Quais são as 5 forças de Porter e como analisar o mercado com elas?

Por: Karina Balan Julio

Mulher escreve em caderno com computador ao lado, como quem analisa as 5 forças de Porter

As 5 forças de Porter são uma estrutura de análise da competitividade de um mercado. São elas: rivalidade entre os concorrentes, ameaça de entrada de novos concorrentes, ameaça de produtos substitutos, poder de negociação dos clientes e poder de negociação dos fornecedores.


Quem começa a empreender e se aventura pelo universo da administração de empresas, certamente já se deparou com as 5 forças de Porter em algum momento. Mas você sabe quais são elas e, mais importante, para que elas servem?

Criada por Michael Porter em 1979, essa teoria ganhou o mundo na gestão de empresas por conseguir ajudar as companhias a fazerem uma análise aprofundada (e muito útil) do mercado.

Portanto, ao longo deste artigo, vamos conhecer quem é Michael Porter, quais são as 5 forças criadas por ele, quais são as suas aplicações e alguns exemplos reais de empresas. Então, vamos começar?

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Quem é Michael Porter?

Michael Porter é um norte-americano com trabalhos notórios nos campos de Economia e Administração. Ele é professor da Harvard Business School, onde começou a lecionar com apenas 26 anos de idade.

Além da carreira acadêmica, ele foi consultor de grandes empresas americanas e também de política econômica, como a do ex-candidato à presidência dos Estados Unidos Mitt Romney.

Uma de suas principais obras é o artigo “As cinco forças competitivas que moldam a estratégia” (“How Competitive Forces Shape Strategy” em seu título original), publicado em 1979 na revista Harvard Business Review.

Esse foi o artigo em que Porter se aprofundou em observar as forças que exercem influência sobre a competição entre as empresas. A novidade foi que a publicação foi a primeira a olhar para outros fatores que não apenas a concorrência direta entre as companhias.

É por isso que, mesmo mais de quatro décadas após sua publicação, a teoria de Porter ainda é muito utilizada pelas empresas e extremamente útil para a análise de mercado.

Então, siga a leitura, pois, a seguir, vamos conhecer em detalhe as 5 forças de Porter.

Quais são as 5 forças de Porter?

A teoria de Porter (ou 5 forças de Porter) é uma estrutura de análise criada pelo professor Michael Porter para identificar a competitividade de um mercado. São elas:

  • Rivalidade entre os concorrentes;
  • Ameaça de entrada de novos concorrentes;
  • Ameaça de produtos substitutos;
  • Poder de negociação dos clientes;
  • Poder de negociação dos fornecedores.

Para identificar cada uma delas, é necessário que a empresa se baseie em pesquisas e dados, não apenas em achismos. Isto posto, vamos nos aprofundar em cada uma das forças:

1. Rivalidade entre os concorrentes

A rivalidade entre os concorrentes é a análise à qual os negócios estão mais habituados. Afinal, essa é a força definida pela disputa de determinado segmento pelas empresas que ali atuam.

Esse ponto leva em conta o número de concorrentes e como essa competição ocorre. Ela considera fatores como:

  • A quantidade e a variedade de concorrentes;
  • A diferenciação entre os produtos oferecidos por cada empresa;
  • Se há guerra de preços.

No momento da análise, vale a pena avaliar os pontos citados e classificar o nível de concorrência. Para seu controle, pode ser interessante criar uma pontuação de 1 a 5, sendo 1 uma concorrência leve e 5, acirrada.

💡 Saiba mais: O que é análise da concorrência e como fazer para se destacar?

2. Ameaça de entrada de novos concorrentes

Além de olhar para as empresas que já atuam no mercado, identificar a facilidade ou dificuldade de entrada de novos concorrentes é importante para se preparar.

Isso significa olhar para o segmento e entender se uma nova empresa teria facilidade em se estabelecer ali. Alguns fatores que podem dificultar a entrada de novos negócios são:

  • A força das marcas já estabelecidas;
  • Os altos custos para investir no segmento;
  • Dificuldade de acesso aos canais de distribuição de mercadorias;
  • Barreiras e políticas restritivas, como o protecionismo governamental.

No comércio eletrônico, por exemplo, as barreiras de entrada para marcas do varejo são relativamente baixas. Desse modo, as chances de aparecerem novos concorrentes são altas e a empresa que já está estabelecida precisa considerar isso em sua estratégia para poder agir rápido caso um novo negócio surja.

3. Ameaça de produtos substitutos

Além de concorrentes diretos (existentes e que possam vir a entrar no mercado), é necessário olhar para aqueles indiretos. Mas como assim?

Em um exemplo bastante simplificado, digamos que uma pessoa tem R$ 50 para gastar em uma refeição. Ela pode tanto optar por um combo de hambúrguer, batatas fritas e refrigerante, quanto por uma pizza de sabor especial. Apesar de não serem exatamente a mesma coisa, o dono da pizzaria não deve olhar apenas para outros restaurantes do mesmo tipo ao planejar sua estratégia.

Em um segmento com muitos produtos substitutos, pode-se considerar que a ameaça é maior. Nesse contexto, as empresas também precisam estar preparadas, seja para oferecer preços mais competitivos ou diferenciais em inovação, por exemplo.

