriquece a discussão e aprofunda os pontos necessários para a criação de soluções inovadoras;
  • Experimentação: é a capacidade de testar novas possibilidades sem medo de errar, tendo a inovação como base para o desenvolvimento de projetos.

Dessa forma, esses pilares são aplicados à gestão de projetos, ao desenvolvimento de produtos e serviços e ao planejamento estratégico das diversas áreas de uma empresa (vendas, marketing, financeiro, RH, etc.).

Na prática, a equipe utiliza o design thinking para descobrir novas soluções para problemas do negócio. Para isso, é preciso seguir um processo de experimentação e imersão formado por seis etapas, como veremos a seguir.

Quais são as 6 etapas do design thinking?

O processo de design thinking é composto por seis principais etapas: imersão, observação, ideação, prototipagem, desenvolvimento e iteração. Confira detalhes sobre cada uma delas a seguir:

etapas do design thinking

1. Imersão

A imersão é o passo inicial do design thinking que consiste em compreender profundamente o universo do público-alvo, da empresa e do problema a ser resolvido.

É nessa fase que a equipe deve praticar a empatia, buscando se colocar no lugar do consumidor para identificar suas preferências, dores e necessidades. Uma ferramenta muito útil para isso são as personas — personagens semifictícios que representam o cliente ideal do negócio.

💡 Saiba mais: Buyer persona: como identificar seu cliente ideal?

Por exemplo, se o objetivo é aumentar as vendas de uma loja virtual, a fase de imersão será dedicada ao levantamento de todas as informações importantes, tais como:

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2. Observação

A etapa de observação é necessária quando a equipe precisa fazer uma pesquisa de campo ou conduzir entrevistas, por exemplo. É uma forma de ir além das informações que a empresa já tem e observar como o público-alvo se comporta em relação ao tema do projeto.

Esse passo é muito útil no design thinking quando se trata do desenvolvimento de novos produtos, uma vez que é preciso aprofundar a pesquisa de mercado para entender as demandas dos consumidores.

3. Ideação

A ideação é o momento em que a equipe se reúne para compartilhar pontos de vista sobre o projeto e produzir as primeiras ideias. Nesse ponto, o problema que precisa ser resolvido já está claro e os profissionais começam a propor soluções.

Aqui, o importante é que todas as opiniões sejam levadas em conta e que todos se sintam à vontade para contribuir. O objetivo é abrir a mente para novas ideias e listá-las, colocando em prática o “pensar fora da caixa”.

4. Prototipagem

A prototipagem é a fase do design thinking em que as ideias são transformadas em um protótipo, ou seja, uma forma concreta da solução proposta que permita a realização de testes. Pode ser uma versão beta de um aplicativo, um mock-up (modelo em escala de um projeto), um vídeo explicativo ou qualquer outro formato aplicável.

No processo de design thinking de uma startup nascente, por exemplo, essa etapa seria dedicada ao desenvolvimento de um MVP (Minimum Viable Product, ou Produto Mínimo Viável). Essa versão inicial de um produto permite que ele seja testado no mercado com suas funcionalidades essenciais, garantindo a validação com o mínimo de custos.

Com o protótipo, a equipe pode realizar os testes necessários para descobrir se a solução funciona conforme o esperado.

💡 Saiba mais: Como fazer uma análise para e-commerce (antes de lançar a loja e com ela no ar)

5. Desenvolvimento

O desenvolvimento é a etapa em que a solução é executada e implementada para valer. No caso de um novo produto, por exemplo, é o momento de fazer o lançamento e colocá-lo à venda.

Geralmente, é uma fase marcada por esforços de comunicação, uma vez que toda a proposta desenvolvida no processo de design thinking é colocada em prática. Por isso, o marketing tem um papel fundamental nesse ponto.

💡 Saiba mais: Checklist completo para fazer lançamento de produto

Na hora de fazer seu plano de marketing e promover sua solução no mercado, lembre-se de utilizar o modelo gratuito da Nuvemshop:

6. Iteração

Por fim, chamamos de iteração a repetição contínua do processo de design thinking que permite aprimorar a solução desenvolvida. Essa tática é muito utilizada em empresas que adotam métodos ágeis, como forma de pedir feedback aos clientes e promover a melhoria permanente.

Por exemplo, se um produto foi lançado recentemente, a equipe responsável deve analisar a opinião dos consumidores e buscar formas de corrigir falhas e aprimorá-lo. Esse processo deve ser implementado em ciclos, de modo que a otimização nunca termine.

💡 Saiba mais: Como fazer uma pesquisa de satisfação?

Vantagens de usar o pensamento do design

Se você está pensando no que tem a ganhar com o design thinking, saiba que os benefícios são vários. Veja os mais importantes para o seu negócio:

Foco no cliente

Uma das principais vantagens do design thinking é que ele proporciona foco total no cliente em cada projeto da empresa. Essa característica é herdada do design, que parte das percepções do usuário para criar soluções eficientes e criativas.

Consequentemente, a empresa que utiliza a metodologia consegue aumentar a satisfação dos clientes e o índice de fidelização.

💡 Saiba mais: 7 melhores estratégias sobre como fidelizar clientes

Colaboração entre profissionais

O design thinking é um dos caminhos mais efetivos para construir uma cultura colaborativa na empresa. Como vimos, o processo é realizado coletivamente e exige que profissionais colaborem entre si em equipes multidisciplinares.

Favorecimento da inovação

Inovar é uma questão de sobrevivência para as empresas e o design thinking ajuda muito nesse objetivo. Com a metodologia, a empresa incentiva a experimentação e cria um ambiente favorável à geração de novas ideias.

