PEPS, UEPS e custo médio: o que são, diferenças e quando usar
- PEPS, UEPS e custo médio são formas de definir como os produtos saem do estoque e qual custo é considerado em cada venda;
- No método PEPS, os produtos mais antigos são os primeiros a serem vendidos; no UEPS, são os mais recentes; enquanto o custo médio cria um custo único considerando todas as compras;
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PEPS, UEPS e custo médio são formas de definir como os produtos saem do estoque e qual custo é considerado em cada venda.
Esses métodos ajudam a organizar as entradas e saídas de mercadorias, principalmente quando o mesmo produto é comprado por valores diferentes ao longo do tempo — um controle essencial para entender os custos reais das vendas e manter a operação financeiramente saudável.
Pensando nisso, preparamos este artigo para explicar as diferenças entre PEPS, UEPS e custo médio, quando usar cada um e exemplos de como aplicar no dia a dia do e-commerce. Confira!
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O que é PEPS, UEPS e custo médio?
PEPS e UEPS são métodos de controle de estoque que definem a ordem de saída das mercadorias armazenadas. Essa ordem é importante porque determina o custo atribuído a cada venda, já que um mesmo produto pode ser comprado por preços diferentes ao longo do tempo.
No método PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair), considera-se que os primeiros produtos comprados são os primeiros a serem vendidos. Já no UEPS (último a entrar, primeiro a sair), a lógica é oposta: os itens mais recentes do estoque são os primeiros a sair.
O custo médio, por sua vez, calcula um valor médio entre todas as compras para definir o custo de cada venda. Na prática, esses métodos não mudam o produto que o cliente recebe, mas alteram a forma como o custo é registrado no controle financeiro da loja.
💡 Saiba mais: Tipos de estoque para fazer a gestão de mercadorias
PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair)
No método PEPS, os produtos mais antigos são os primeiros a serem vendidos. No e-commerce, isso significa que cada pedido registrado usa como base de custo os itens que entraram primeiro no estoque.
Funciona assim:
- Cada novo lote é armazenado no sistema com seu respectivo valor de compra;
- Conforme as vendas acontecem, o sistema “consome” primeiro os custos mais antigos;
- Assim, o custo atribuído a cada venda segue a ordem de chegada dos produtos.
Imagine, por exemplo, uma loja virtual que vende tênis. Em março, foram adquiridas 50 unidades por R$ 200 cada. Em abril, mais 50 unidades por R$ 230. Ao vender um par usando o método PEPS, o sistema considera o custo de R$ 200 até que o primeiro lote seja totalmente vendido. Só depois disso, o custo passa a ser R$ 230.
Geralmente, esse é o método mais indicado para produtos com validade, sazonalidade ou risco de obsolescência, como alimentos, cosméticos, moda e eletrônicos. Nesses casos, priorizar a saída dos itens mais antigos ajuda a evitar perdas e a manter o estoque sempre atualizado.
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Vantagens do método PEPS
- Simplicidade do processo: como segue uma lógica simples e previsível, fica mais fácil organizar o controle interno de mercadorias e entender como os custos são atribuídos às vendas;
- Margem de lucro mais alta: em momentos de aumento de preços, o PEPS considera custos mais antigos (e, geralmente, mais baixos) nas primeiras vendas. Isso tende a gerar margens de lucro maiores no curto prazo;
- Menos produtos perdidos: ao priorizar a saída dos itens mais antigos, é mais fácil evitar mercadorias esquecidas no estoque, diminuindo o risco de prejuízo com produtos parados ou vencidos.
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Desvantagens do método PEPS
- Lucro distorcido: ao considerar custos mais antigos e mais baixos primeiro, a análise pode dar a impressão de uma margem de lucro maior do que a realidade atual do negócio;
- Dificuldade de acompanhar o custo real de reposição: como o PEPS não reflete os preços mais recentes pagos aos fornecedores, existe o risco de precificar errado ou fazer promoções sem considerar o impacto no próximo pedido de compra;
- Complexidade de gestão: quanto mais unidades, variações e entradas de mercadoria, maior a necessidade de um controle bem estruturado por lotes, o que aumenta a complexidade da gestão para negócios de grande porte.