💡 Saiba mais: Guia sobre precificação de produtos: fórmulas, planilha e ferramentas

4. Poder de negociação dos clientes

Muito provavelmente, você já ouviu falar na lei da oferta e da demanda, certo? Ela é um importante regulador do poder de negociação dos clientes.

Afinal, em um segmento em que muitas empresas oferecem produtos similares, o consumidor tem diversas possibilidades de escolha e, portanto, de negociação. Muitas vezes, o negócio precisa baixar muito os preços para não perder a clientela para a concorrência, por exemplo.

Por outro lado, se determinado tipo de produto é tão único que não há muita oferta, o cliente tem pouco poder de negociação, pois não tem tantas opções de empresas de quem comprá-lo.

Esses fatores também impactam na competitividade de um mercado e, portanto, os negócios precisam estar atentos a eles.

5. Poder de negociação dos fornecedores

Por fim, apesar de não ser tão óbvio, os fornecedores também têm papel importantíssimo nas forças competitivas de um mercado.

Os fornecedores são aqueles que te fornecem a matéria-prima ou os produtos para revenda prontos. Também são fornecedores os serviços ou profissionais que você contrata e todos os insumos, tangíveis ou não, que agregam valor à sua marca.

O que determina o poder de negociação dos fornecedores são elementos como:

  • A capacidade de que ele passe a vender ao consumidor final — como no modelo de D2C, por exemplo;
  • A pouca quantidade de fornecedores que vendem a muitas empresas, dando muito poder a eles;
  • O impacto dos custos de produção no preço final oferecido pela empresa.

Olhando para esses elementos, também é possível prever eventuais dificuldades que possam surgir. De todo modo, depender exclusivamente de um único fornecedor pode ser prejudicial. Então, se sua empresa tiver condições, conte com mais de uma opção.

Para que serve a teoria de Porter?

A teoria de Porter serve como uma análise profunda para ajudar a posicionar uma empresa no mercado. A partir das pesquisas sobre as 5 forças de um segmento, fica mais fácil identificar ameaças e oportunidades e, assim, escolher onde será mais benéfico para o negócio se posicionar.

Além das 5 forças, Michael Porter desenvolveu uma outra teoria que pode ser usada em conjunto com o que vimos até aqui: as estratégias competitivas genéricas.

De acordo com o professor, essas estratégias são:

  • Diferenciação: a empresa oferece produtos com características únicas, podendo praticar preços mais altos por causa do valor agregado aos itens;
  • Liderança em custo: o objetivo é tornar a produção eficiente, a ponto de poder oferecer os preços mais competitivos e conquistar clientes por esse motivo;
  • Enfoque (ou foco): estratégia focada em nichos de mercado bem delimitados, de modo a diminuir a concorrência.

Exemplos das 5 forças de Porter

Agora que entendemos quais são as 5 forças de Porter e para que elas servem, vamos olhar para os pontos mais relevantes na realidade de algumas empresas bem conhecidas.

Confira os exemplos:

Coca-Cola

A Coca-Cola é uma empresa muito bem estabelecida no mercado que conta com a qualidade e variedade dos seus produtos, além de um imenso número de clientes, o que aumenta sua força.

No entanto, ela sofre com a concorrência de produtos locais, como é o caso da Dolly no estado de São Paulo.

Em relação aos seus fornecedores, a empresa conta com vários, por causa do alcance de sua operação.

Gol Linhas Aéreas

O mercado de linhas aéreas é um caso bastante interessante de ser analisado em relação às forças de Porter. Isso porque são poucos fornecedores entre as empresas de aeronaves e de combustível e há pouca possibilidade de diferenciação entre os serviços.

Apesar da dificuldade de entrada de novos concorrentes por causa do alto investimento necessário para começar uma companhia aérea, a competição existente é acirrada e foca muito nas disputas de preço.

Nesse contexto, a Gol busca uma diferenciação por meio do oferecimento de assentos mais espaçosos nas aeronaves, trazendo conforto para os clientes.

Resumo

Gostou de saber como usar as 5 forças de Porter a favor da sua empresa? Como vimos, essa é uma avaliação que vai além da simples análise da concorrência direta e pode ser muito rica para a gestão empresarial.

Antes de terminar, confira um resumo sobre o conteúdo:

Quem é Michael Porter?

Michael Porter é um professor da Harvard Business School que tem trabalhos notórios nos campos de Economia e Administração. Uma de suas principais obras é o artigo “As cinco forças competitivas que moldam a estratégia”, publicado em 1979 na revista Harvard Business Review.

Quais são as 5 forças de Porter?

  1. Rivalidade entre os concorrentes
  2. Ameaça de entrada de novos concorrentes
  3. Ameaça de produtos substitutos
  4. Poder de negociação dos clientes
  5. Poder de negociação dos fornecedores

Para que serve a teoria de Porter?

A teoria de Porter serve como uma análise profunda para ajudar a posicionar uma empresa no mercado. A partir das pesquisas sobre as 5 forças de um segmento, fica mais fácil identificar ameaças e oportunidades.

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