O que é EAN (código de barras) e para que serve?

Por: Raquel Lisboa
O que é EAN (código de barras) e para que serve?

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Abrir uma empresa (como uma MEI, por exemplo), pagar os impostos em dia, proteger o nome e a marca do seu negócio e gerar códigos EAN para os seus produtos são algumas das muitas tarefas de quem deseja vender online e/ou offline dentro da lei.

Mas você sabe o que é EAN, como é formado e para que serve? A seguir, descubra as respostas para essas e outras dúvidas! 😉

O que é EAN?

Criado na Europa, EAN (European Article Number — Número Europeu do Artigo, em português) é um código universal composto por uma série de barras verticais escaneáveis e 13 números. Também conhecido como EAN-13, ele serve para identificar um produto que pode ser precificado e/ou faturado no varejo.

Em outras palavras, o EAN tem como propósito ser o “CPF” do produto, afinal, cada item comercializado (e suas respectivas variações, como tamanhos, cores etc) possui um código de barras único.

Quais são as diferenças entre EAN, UPC e SKU?

O UPC (Universal Product Code — Código Universal de Produto, em português) também é um código de barras, entretanto, ele é utilizado somente nos Estados Unidos e no Canadá. Além disso, possui 12 números (um a menos, se comparado ao EAN).

Por sua vez, o SKU (Stock Keeping Unit — Unidade de Manutenção de Estoque, em português) é um código de identificação usado internamente pela empresa. Seus principais objetivos são (1) auxiliar no controle de estoque e (2) facilitar a leitura humana.

Ele não é obrigatório como o UPC e o EAN e pode ser composto por números e letras para identificar os itens, bem como suas cores, tamanhos, capacidades etc.

Como é formado o código EAN?

Conforme dito anteriormente, o EAN é formado por 13 números. Suas posições e dígitos possuem diferentes significados, que são:

  1. Origem do código de barras: sinalizada pelos três primeiros numerais (a combinação do Brasil, por exemplo, é 789);
  2. Empresa fabricante e produto por ela feito: apontados pelos próximos nove algarismos (a combinação pode variar infindavelmente dependendo do segmento e do artigo);
  3. Dígito verificador: indicado pelo último número, que, quando escaneado, aponta a veracidade do EAN.

Para que serve um EAN?

Além de compor os pré-requisitos de uma venda legalizada, o código EAN relaciona-se à:

  • Exportação: para enviar produtos para fora do Brasil, é obrigatória a apresentação de códigos EAN;
  • Segurança: o EAN comprova a autenticidade da origem e da fabricação do artigo. Para verificá-la, hoje já existem sites como o EAN-Search;
  • Comercialização em marketplaces: não ter um EAN limita o campo de atuação de uma marca. O posicionamento de anúncios em shoppings virtuais (como o Mercado Livre e o Google Shopping), por exemplo, pode ser afetado negativamente;
  • Gestão de estoque: o EAN auxilia no controle de estoque — produtos que chegam, permanecem e/ou saem. Isso, por consequência, diminui a logística reversa por envios equivocados (itens com tamanhos ou cores erradas, por exemplo);
  • Cobrança: caso a marca possua uma loja física, o uso do EAN e de um scanner óptico agilizam o atendimento no caixa.

É obrigatório registrar seu produto com um EAN?

Como citado na introdução, todo artigo comercializado deve ter um EAN — inclusive, quem emite notas fiscais deve obrigatoriamente informar um código de barras válido.

Entretanto, o registro cabe ao fabricante. Por isso, atenção:

  • Se você revende produtos, o fornecedor deve entregá-los com seus respectivos códigos EAN;
  • Se você possui uma manufatura, é de sua responsabilidade alistá-los junto à Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil).

Nesse último caso, para aprender como fazê-lo, acompanhe a próxima questão.

Como gerar um código EAN?

A Associação Brasileira de Automação (GS1 Brasil) é uma organização sem fins lucrativos, responsável pela atribuição da licença para o uso de códigos de barras em território nacional.

Para conseguir essa autorização e registrar seus produtos, é necessário:

  1. Fazer seu cadastro no site da GS1 Brasil;
  2. Enviar os documentos solicitados;
  3. Efetuar o pagamento da inscrição (o valor dependerá do seu faturamento anual).

Após esses três passos, você receberá o CNP (Cadastro Nacional de Produtos).

Nele, você deverá informar os dados dos seus produtos — como fotos, descrições, cores, pesos, volumes etc — para, então, gerar os respectivos códigos EAN.

Para entender todos os passos do processo, assista ao tutorial da GS1 Brasil. E para qualquer dúvida, acesse o FAQ do site.

Obs.: os códigos EAN geralmente são disponibilizados em três formatos: EPS (Adobe Illustrator), TIFF (Photoshop) e JPEG. Os dois primeiros são ideais para edição, caso o lojista queira imprimi-los em diferentes formatos. O último é indicado para quem deseja tê-los em alta compressão. 

E aí, tudo certo? Esperamos que este artigo tenha tirado suas principais dúvidas sobre EAN. Se você tem uma loja Nuvemshop e deseja cadastrar seus produtos com códigos de barras, não perca este passo a passo completo.

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