Impostos de e-commerce: tudo o que você precisa saber

Por: Luane Silvestre
Impostos de e-commerce: tudo o que você precisa saber

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Ao fazer a análise financeira da sua empresa para calcular a rentabilidade, você não pode deixar de incluir na conta todos os impostos de e-commerce pagos. No Brasil, estes são aplicados a diferentes empreendedores, em casos específicos.

Para ajudá-lo a identificar os que se adequam ao seu caso, contamos com a consultoria de Vitor Torres, CEO da Contabilizei, e preparamos uma lista com os tributos mais comuns para lojas virtuais. Leia com atenção e verifique quais precisam ser considerados em seu orçamento.

Mas antes de tudo… vamos entender conceitos básicos de tributação? 😉

O que é tributação de e-commerce?

Tributação de e-commerce é o recolhimento de tributos para lojas virtuais — ou seja, a aplicação de impostos sobre vendas e serviços exigidos por cidades e/ou estados.

Regime tributário, por sua vez, é o conjunto de leis que regulamenta quais impostos um negócio físico e/ou online deve pagar. Dentre as formas de tributação estão: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.

Tipos de regime tributário

A seguir, confira as características de cada um:

1. Simples Nacional

Para empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. O Simples Nacional é indicado para PMEs, pois possui uma carga de impostos de e-commerce mais leve: alíquota de no máximo 19%.

Sua cobrança é feita por meio da DAS — Documento de Arrecadação do Simples Nacional, que compreende impostos pagos pelo MEI (sobre isto teremos um tópico específico mais adiante).

2. Lucro Presumido

Para empresas com faturamento de até R$ 48 milhões por ano. O cálculo do Lucro Presumido é estabelecido entre o lucro total da loja virtual e seu percentual da receita. Além disso, a tributação é feita de acordo com a atividade exercida pelo negócio.

3. Lucro Real

Para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões por ano. Mais incomum, o Lucro Real possui um cálculo complexo, pois contempla o lucro líquido em diferentes períodos de tempo.

Os 3 principais impostos de e-commerce

Agora que já aprendemos os conceitos básicos de tributação, vamos conhecer os três impostos de e-commerce mais comuns. Ah, e ao final da lista, descubra uma dica extra! ✨

1. ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços

Essa é a sigla para Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação.

Instituído desde 1988 de forma diferente para cada estado, incide sobre a movimentação de produtos de indústrias alimentícias, cosméticas e muitas outras, com exceção daquelas que realizam operações com livros, jornais, exportação e alguns casos específicos.

Para comercializar mercadorias das áreas tributadas, você precisa se inscrever no Cadastro de Contribuintes do ICMS (Cadesp).

O ICMS requisita a emissão de uma nota fiscal a cada circulação. Por determinação do Convênio 93, desde 2016, deixou progressivamente de ser recolhido para o estado de origem da mercadoria e, a partir de 2019, passou a ser pago totalmente ao estado de destino.


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2. ST: Substituição Tributária

Também prevista em 1988, a Substituição Tributária ocorre quando a responsabilidade pelo ICMS é atribuída a um contribuinte diferente daquele que vendeu o produto.

Essa alteração de obrigatoriedade é feita por lei, podendo acontecer de maneiras diferentes:

  • Substituição simples: é tributada outra pessoa que participa do mesmo negócio;
  • Substituição para frente: é tributado apenas o primeiro envolvido na movimentação;
  • Substituição para trás: é tributado apenas o último participante da circulação da mercadoria.

Para calcular o ICMS do seu produto de acordo com o regime da ST, basta acessar este site e preencher os campos com as informações requisitadas.

3. DAS: Documento de Arrecadação do Simples Nacional

Sendo registrado como Microempreendedor Individual, você precisa contribuir com o Documento de Arrecadação Simplificada do MEI, referente ao Simples Nacional. Este, por ser um sistema unificado de tributos federais, estaduais e municipais, compreende:

  • ICMS, já mencionado anteriormente;
  • IRPJ (Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica);
  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
  • ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza);
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido);
  • CPP (Contribuição Patronal Previdenciária);
  • Contribuição para o PIS/Pasep.

Para ter acesso ao programa e facilitar o pagamento dessas taxas, basta se cadastrar no site oficial e conferir regulamentos e valores.


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Dica extra: INSS e FGTS

Caso conte com um funcionário em sua empresa, você também é responsável pelo recolhimento das taxas do Instituto Nacional do Seguro Social e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço referentes a ele.

Para o primeiro, a margem de contribuição corresponde a 20%; para o segundo, 8%. Alguns setores do Simples Nacional já possuem a contribuição patronal incluída no DAS.

Além disso, deve pagar a sua própria parte desses tributos, equivalente a 11% descontados do seu pro labore e mais 20% da parte patronal (confira se isso já não é recolhido no Simples Nacional).

Entendido?

Esperamos que você tenha aprendido um pouco mais sobre os impostos de e-commerce e essas informações possam ser úteis para as suas atividades financeiras e, consequentemente, o cálculo da sua rentabilidade.

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