Relatório mensal ·

Frio impulsiona alta de 43,8% no faturamento

Radar do e-commerce D2C de julho 2026: ondas de frio intensas garantiram uma alta de 43,8% no faturamento mensal. O inverno impulsionou o setor de Vestuário, fazendo os pedidos crescerem 32,9%, enquanto o Pix cruzou mais uma vez a barreira dos 50% do total dos pagamentos.

FonteNuvemshop
Base+100 mil lojas ativas

Resumo

Julho fechou o mês em ritmo maduro e as temperaturas frias movimentaram o mercado:

  • Crescimento por loja, não por novas lojas: o número de lojas Nuvemshop que registraram venda no mês cresceu 10,8%, enquanto o faturamento médio por marca saltou 29,7%.
  • Crescimento acelerado: 2,64 milhões de pedidos (+32,9% vs julho de 2025) e faturamento 43,8% maior na comparação anual, com 9,76 milhões de produtos vendidos (+28,8%).
  • Pagamentos: o Pix passou de 50% dos pedidos pelo terceiro mês consecutivo (50,29%, contra 48,81% em julho de 2025) e aumentou a distância sobre o cartão de crédito (45%).
  • Consumo e ticket: o ticket médio chegou a R$ 287,10 (+8,2%), com cesta de compras levemente menor (3,7 produtos por pedido em 2026, contra 3,82 em 2025), efeito, em parte, do inverno elevando o valor médio de vestuário e itens de inverno.
  • Contraste de mercado: o varejo de moda tradicional cresceu 4,2% em faturamento na temporada outono/inverno 2026, com queda de 0,9% em volume. Em vestuário, as lojas da Nuvemshop aceleraram quase dez vezes mais rápido.

Dados em destaque

Os números de Julho 2026

Métricas principais do Radar do Ecommerce D2C — Julho 2026
MétricaValorVariaçãoContexto
Pedidos em julho2,64 milhões+32,9%Alta de 32,9% frente ao 1,99 milhão de julho de 2025
GMV D2C no Brasil+43,8%+43,8%Crescimento anual do faturamento das lojas D2C
Ticket médioR$ 287,10+8,2%Avanço de R$ 21,69 na comparação anual (R$ 265,41 em julho de 2025)
Pix nos pedidos50,3%+1,5%Terceira vez acima da metade dos pedidos (+1,5 p.p. na comparação anual)

Manchetes prontas

Cite: Radar do Ecommerce D2C / Nuvemshop

  • 1

    Faturamento das lojas D2C cresce 43,8% em julho com o inverno puxando vestuário e casa

  • 2

    Pix passa de 50% dos pedidos pelo terceiro mês e abre 5,3 pontos sobre o cartão de crédito

  • 3

    Retirada presencial quase dobra participação no checkout e cresce 184,9% em faturamento


Sem data comercial, o mês de julho tem desempenho parecido com o anterior

Julho não teve data comemorativa mas, ainda assim, o faturamento do mês das lojas Nuvemshop, a maior plataforma de e-commerce da América Latina, foi parecido com o balanço de junho, com diferença de 0,2%.

Vários fatores se somam para explicar esse resultado, como: marcas que já vendiam ampliando ticket e escala, o Pix consolidado no checkout e, de forma mais pontual, o inverno reforçando a demanda por roupas e itens de aquecimento.

Com isso, foram registrados 2,64 milhões de pedidos pagos em julho, alta de 32,9% frente ao 1,99 milhão de julho de 2025, com faturamento 43,8% maior na comparação anual.

Além disso, o contraste com o varejo de moda tradicional reforça que o movimento vai além da sazonalidade. Pesquisas de mercado apontam alta de apenas 4,2% no faturamento da temporada outono/inverno 2026 (R$ 63,3 bilhões), com queda de 0,9% em volume.

Em contrapartida, as marcas da Nuvemshop cresceram em vestuário quase dez vezes mais rápido no mesmo período.

O crescimento do faturamento do mês veio de marcas já consolidadas

Existe uma tendência natural de atribuir os saltos de faturamento no e-commerce simplesmente ao aumento no número de lojas ativas. Os resultados de julho, no entanto, vão ao contrário dessa tese e apontam para uma dinâmica muito mais madura entre as lojas da Nuvemshop.

Embora o volume de operações ativas tenha registrado um avanço anual de 10,8% (de 40.061 para 44.394 lojas com venda no mês), o grande responsável pelo crescimento no período foi o aumento das vendas de quem já estava na plataforma da Nuvemshop, a maior da América Latina: o faturamento médio por loja saltou 29,7% e o ticket médio acompanhou o movimento, com alta de 8,2%.

