Saiba qual é a diferença entre cross docking e dropshipping

Por: LabEcom

Imagem mostrando homens em um armazém representando o cross docking e dropshipping.

Uma das etapas mais importantes de um negócio online é a entrega dos produtos ao consumidor final. Pensando nisso, ao longo dos anos, o mercado digital desenvolveu diversas soluções focadas em otimizar o fluxo logístico das empresas, como o cross docking e dropshipping.

Estes dois modelos de envio ganharam popularidade no e-commerce por oferecerem uma experiência mais prática e ágil para os vendedores. Portanto, se você busca por alternativas para realizar os envios da sua loja virtual, você precisa conhecer esses métodos.

Neste artigo, vamos entender melhor sobre cada modelo logístico e as principais diferenças entre eles. Bloco de notas em mãos? Então, vamos à leitura! 🧐

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O que é cross docking?

Cross docking é um sistema de distribuição que visa a diminuir as etapas do fluxo de entrega, recebendo os produtos em um armazém e direcionando-os para seus destinos finais. Diferente dos sistemas tradicionais de entrega, onde a mercadoria sai do fornecedor, chega à distribuidora, é enviada ao lojista para, posteriormente, ser entregue ao cliente.

Como funciona o fluxo do cross docking?

Na prática, o cross docking funciona da seguinte forma:

  1. O cliente faz a compra de um produto;
  2. A empresa recebe o pedido e sinaliza ao fornecedor ou armazém próprio (se for o caso);
  3. O item é enviado para o centro de distribuição (CD);
  4. A equipe do CD se responsabiliza pela conferência, etiquetamento e todo o preparo do envio;
  5. O produto é enviado do CD diretamente para a casa do cliente.

Quais são os tipos de cross docking?

Embora o fluxo do cross docking seja basicamente um só, é possível personalizá-lo de acordo com as necessidades do seu negócio. Para isso, podemos contar com três tipos. São eles:

  • Movimentação contínua: nesse sistema, as mercadorias são recebidas pelo CD e expedidas o mais rápido possível. O foco é enviar os itens com agilidade e evitar que eles fiquem acumulados no estoque;
  • Movimentação consolidada: nesse caso, os produtos são recebidos e separados em dois grupos. O primeiro contém as mercadorias que serão enviados de imediato para os clientes, enquanto o segundo reúne os itens que serão usados para a alimentação do estoque;
  • Movimentação de distribuição: já neste modelo, as mercadorias são recebidas e separadas para o envio em grandes quantidades — também conhecido como cargas lotação. Nesses casos, são realizados transportes com quantidades massivas de produtos, normalmente entre um armazém e outro.

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Quais são as vantagens e desvantagens do cross docking?

O cross docking pode ser bastante vantajoso para o seu negócio se a sua ideia é vender sem estoque. Pois, com este modelo logístico, você não precisa armazenar os itens por conta própria, pois todo o processo de recebimento e envio fica por conta do centro de distribuição contratado.

No entanto, uma desvantagem deste sistema são os custos que ele pode gerar. Em um contrato de cross docking você terá encargos com seus fornecedores, com os serviços de transporte até o CD, com a equipe de expedição e com o envio até o destino final.

Vale pontuar que, caso ocorra algum insucesso durante a entrega e o produto retorne ao CD, podem ser cobradas taxas pelo tempo que o item permanecer armazenado.

Dessa forma, vale entender se essa é a estratégia ideal para o seu modelo de negócio e se o investimento vale a pena. Ademais, a agilidade e praticidade do cross docking podem sim trazer benefícios para a sua empresa.

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Como implementar o cross docking?

Para implementar o cross docking em seu negócio é preciso se atentar a alguns pontos importantes:

  1. Garanta que você tenha uma equipe pronta para monitorar todo o funcionamento da estratégia. Considerando que o cross docking opera com base no sistema just in time — que determina que tudo deve ser produzido, transportado ou comprado na hora exata — é preciso ter pessoas prontas para agir com rapidez e precisão sempre que necessário;
  2. Procure por fornecedores, centros de distribuição e transportadoras que ofereçam serviços alinhados com as necessidades do seu negócio. Isto é, que estejam dispostas a realizar as entregas dentro do prazo esperado, que não possuam taxas altas de insucesso etc;
  3. Realize testes antes de implementar totalmente a estratégia. Comece operando com fornecedores específicos para ter tempo de analisar como esse sistema irá funcionar em seu negócio. Assim, fica mais fácil fazer um planejamento mais assertivo do seu fluxo logístico;
  4. Se entender que o cross docking faz sentido, faça a implantação com calma e gradativamente. Garanta que toda a equipe seja devidamente treinada e orientada para atuar de acordo com os novos processos;
  5. Por fim, acompanhe periodicamente os impactos da estratégia na saúde do seu negócio. Defina alguns KPIs (Key Performance Indicators ou Indicadores-chave de performance) que permitam que você entenda se os gastos estão sendo saudáveis para o seu ROI (Retorno sobre investimento), se a experiência do seu cliente melhorou e se o cross docking está, de fato, sendo benéfico para a sua empresa.

