O que são cidades inteligentes e quais as principais smart cities?

Por: Talitha Adde

Paisagem urbana de Londres, uma das principais cidades inteligentes do mundo

Cidades inteligentes, ou smart cities, são aquelas que fazem uso da tecnologia para promover o bem-estar de seus habitantes e o desenvolvimento socioeconômico sustentável, reduzindo os danos ambientais causados pelas atividades humanas.


Em um mundo cada vez mais conectado, é comum ouvirmos sobre a tecnologia auxiliando no dia a dia das pessoas. Mas você já ouviu falar em Cidades Inteligentes ou Smart Cities?

Esse é um conceito sobre o qual se começou a falar em meados da década de 1990, mas que vem ganhando força nos últimos anos, já que mais e mais pessoas têm trocado a vida rural pela urbana.

Só em 2022, por exemplo, os dados da Organização das Nações Unidas (ONU) indicam mais de 55% da população mundial vivia em áreas urbanas. E a previsão é de que essa parcela chegue a 68% até 2050.

Por isso, conhecer soluções que melhorem a qualidade de vida das pessoas e que colaborem com o meio ambiente é fundamental.  E é isso que faz com que pensar no desenvolvimento das cidades inteligentes seja algo tão importante.

Portanto, ao longo deste conteúdo, vamos entender o que são smart cities e quais são os pilares da cidade inteligente. Também vamos conferir uma lista com as principais cidades nesses moldes do Brasil e do mundo. Então, continue a leitura!

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O que são cidades inteligentes?

Cidades inteligentes, ou smart cities, são aquelas que se apoiam no uso da tecnologia e da análise de dados para construir soluções eficientes para os problemas que assolam os grandes centros urbanos, como transporte e segurança.

Em uma cidade inteligente, sensores, dispositivos e sistemas conectados coletam informações sobre diversos aspectos, como tráfego, transporte público, iluminação, resíduos, segurança, entre outros.

Esses dados são então analisados para otimizar o funcionamento da cidade, proporcionando benefícios como melhorias no tráfego, redução do consumo de energia, gestão eficiente de resíduos e resposta mais rápida a emergências.

O foco desse conceito é proporcionar melhor qualidade de vida para os habitantes, de modo que os recursos, naturais ou não, sejam usados de forma otimizada e sejam capazes de atender às demandas de cidades com cada vez mais moradores.

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Quais são as características das cidades inteligentes?

De modo geral, questões como mobilidade urbana, ações do poder público, bem-estar e meio ambiente compõem os pilares das cidades inteligentes.Todavia, existem diferentes órgãos que estudam o assunto e apontam bases mais ou menos segmentadas das smart cities.

Por esse motivo, a seguir, vamos conhecer duas das principais classificações:

Pilares definidos pelo Instituto das Cidades Inteligentes (ICI)

O Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) fica em Curitiba (PR) e é uma organização que se dedica ao estudo e desenvolvimento de tecnologias e ações inteligentes para os centros urbanos desde 1998.

Os pilares que o ICI define são:

  • Mobilidade: cidades inteligentes devem tornar a mobilidade urbana sustentável e eficiente, de modo a diminuir o tempo de deslocamento dos moradores, reduzir congestionamentos e emissão de gases poluentes;
  • Qualidade de vida: o bem-estar de todos os moradores da smart city deve estar no centro da tomada de decisões e da implementação de novas tecnologias;
  • Economia: as ações devem ser planejadas de modo a promover o desenvolvimento econômico dos centros urbanos;
  • Sustentabilidade: a preocupação com o meio ambiente também precisa constar entre as prioridades no uso da tecnologia e de dados para tornar as cidades inteligentes;
  • Governança: ações do poder público capazes de criar e integrar soluções nas smart cities.

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Pilares definidos pela IESE Business School

Outro órgão que se dedica a estudar as smart cities pelo mundo é a IESE Business School.

A universidade espanhola criou uma plataforma que conecta especialistas em desenvolvimento urbano de todo o mundo para discutir soluções inteligentes, a IESE Cities in Motion Strategies (“Estratégias para cidades em movimento IESE”, em tradução livre).

No documento que forma as bases desse estudo, publicado em 2020, os pilares definidos são:

Planejamento urbano

Cidades inteligentes precisam ter espaços verdes e de convivência bem planejados para garantir o crescimento controlado e ordenado.

Mobilidade e transporte

O maior desafio nas smart cities é facilitar o movimento das pessoas no território e garantir o acesso aos serviços públicos de transporte.