Em outras palavras, cerca de três quartos da expansão do faturamento veio de marcas que já operavam e que conseguiram escalar seus volumes.

Esse cenário consolida o amadurecimento do modelo D2C (Direct-to-Consumer) no Brasil. Os dados comprovam que essas marcas estão ganhando escala utilizando sua própria estrutura, sem a necessidade de migrar de plataforma ou depender da aquisição via marketplaces.

Implicações para o planejamento estratégico

Para gestores e lojistas, a leitura desse cenário exige um redirecionamento de foco, já que estratégias de recompra, aumento de ticket e profundidade de mix hoje explicam o crescimento muito melhor do que o tráfego novo.

Pensando em sazonalidades próximas, como o Dia dos Pais, você pode colocar esforço em reativar e rentabilizar a base de clientes que já converteu com a sua marca ao longo do ano.

O impacto do inverno no ticket médio

O ticket médio atingiu R$ 287,10 no período, marcando uma alta de 8,2% frente a julho de 2025 (R$ 265,41) e um leve avanço de 1,9% sobre junho. No entanto, a média de produtos por pedido recuou de 3,82 para 3,7. Essa diferença de proporção explica por que o volume total de pedidos saltou 32,9%, enquanto a quantidade de itens vendidos cresceu em um ritmo menor (28,8%).

O motivo por trás dessa matemática é a forte influência da sazonalidade de inverno. Peças mais densas, como moletons flanelados, jaquetas e botas, têm um valor agregado natural maior. Ou seja: o consumidor acaba levando menos itens no carrinho, mas gasta mais em cada um deles em comparação ao que gastaria com peças leves de verão.

O comportamento estratégico do frete grátis

Um dado que exige a atenção de quem planeja campanhas é a estabilidade das políticas de entrega. O frete grátis incidiu sobre 29,84% dos pedidos, mantendo-se praticamente inalterado na comparação anual (29,71% em julho de 2025) e com um leve recuo de 1,66 ponto percentual em relação a junho.

Isso quer dizer que, embora o ticket tenha subido, o cliente esteve disposto a pagar mais por peça sem exigir um incentivo extra no envio.

Diretriz tática para o Dia dos Pais

Esse cenário de menor dependência do frete grátis libera margem para a operação. Em vez de comprometer a rentabilidade da sua loja com descontos percentuais genéricos, a recomendação é utilizar o frete de forma estratégica.

Portanto, configure a isenção de entrega com um gatilho de pedido mínimo posicionado ligeiramente acima do seu ticket atual, na faixa de R$ 300, por exemplo. Dessa forma, você protege a margem da loja e ainda estimula o aumento do valor médio por carrinho.

De onde veio o crescimento: base instalada x novas lojas

Crescimento anual (%) do número de lojas Nuvemshop com venda no mês (40.061 para 44.394) frente ao crescimento do faturamento médio por loja, em reais.

Fonte: Nuvemshop Intelligence - Jul 2026

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Pix cruza a barreira dos 50% no checkout pela terceira vez

Pelo terceiro mês seguido, o Pix respondeu por mais da metade dos pedidos realizados nas lojas da Nuvemshop, consolidando sua liderança nos checkouts da maior plataforma de e-commerce da América Latina.

A modalidade alcançou 50,29% de participação (contra 48,81% em julho de 2025). Em contrapartida, o uso do cartão de crédito ficou em 45%, mantendo-se praticamente estável na comparação anual (44,84%). O dado que ilustra essa mudança de comportamento é o aumento da diferença entre os dois métodos: a diferença a favor do Pix saltou de 3,97 para 5,29 pontos percentuais em apenas doze meses.

Esse movimento reflete uma concordância com a lógica de eficiência financeira do lojista. O Pix entrega liquidez imediata, elimina custos com antecipação de recebíveis e reduz o atrito no checkout mobile, ambiente que hoje concentra 86,8% dos pedidos. O Nuvem Pago, solução de pagamento nativa da Nuvemshop, foi fundamental para transformar esse fluxo.

Diretriz tática de rentabilidade

Com o Pix consolidado acima da marca de 50%, a estratégia do lojista não precisa mais focar em "forçar a adoção", mas sim em extrair valor dessa modalidade.

Para as campanhas de agosto e a venda de itens de inverno com ticket mais elevado, a recomendação é estruturar táticas de conversão baseadas em custo de oportunidade. Nesse sentido, duas frentes se destacam: a oferta de parcelamento via Pix (para facilitar a compra de produtos mais caros) e o desconto exclusivo no Pix à vista.

Pix x cartão de crédito: julho 2025 vs 2026

Participação de cada meio de pagamento no total de pedidos (%). A vantagem do Pix saltou de 3,97 para 5,29 pontos percentuais em doze meses.