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O que é dropshipping?

Dropshipping é um sistema de operação em que o lojista recebe o pedido do cliente em sua loja virtual e repassa as informações da compra ao fornecedor, que será o único responsável por providenciar o produto solicitado e enviá-lo ao consumidor.

Dessa forma, o lojista trabalha sem estoque, sendo somente um intermediário no processo de compra. Todas as questões relacionadas à entrega são responsabilidades do próprio fornecedor.

Como funciona o fluxo do dropshipping?

De forma prática, o dropshipping funciona assim:

  1. O cliente faz a compra em sua loja virtual;
  2. Você recebe o pedido, identifica o produto e repassa as informações ao fornecedor;
  3. O fornecedor recebe as informações e dá início ao processo de embalagem e postagem do produto, se responsabilizando por todo o processo de envio;
  4. Sua loja fica disponível para dúvidas ou qualquer informação que o cliente precisar. No entanto, assuntos relacionados a entrega sempre serão tratados pelo fornecedor;
  5. Ao final de todo o processo de entrega, parte do valor é repassada ao fornecedor e uma parcela fica com o lojista.

💡 Saiba mais: Dropshipping: tudo o que você precisa saber

Quais são as vantagens e desvantagens do dropshipping?

O dropshipping pode ser a escolha ideal para aqueles que querem empreender na internet mas desejam começar aos poucos. Considerando que todo o processo de armazenamento e envio dos produtos são de responsabilidade do fornecedor, as tarefas do vendedor são mais focadas em montar uma loja virtual, cuidar da página de vendas, do atendimento ao cliente etc.

Portanto, se você pretende montar um e-commerce, o dropshipping serve como uma ótima base para entender como funciona esse mercado.

Contudo, é preciso levar em consideração alguns pontos não tão positivos. Os lucros obtidos por esse modelo podem ser relativamente baixos, já que os fornecedores ficam com uma parte da receita obtida por cada venda.

Além disso, como todo o processo de entrega é realizado por terceiros, você não terá controle algum sobre a qualidade do fluxo logístico. Em casos de atrasos, avarias e insucessos, mesmo que a responsabilidade seja do fornecedor, o cliente terá em mente o nome da sua loja na hora de fazer uma reclamação.

💡 Saiba mais: Dropshipping nacional: veja os melhores fornecedores

Como implementar o dropshipping?

O dropshipping tem ganhado bastante popularidade no mercado digital. Com isso, existem diversas formas para começar a operar com este modelo. No entanto, alguns passos são cruciais para garantir que sua estratégia dê certo. Confira-os à seguir:

  1. Pesquise por empresas de confiança que trabalhem com dropshipping. Isto é, que disponham de informações claras quanto ao estoque de produtos, fluxos de entrega e canais de atendimento;
  2. Priorize empresas que operem de forma automatizada para que você tenha total acesso à informações como o número de itens em estoque, produtos disponíveis, status dos envios etc, de forma sincronizada;
  3. Comece devagar, vendendo produtos específicos e entendendo aos poucos como toda a jornada de compra irá funcionar. Desse modo, você poderá criar uma estratégia mais robusta para o seu site de vendas.

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Qual é a diferença entre cross docking e dropshipping?

Agora que você já sabe exatamente o que é cross docking e dropshipping e como ambos sistemas funcionam, vamos reforçar as diferenças entre cada um para que não haja confusões.

O cross docking irá dispor de um armazém que também funcionará como um centro de expedição de todos os seus produtos. O seu fornecedor irá enviá-los ao CD que terá uma equipe especializada pronta para receber os itens, separá-los e enviá-los para seus devidos destinos.

Já o dropshipping vai possibilitar que você venda online sem a necessidade de ter um estoque próprio. Neste modelo, todo o processo de separação e envio fica por conta do fornecedor.

Em resumo, é desta forma que cada fluxo funciona:

Infográfico mostrando as diferenças entre crossdocking e dropshipping.

Resumo

Em resumo, cada modelo oferece suas facilidades e possuem seus pontos de atenção. Vale entender em qual momento está o seu negócio e qual estratégia faz mais sentido para o seu fluxo logístico.

De qualquer forma, é possível ganhar dinheiro na internet apostando em alternativas como o cross docking e dropshipping. Estude as possibilidades e faça a melhor escolha para a sua empresa.

Antes de finalizar, confira um breve resumo sobre o que vimos por aqui:

O que é cross docking?

Cross docking é um sistema de distribuição que visa a diminuir as etapas do fluxo de entrega, recebendo os produtos em um armazém e direcionando-os para seus destinos finais.

Quais são os tipos de cross docking?

  • Movimentação contínua
  • Movimentação consolidada
  • Movimentação de distribuição

O que é dropshipping?

Dropshipping é um sistema de operação em que o lojista recebe o pedido do cliente em sua loja virtual e repassa as informações da compra ao fornecedor, que será o único responsável por providenciar o produto solicitado e enviá-lo ao consumidor.

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