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Meio ambiente

O desenvolvimento sustentável, ou seja, aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer o futuro, é fundamental para uma cidade inteligente.

Governança

As iniciativas do poder público devem guiar e cooperar com o desenvolvimento das smart cities. A ideia é promover ações que estimulem e possibilitem que as cidades se tornem inteligentes.

Economia

Esse fator acaba sendo priorizado no desenvolvimento de boa parte das cidades e, no caso das smart cities, ele deve andar em conjunto com as outras bases.

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Coesão social

Esse conceito das cidades inteligentes diz respeito à inclusão social e à diversidade na cidade inteligente, de modo a criar uma noção de pertencimento em todos os cidadãos.

Capital humano

Uma cidade inteligente deve ser capaz de atrair e reter talentos, criando planos para melhorar a educação e promover a criatividade e a pesquisa. Para isso, é necessário investir em cultura e ensino.

Projeção internacional

Trabalhar o branding da cidade inteligente colabora para atrair investimentos e turismo, de modo a estimular o desenvolvimento econômico.

Tecnologia

Por fim, mas não menos importante, temos o pilar que acaba sendo o mais óbvio. Para promover os tópicos pelos quais já passamos, as smart cities devem contar com a tecnologia da informação e comunicação para conseguir otimizar todos os seus processos.

Principais smart cities do mundo

Juntamente com o documento em que define os pilares das cidades inteligentes, a IESE publicou um ranking dos 174 centros urbanos melhor classificados. A lista foi gerada a partir de uma pontuação com base nos nove elementos definidos pela instituição como fundamentais nas smart cities.

Confira o top 10:

  1. Londres (Reino Unido);
  2. Nova York (Estados Unidos);
  3. Paris (França);
  4. Tóquio (Japão);
  5. Reykjavik (Islândia);
  6. Copenhague (Dinamarca);
  7. Berlim (Alemanha);
  8. Amsterdã (Holanda);
  9. Singapura;
  10. Hong Kong (China);

Quais são as cidades inteligentes no Brasil?

Apesar de não estarem entre as primeiras colocadas no ranking da IESE Business School, o Brasil conta com seis representantes na lista de cidades inteligente. São eles:

  • São Paulo (123ª posição): entre os pontos de destaque da capital paulista, estão a coesão social, a economia e a projeção internacional;
  • Rio de Janeiro (132ª posição): os cariocas se destacam pela projeção internacional e pela coesão social;
  • Brasília (135ª posição): na capital nacional, coesão social e economia são os pontos fortes;
  • Curitiba (138ª posição): a capital paranaense também tem boa pontuação na coesão social e, entre as brasileiras, é a que aparece melhor colocada em relação ao meio ambiente;
  • Belo Horizonte (156ª posição): BH tem, como pontos fortes, a coesão social e a economia;
  • Salvador (157ª posição): a primeira capital brasileira tem boas projeção internacional e coesão social.

Além das cidades do nosso país que aparecem nessa classificação internacional, o Brasil conta com a primeira cidade inteligente planejada nesses moldes desde o seu surgimento. É a Laguna Smart City, que fica no município de São Gonçalo do Amarante, no Ceará.

Nesse distrito, foram criados, entre outras soluções:

  • Um sistema de iluminação pública inteligente;
  • Blocos fotovoltaicos para a geração de energia elétrica;
  • Ilhas de recarga para veículos elétricos;
  • Espaços comunitários para feiras e atividades sociais.

Vale ressaltar, no entanto, que essa é uma iniciativa privada, não do poder público.

Tudo entendido sobre cidades inteligentes?

Viu como é importante planejar e desenvolver cidades inteligentes? Esperamos que este conteúdo tenha te ajudado a entender esse conceito, bem como a sua importância para o planeta hoje e no futuro.

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Aqui você encontra:
Perguntas frequentes sobre cidades inteligentes

Cidades inteligentes, ou smart cities, são aquelas que fazem uso da tecnologia para promover o bem-estar e o desenvolvimento socioeconômico. Elas se baseiam nos pilares da mobilidade, qualidade de vida, economia, sustentabilidade e governança.

Algumas das principais smart cities do mundo são Londres (Reino Unido), Nova York (Estados Unidos) e Paris (França). São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília também estão na lista de cidades inteligentes da IESE Business School.

As quatro principais características das smart cities são: conectividade, coleta e análise de dados, eficiência operacional e participação cidadã.

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