Core Web Vitals: o que você precisa saber para melhorar a navegabilidade e do seu site

Por: Letícia Nonato

Imagem mostrando um homem analisando métricas em um computador, representando os Core Web Vitals

Core Web Vitals são três métricas definidas pelo Google que avaliam a experiência de um usuário ao acessar uma página na web. Elas pontuam: a rapidez com que um site carrega, em quanto tempo o usuário consegue interagir na página, a estabilidade do conteúdo na tela durante a navegação, entre outras questões.


A otimização para mecanismos de busca é essencial para qualquer negócio online que deseja ampliar sua visibilidade. Nas estratégias de SEO, a maioria das ações são direcionadas para o Google, visto que este é o buscador mais utilizado do mundo. Tanto que o termo mais buscado no Bing, por exemplo, é a palavra “Google”.

O Google faz constantes atualizações em seu algoritmo para otimizar as buscas para o usuário, visando a fornecer o que ele procura sempre de uma maneira mais fácil e rápida. Uma dessas atualizações foi acerca dos Core Web Vitals, os indicadores que medem a performance de uma página da web.

Mas, você já conhece bem essas métricas? Confira as respostas ao longo deste conteúdo e saiba como otimizar o seu site para isso. 🧐

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O que é Core Web Vitals?

Core Web Vitals é um conjunto de três métricas principais que o Google considera importantes na experiência geral do usuário nas páginas do seu site. Cada página no seu site pode (e vai) ter Core Web Vitals totalmente diferentes um do outro. Isso significa também que, medir a performance apenas da home do site ou da página índice do seu blog, não é suficiente. Essa análise deve ser feita individualmente.

Esses Core Web Vitals quantificam as medidas da velocidade da página e das interações do usuário. Simplificando: Core Web Vitals são um subconjunto de fatores que fazem parte da pontuação da “experiência da página” do Google, também conhecida como a maneira do Google de julgar a experiência geral do usuário (UX) no seu site.

Qual é a importância dos Core Web Vitals?

O Google deixa claro que uma ótima pontuação de Experiência de Página não irá empurrar seu site magicamente para o primeiro lugar nos resultados de pesquisa do Google. No entanto, eles mencionaram que a Experiência de Página é um dos mais de 200 fatores que eles estão usando atualmente para classificar sites nos resultados de pesquisa. Ou seja, é um fator de rankeamento. Por isso, os Web Core Vitals são tão importantes, eles (juntos) são um fator que influencia no alcance que seu site terá nas buscas orgânicas do Google.

💡 Saiba mais: Como rankear no Google?

Você pode encontrar os dados de Core Web Vitals do seu site para a experiência em dispositivos móveis e desktops na seção “Experiência”, mais especificamente na parte de “Principais métricas da Web” da sua conta do Google Search Console. Inclusive, se você ainda não usa o Search Console como ferramenta aliada nas suas estratégias de SEO, coloque isso no seu radar o quanto antes.

💡 Saiba mais: O que é SEO, para que serve e como o Google funciona?

Quais métricas a Core Web Vitals analisa?

Já falamos por aqui que os Core Web Vitals são 3, correto? Então, conheça agora cada um deles de modo aprofundado!

LCP (Largest Contentful Paint)

Essa métrica mede o tempo que uma página leva para mostrar ao usuário o maior conteúdo dela, completamente pronto para interação. Antes, outras métricas eram utilizadas nesse aspecto, medindo, por exemplo, quanto tempo leva para o primeiro elemento da página carregar, ou o elemento mais importante. No entanto, essas tendem a ser imprecisas, por isso foram substituídas pelo LCP.

Normalmente, o maior conteúdo de uma página é aquele mais “pesado”, sendo, na maioria das vezes, uma imagem, um vídeo, ou até um grande bloco de texto. Por isso, é extremamente importante focar na otimização dos elementos que você insere em uma página do seu site. Ou seja, não inserir grandes blocos de texto sem separação, otimizar as imagens e vídeos antes de colocá-los no conteúdo, por exemplo.

