21/11/2018

Como o neuromarketing está conectado à inteligência artificial?

neuromarketing e inteligencia artificial

O inconsciente comanda muitas de nossas decisões. Ele tem um poder enorme – maior do que nós mesmos imaginamos.

Cientistas britânicos descobriram, através de uma ressonância magnética funcional, que é possível reconhecer o mapeamento de uma atividade cerebral e saber o que uma pessoa está pensando, embora ela mesma não se dê conta.

Esse é apenas um dos exemplos de estudo da neurociência, área responsável por explorar o sistema nervoso e toda a sua estrutura, funcionamento, desenvolvimento e possíveis modificações que venha a apresentar.

Com esse conhecimento é possível entender o que se passa na cabeça das pessoas quando as mesmas escutam músicas, assistem a filmes, apreciam paisagens, brincam com animais e fazem compras.

Logo, foi pensando exatamente em compreender as emoções vividas durante a experiência de consumo e o processo de preferência por marcas e produtos, que surgiu o estudo de neuromarketing: a combinação entre neurociência e marketing.

O neuromarketing é conhecido como a ciência que analisa as reações e práticas do consumidor. Reflete tanto sobre os aspectos racionais, quanto inconscientes, até entender quais são os reais motivos que levam o cliente a finalizar uma compra.

Os estudos estão avançando cada vez mais através de redes artificiais, na tentativa de imitar a rede neural humana e de entender com mais precisão como tudo funciona dentro do nosso cérebro.

Mas isso está longe da realidade?

É interessante como essa aplicação progride e muitas empresas têm utilizado-a para melhorar a experiência dos usuários, identificando o que buscam e suas escolhas por determinados produtos.

Um serviço que é desenvolvido pela inteligência artificial (computação da neurociência) é o sistema de recomendação, que oferece sugestões personalizadas para facilitar o encontro de filmes, músicas, destinos, pessoas e mercadorias – respectivamente como fazem grandes marcas, como: Netflix, Spotify, TripAdvisor, Facebook e Amazon.

Nesses casos, acontece uma estimativa de probabilidade de escolha, baseada em alguns fatores do setor. Se a ideia é escolher filmes, por exemplo, serão analisadas as interações, gostos similares e preferências da pessoa. Já se o objetivo for escolher um produto, serão levadas em conta as opções e categorias clicadas.

Para isso acontecer em uma loja virtual, o reconhecimento de imagens passa a ser ensinado ao sistema, para que o mesmo possa trabalhar o mais próximo do cérebro humano. Com essa estratégia, os computadores educam a identificação de diferentes elementos para analisar, formar tags e categorias relevantes.

Detalhe importante: a inteligência artificial treinada para identificar preferência de filmes, não é a mesma utilizada para criar combinações de roupas, por exemplo. Inicialmente, cada segmento precisa ser treinado separadamente.

Como é feito o reconhecimento de imagens?

Diferentemente da nossa interpretação humana em relação a elementos visuais (quando normalmente não precisamos estudar um objeto para distingui-lo), a inteligência artificial passa por diferentes processamentos.

O cérebro compõe uma imagem por partes e agrupa-as para formar o objeto que vemos em determinado momento. Uma parte recebe só a cor, outra só o tamanho, outra textura e assim por diante.

Esse processo de identificar um objeto precisa ser apreendido pela inteligência artificial, e os responsáveis por isso são as redes neurais convolucionais.

E onde está o neuromarketing?

Principalmente no mundo virtual, onde a concorrência não tem fronteiras e os desafios para se destacar no mercado são cada vez maiores. A ideia do neuromarketing é colocar em prática estratégias para compreender o que o cliente faz ao escolher uma mercadoria, além de torná-lo fiel à marca.

Falar apenas sobre produtos não é mais suficiente para conquistar o consumidor. Logo, a persuasão (junto à ética) é a melhor forma de convencer uma pessoa de que algo já estava em seus planos, ou melhor, no seu inconsciente.

E aí, se interessou pelo assunto? Então, te convidamos a conhecer a SmartHint e entender como este serviço poderá te auxiliar a vender mais por meio da inteligência artificial.

Data da última atualização: 03/12/2018


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Rodrigo Schiavini

CEO da SmartHint e escritor do Portal E-commerce News. Diretor regional Paraná da ABComm e do Founder Institute Chapter Curitiba. Mais de 10 anos de experiência em comércio eletrônico para grandes marcas dos mais variados segmentos.


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