UEPS (último a entrar, primeiro a sair)
No método UEPS, os produtos mais recentes são os primeiros a serem vendidos. No e-commerce, isso significa que cada venda registrada usa como base de custo os últimos valores pagos ao fornecedor.
Funciona assim:
- Sempre que um novo lote entra no estoque, ele passa a ser o primeiro a ser “consumido”;
- Assim, o valor atribuído a cada pedido reflete os preços mais atuais do mercado.
Imagine, por exemplo, uma loja virtual de roupas. Em janeiro, esse lojista comprou um lote de camisas por R$ 120 a unidade. Em março, fez uma nova compra por R$ 150. Ao vender uma peça usando o método UEPS, o sistema considera o custo de R$ 150 enquanto houver unidades desse último lote registradas, mesmo que ainda existam produtos mais antigos em estoque.
Esse método é útil para e-commerces que trabalham com margens apertadas e precisam acompanhar de perto o custo de reposição do estoque. Isso porque, ao usar os últimos valores de compra como base, o UEPS aproxima o custo das vendas da realidade atual do mercado.
Dessa forma, fica mais fácil definir descontos, ajustar preços e planejar novas compras considerando quanto o produto realmente custa para reposição.
💡 Saiba mais: Como montar uma estratégia de reposição de estoque eficiente?
Vantagens do método UEPS
- Visão mais realista dos custos de venda: como considera os valores mais recentes pagos aos fornecedores, a margem de lucro é alinhada aos preços atuais do mercado;
- Controle do custo de reposição: permite enxergar a margem de lucro já levando em conta quanto vai custar repor aquele produto no próximo pedido, não quanto ele custava meses atrás;
- Segurança na gestão financeira: reduz o risco de decisões baseadas em margens “infladas”, ajudando o e-commerce a crescer com mais previsibilidade e controle do caixa.
Desvantagens do método UEPS
- Não é aceito para fins fiscais: ao contrário do método PEPS e custo médio, o UEPS não é aceito pela Receita Federal para apuração do Imposto de Renda e contribuição sobre o lucro;
- Margens menores no curto prazo: como considera os custos mais recentes (e, geralmente, mais altos), o lucro tende a ser menor, o que pode dificultar análises ou ou comparações com períodos anteriores;
- Dificuldades de gestão contábil: manter dois métodos (um gerencial e outro fiscal) exige mais controle, organização e alinhamento entre financeiro, estoque e contabilidade.
MPM (média ponderada móvel ou custo médio)
Já a MPM (média ponderada móvel) define o custo dos produtos a partir da média dos valores pagos. Ou seja, o sistema não tenta identificar de qual compra específica saiu cada produto vendido, ele cria um custo único médio considerando todas as compras feitas até o momento.
Funciona assim:
- Sempre que um novo lote chega, o custo médio é recalculado e passa a ser usado como base para todas as vendas seguintes;
- Esse cálculo é feito somando o valor total investido nas mercadorias e dividindo pela quantidade de itens em estoque.
Imagine uma loja online que vende canecas. Em junho, esse lojista comprou 100 unidades por R$ 20 cada. Em agosto, adquiriu mais 100 unidades por R$ 30. A partir desse momento, o custo médio passa a ser R$ 25 por unidade. Assim, todas as vendas usam esse valor como base, independentemente de qual lote o produto saiu.
Dessa forma, o lojista não precisa acompanhar lotes, nem lidar com variações de custo a cada venda. Todas as análises passam a usar um valor equilibrado, o que simplifica a gestão do estoque, especialmente em operações com alto volume de vendas.