Ao analisar essa métrica, você vai perceber que o Google recomenda que esse tempo de carregamento seja, no máximo de 2,5 segundos, nessa faixa é considerado um resultado bom. Até 4 segundos, precisa de melhoria. Acima disso, é necessário tomar alguma atitude imediatamente ou você pode perder muito tráfego. Afinal, os usuários não têm tanta paciência assim para esperar pelo carregamento de uma página.

FID (First Input Delay)

O FID mede quanto tempo leva para uma página responder à primeira interação do usuário com ela. Normalmente, essa interação corresponde a um clique ou um scroll (ato de arrastar para baixo) na página. Essa resposta pode estar relacionada a diversos fatores, inclusive aos outros Core Web Vitals, CSS não utilizados e até mesmo problemas com o servidor.

Ao contrário do LCP, o FID é medido em milissegundos, já que essa resposta é extremamente rápida e realmente deve ser. Essa métrica é extremamente importante porque, se o usuário acessa uma página e ela carrega normalmente, mas não responde às interações dele, provavelmente ele entenderá que existe algo de errado com aquela página e irá procurar sua resposta em outro lugar.

Um FID bom é aquele que possui, no máximo, 100 milissegundos. Até 300 ms é considerado algo que precisa de melhorias e, acima disso, é necessário tomar medidas imediatamente. Afinal, o FID é o tempo de resposta do seu site, e ninguém gosta de esperar para ser atendido, não é mesmo?

CLS (Cumulative Layout Shift)

O CLS é um Core Web Vital que mede a estabilidade de uma página durante o seu carregamento. Ou seja, se durante o carregamento a mudança de layout é muito brusca e muito frequente, o seu CLS terá uma pontuação ruim.

Mas o que é exatamente essa mudança no layout? Em primeira impressão, você pode pensar que isso tem algo a ver com coisas mais complexas. No entanto, o simples empurrar de um texto para baixo, abrindo espaço para uma imagem que existe ali, já é um problema que será considerado na sua pontuação de CLS.

Essa métrica é extremamente importante porque, quando um usuário entra numa página e ela carrega, ele imediatamente vai procurar a informação que deseja. No entanto, se o layout ficar mudando constantemente, isso poderá causar irritação e ele provavelmente vai procurar uma alternativa, aumentando o bounce rate (taxa de rejeição) do seu site.

Ao contrário dos outros Core Web Vitals, o CLS não é medido em tempo, e sim um número que é gerado de acordo com regras do próprio Google. Em análises, você perceberá que um CLS de, no máximo, 0.1 é considerado bom, até 0.25 é considerado algo que precisa de melhorias e mais do que é considerada uma performance ruim.

Como medir o seu Core Web Vitals?

Existem muitas formas de medir seus Core Web Vitals. O GTMetrix, por exemplo, é uma ferramenta gratuita que pode te dizer isso. No entanto, o próprio Google te fornece diversas maneiras de acompanhar esses indicadores e é altamente recomendável que você acompanhe pelas plataformas oferecidas por ele. Afinal, a análise por ali sempre será mais precisa. Conheça agora os métodos oficiais do Google de medir os Core Web Vitals:

Chrome UX Report

O Chrome UX Report, também conhecido como CrUX, é um conjunto de dados reais e públicos disponibilizado pelo Google. Essa informação é retirada da experiência do usuário em milhões de sites. Os dados do CrUX vêm de usuários que concordaram em ter seu comportamento trackeado nos sites. Sabe quando você entra em uma página e aceita o termo de cookies? Pois é, você pode estar concordando em ter o comportamento naquela página trackeado e armazenado.

O CrUX mede todos os Core Web Vitals, assim como métricas de experiência adicionais. Principalmente, te ajuda a entender o comportamento dos usuários quando se deparam com problemas nas páginas.

Search Console

Para analisar um site inteiro e medir em todos os momentos qual a sua performance, a melhor opção é acessar o Search Console do seu site. Isso porque, ele te dá, em lote, quais são os problemas encontrados, já separados por gravidade e por Core Web Vital.