Maior adaptabilidade

Adotar o pensamento do design também é uma forma de tornar a empresa mais adaptável às mudanças constantes do mercado. Esse é um ponto fundamental para manter a vantagem competitiva do negócio e acompanhar as tendências da era digital.

Maior engajamento

O design thinking tem o poder de aumentar o engajamento dos colaboradores dentro da empresa, por se tratar de um processo criativo, dinâmico e colaborativo. Dessa forma, também contribui com a melhora do clima organizacional e da produtividade.

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Ferramentas para aplicar o design thinking

Para aplicar o design thinking na sua empresa, você vai precisar de algumas ferramentas que ajudam a organizar o processo. Confira uma lista:

Brainstorming

Brainstorming pode ser traduzido como “tempestade de ideias” e representa uma poderosa ferramenta para geração de insights. Na prática, é uma reunião dedicada à ideação na qual os participantes podem soltar sua criatividade e lançar tudo o que lhes vêm à mente — inclusive, as ideias mais mirabolantes.

Durante o encontro, um mediador responsável anota todas as sugestões em um quadro. Ao final da sessão, a equipe filtra as ideias e discute mais a fundo as possibilidades de soluções.

Bodystorming

O bodystorming é a versão teatral do brainstorming. Nesse exercício de criatividade, os participantes usam a dramatização ou role playing (encenação) para simular a aplicação das ideias que estão sugerindo.

É uma forma bastante lúdica e engajante de se colocar no lugar dos consumidores interpretando papéis. Assim, fica mais fácil entender as necessidades dos clientes e desenvolver soluções sob medida.

Mapa de empatia

O mapa de empatia é uma ferramenta que permite à equipe se aprofundar no universo de seu público-alvo. Trata-se de um diagrama que traz questões fundamentais sobre o consumidor, tais como:

  • O que o consumidor pensa?
  • Quais são seus sentimentos?
  • O que ele vê e escuta em seu cotidiano?
  • O que ele fala e faz normalmente?
  • Quais são suas dores e necessidades?

Dessa forma, o mapa de empatia ajuda os profissionais a enxergarem o problema sob o ponto de vista do consumidor.

Mapa conceitual

O mapa conceitual é uma ferramenta interessante para organizar as ideias na etapa de ideação e facilitar a visualização de conceitos. Com formas geométricas, linhas, setas e palavras, esse esquema é muito útil para relacionar conceitos e informações, proporcionando o surgimento de soluções inovadoras.

Testes A/B

Teste A/B é um experimento usado para comparar duas versões de um mesmo elemento de um site, campanha ou e-mail e, assim, determinar qual delas gera melhores resultados. Ele é muito útil na fase de prototipagem do design thinking, principalmente quando envolve projetos de marketing.

Exemplos de design thinking no mercado

Não faltam cases de sucesso do mercado que têm o design thinking como principal estratégia. Confira alguns exemplos:

Transformação ágil na Elo

A Elo, uma das principais empresas de tecnologia de pagamentos no Brasil, realiza anualmente o programa “Trilha de Inovação”. A iniciativa integra diferentes áreas da empresa em um processo imersivo de design thinking que gera novas ideias para a organização.

Um dos exemplos de projetos realizados nesse modelo foi o desenvolvimento, em 18 dias, de uma solução de QR Code para a Caixa Econômica Federal no início da pandemia.

evento de apresentação do programa Trilha da Inovação

Novo layout do Portal Terra

O Portal Terra reformulou o seu layout por meio de um processo de design thinking e pesquisas de UX design O objetivo foi garantir que tanto a estrutura quanto a organização ficassem mais modernas e fluidas.

A nova organização priorizou uma performance mais inteligente, facilitando, inclusive, as formas de busca.

página inicial do Portal Terra

Plataforma de inovação da Faber-Castell

Pensando na inovação e agilidade, a Faber-Castell lançou o Espaço Faber-Castell de Criatividade e Inovação. De acordo com o diretor de marketing e inovação da empresa, Eduardo Ruschel, a iniciativa prioriza o processo criativo por meio do design thinking.

“Tudo começa com uma narrativa ou storytelling, para gerar a sensibilização e empatia das crianças”, explica ele. No espaço, são oferecidas atividades que se apoiam na metodologia de aprendizagem criativa e contam com o alinhamento pedagógico da Base Nacional Curricular (BNCC) para crianças e jovens de 6 a 14 anos.

crianças brincam em espaço de criatividade da Faber Castell inspirado pelo design thinking

[Bônus] Livros sobre design thinking

Para fechar, confira uma lista de livros sobre design thinking para aprofundar seus conhecimentos sobre o assunto:

Ficou claro o que é design thinking e para que serve?

A essa altura, você já sabe o que é design thinking e tem condições de aplicar a metodologia no seu negócio. Então, reúna sua equipe e comece o quanto antes a utilizar essa estratégia para resolver problemas, criar soluções e revolucionar seu segmento.

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Aqui você encontra:

Perguntas frequentes sobre design thinking

Design thinking é uma metodologia criativa que permite solucionar problemas e inovar em empresas. Ela pode ser traduzida como “modo de pensamento do design”, por utilizar fundamentos do design adaptados à realidade dos negócios.

  1. Imersão
  2. Observação
  3. Prototipagem
  4. Desenvolvimento
  5. Iteração

  • Foco no cliente
  • Colaboração entre profissionais
  • Favorecimento da inovação
  • Maior adaptabilidade
  • Maior engajamento

  • Brainstorming
  • Bodystorming
  • Mapa de empatia
  • Mpa conceitual
  • Testes A/B

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