Vantagens do MPM
- Facilidade de controle: como o método trabalha com um único custo médio, não é necessário gerenciar lotes antigos ou recentes, o que simplifica a rotina do negócio;
- Menos variação na margem de lucro: ao diluir diferenças de preço entre compras, o custo médio traz mais estabilidade para os relatórios financeiros e facilita a análise de desempenho;
- Precificação mais previsível: com um custo equilibrado, fica mais fácil definir preços, criar promoções e planejar campanhas sem o risco de decisões baseadas em valores pontuais de compra.
Desvantagens do MPM
- Perda de precisão: em um cenário de variação preços, o custo médio não reflete os valores mais antigos nem os mais recentes pagos aos fornecedores;
- Dificuldade de identificar margens reais por lote: se o custo varia ao longo do tempo, se torna difícil entender exatamente quais compras foram mais ou menos lucrativas;
- Diluição de problemas de custo: a média tende a suavizar aumentos relevantes de preço, o que pode atrasar ajustes necessários de precificação.
💡 Saiba mais: Como calcular o custo de estoque?
Qual é a diferença entre PEPS, UEPS e custo médio?
A principal diferença entre PEPS, UEPS e custo médio é a forma como cada método define o custo de um produto no momento da venda. Embora o cliente receba o mesmo item, o valor considerado como custo muda — e isso impacta diretamente na margem de lucro.
Em resumo:
- PEPS: registra um custo de mercadoria vendida mais baixo, pois considera primeiro os itens mais antigos. Assim, o estoque final fica avaliado por valores mais altos e recentes;
- UEPS: registra um custo de mercadoria mais alto, porque usa primeiro as unidades mais recentes,deixando no estoque final itens com custos antigos e mais baixos;
- Custo médio: dilui as variações de preço ao calcular um único valor médio entre todas as compras, trazendo mais estabilidade para os resultados financeiros.
Ou seja, dependendo do método escolhido, você pode enxergar um lucro maior ou menor no mesmo período. Por isso, é importante não comparar o resultado financeiro de dois períodos sem levar em conta qual método de estoque está sendo usado.
Qual é o melhor método de controle de estoque?
O melhor método de controle de estoque depende do tipo de produto, da variação de preços e do nível de maturidade da operação. O PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair) é ideal para evitar produtos antigos no estoque, enquanto o custo médio oferece mais previsibilidade e estabilidade financeira.
O UEPS (último a entrar, primeiro a sair) não é aceito fiscalmente no Brasil, mas pode ser útil como ferramenta de análise interna, principalmente para e-commerces que enfrentam variações frequentes de preço e precisam acompanhar de perto o custo real de reposição.
Independentemente do método escolhido, é sempre importante acompanhar entradas, saídas e valores de compra para manter os custos corretos. Entretanto, fazer esse controle manualmente se torna inviável à medida que o e-commerce cresce e as reposições ficam mais frequentes.
Por isso, o ideal é contar com um ERP integrado à loja virtual. Assim, os custos são atualizados automaticamente a cada nova compra e as vendas já consideram o método de estoque definido, sem a necessidade de cálculos manuais ou controles em planilhas.
Na Nuvemshop, por exemplo, os lojistas contam com integração nativa com os principais ERPs do mercado, como Bling, Omie e Vhsys. E, se você já usa um ERP, a Nuvemshop também oferece um time de agências parceiras para fazer integração personalizada com a sua solução.
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Entendeu o que é PEPS e UEPS?
Entender o que são e como funcionam os métodos PEPS e UEPS significa entender como o custo das vendas é formado e como isso impacta a sua margem de lucro, os impostos e as decisões de compra.
Esse conhecimento permite que você deixe de olhar apenas para o faturamento e passe a acompanhar, de fato, a rentabilidade do seu e-commerce. Por isso, esperamos que este conteúdo tenha tirado todas as suas dúvidas sobre o assunto.
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