Como já mencionamos, basta ir para “Experiência” e depois para “Principais Métricas da Web”. Lá, você vai encontrar todos os problemas existentes no seu site, além de estarem separados pela experiência mobile e desktop, o que ajuda muito a direcionar suas ações. Por fim, você ainda pode exportar em planilhas todas as URLs das páginas que apresentam performance ruim ou que precisam melhorar.

Page Speed Insights

O Page Speed Insights também é excelente para acompanhar os seus Core Web Vitals. No entanto, ele serve para análises individuais. Ou seja, você escolhe uma página específica do seu site que deseja analisar com profundidade, insere a URL e ele te dará um relatório completo sobre ela.

O grande diferencial do Page Speed Insights é te dar um diagnóstico completo, inclusive indicando “oportunidades”. Ou seja, exatamente o que você tem que otimizar para fazer com que aquela página passe a performar melhor.

Extensão Lighthouse

O Lighthouse é uma extensão desenvolvida pelo Google que você pode adicionar ao Chrome para rapidamente conseguir acessar a performance de qualquer página da web. Estando em uma página que deseja analisar, basta você clicar no ícone do Lighthouse no navegador e clicar em “Generate Report”.

Ele fornece um diagnóstico bem parecido (inclusive visualmente) com os resultados do Page Speed Insights. O diferencial aqui é realmente a facilidade de gerar o relatório com poucos cliques.

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Como se preparar para a atualização do Google?

Primeiramente, é essencial contar com a ajuda de desenvolvedores internos. Isso porque, a otimização dos Core Web Vitals são do tipo que profissionais chamam de SEO Off Page. Eles não aparecem visualmente na página, e são alterados em partes mais técnicas do site.

💡 Saiba mais: O que é SEO on page e como aplicá-lo a um site?

Outra dica aqui é: o conteúdo ainda é rei nas terras do Google. Ou seja, se você não produz conteúdo de qualidade, não espere que a otimização de Core Web Vitals faça milagres.

Existem sim alguns pontos nos quais você pode focar para se preparar para essa atualização (que está no ar e valendo). Confira:

  • Reduzir o JavaScript: otimização principalmente relacionada ao FID. Por isso, reduza o tempo entre o código JS de execução do navegador e a página, utilizando sempre o mínimo de memória possível;
  • Implementar o Lazy Load: ação que melhora, principalmente o FCP. É algo que pode ser implementado diretamente no código ou por meio de um plugin. Ele faz com que as imagens sejam carregadas apenas no momento que o usuário chegar até elas na página;
  • Otimizar e diminuir imagens: as imagens podem ser grandes inimigas do seu FCP. Por isso, você precisa ter imagens comprimidas no site. Nada de colocar imagens de 3 MB nos artigos, ok? A compressão pode ser aplicada em lote, diretamente no código ou por meio de plugin;
  • Separe as dimensões de imagens e conteúdo embedados: se o código do site não estiver configurado para separar o espaço das imagens e conteúdos embedados, o texto será “empurrado” para baixo durante o carregamento da página, prejudicando o CLS.

💡 Saiba mais: Guia de HTML básico para iniciantes

Resumo

Como você viu, os Core Web Vitals são indicadores extremamente importantes e que agora são um fator de rankeamento. Acompanhá-los é essencial e otimizá-los é fácil, desde que você tenha a ajuda de desenvolvedores especializados.

Vamos revisar os principais pontos desse conteúdo?

O que é Core Web Vitals?

Core Web Vitals é um conjunto de três métricas principais que o Google considera importantes na experiência geral do usuário nas páginas do seu site.

Quais as métricas a Core Web Vitals mede?

  • LCP (Largest Contentful Paint);
  • FID (First Input Delay);
  • CLS (Cumulativa Layout Shift);

Ferramentas para medir os Core Web Vitals

  • Chrome UX Report
  • Search Console
  • Page Speed Insights
  • Extensão Lighthouse

Como se preparar para a atualização do Google?

  • Reduzir o JavaScript
  • Implementar o Lazy Load
  • Otimizar e diminuir imagens
  • Separe as dimensões de imagens e conteúdo embedados

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