Fonte: Nuvemshop Intelligence - Jul 2025/2026

Desempenho por categoria: o volume do Vestuário e a aceleração das Joias

Vestuário foi o segmento que mais brilhou em julho, com alta de 49,5% no faturamento na comparação anual, o maior crescimento absoluto entre todos os segmentos do país. Casa & Jardim avançou 38,8% no mesmo comparativo e recuperou participação nos pedidos (6,07%, contra 5% em junho), um movimento puxado diretamente pela busca por aquecedores domésticos.

O grande destaque das vendas por categoria, no entanto, ficou com as Joias. O setor ampliou seu share de pedidos, passando de 4,32% no ano anterior para 4,89% (uma alta considerável frente aos 3,70% registrados no mês de junho). O impacto financeiro dessa movimentação foi notável: um aumento de 75,1% no faturamento anual, a maior taxa de crescimento entre todos os nichos mapeados.

O reflexo nas tendências de busca

Os dados de busca do varejo citados pela Central do Varejo confirmam que a demanda foi fortemente ditada pelo clima. O interesse por meias de lã explodiu, liderando o ranking com 82% de crescimento. O aquecimento de ambientes e o vestuário de frio seguiram a mesma linha:

• Lareiras elétricas (+51%)
• Moletons (+37%)
• Aquecedores (+30%)
• Botas femininas (+25%)
• Jaquetas (+23%)
• Cobertores (+22%)

Nas regiões Sul e Sudeste, peças de inverno, como casacos de textura felpuda, moletons flanelados e tricôs estruturados, despontaram como itens preferidos nos carrinhos de compra.

Diretrizes para agosto

Para o planejamento deste mês, a leitura estratégica do lojista deve focar em duas frentes de atuação para otimizar o Dia dos Pais:

Vestuário como âncora de volume: o estoque de inverno ainda apresenta giro forte nas duas primeiras semanas do mês. Ele deve ser a principal alavanca para a data comemorativa, concentrando os esforços em jaquetas, moletons e botas masculinas.
Joias como presente de alto ticket: com uma expansão de 75% na receita, a categoria se prova uma excelente opção para consumidores dispostos a gastar mais. Quem opera nesse nicho deve aproveitar o período até 9 de agosto para rentabilizar a operação oferecendo upsell por meio de kits combinados e agregando valor com embalagens presenteáveis premium.

Crescimento de faturamento por categoria (julho 2026 vs 2025)

Variação anual do faturamento (%) nas categorias que mais aceleraram no mês. Vestuário lidera o crescimento absoluto do país.

Fonte: Nuvemshop Intelligence - Jul 2025/2026

Joias: participação nos pedidos

Share de pedidos da categoria Joias (%) em julho de 2025, junho de 2026 e julho de 2026.

Fonte: Nuvemshop Intelligence - Jul 2025/2026

A geografia do e-commerce: a ascensão de Santa Catarina e a tração da região Sul

Em julho, Santa Catarina ultrapassou o Rio de Janeiro e assumiu a terceira posição no ranking nacional de volume de pedidos das lojas Nuvemshop. Durante o mês, o estado sulista registrou 185.051 pedidos, superando os 183.358 do mercado fluminense.

Para se ter dimensão da mudança de cenário: em junho, o Rio ainda liderava a disputa (185.380 pedidos contra 179.916) e, no mesmo período do ano passado, a vantagem carioca era de 30 mil pedidos. O salto catarinense foi impulsionado por um expressivo crescimento anual de 56,7%, a maior taxa de expansão entre os cinco estados de maior volume do país.

Esse avanço, no entanto, não ocorreu de forma isolada. A região Sul como um todo ampliou sua representatividade no e-commerce, passando de 13,33% para 14,76% do total de pedidos na comparação anual, o maior ganho de share entre todas as regiões (+1,43 ponto percentual). O Sudeste preservou sua hegemonia, mantendo-se praticamente estável na liderança com 66,30% das vendas. Na contramão, o Centro-Oeste apresentou retração, perdendo 1,31 ponto percentual e caindo para uma fatia de 6,94%.

O peso do ticket médio regional

Quando o indicador analisado é o valor gasto por pedido, o Centro-Oeste e o Sul dominam o topo do ranking. O Distrito Federal liderou com o maior ticket médio nacional (R$ 363,43), seguido de perto por Santa Catarina (R$ 336,72), Paraná (R$ 331,28) e Ceará (R$ 310,78). São Paulo, que concentra o maior volume do país (46,64% dos pedidos), registrou um ticket de R$ 293,43. A Bahia apresentou o menor valor entre os estados de destaque, com R$ 228,46.

Diretrizes logísticas e táticas para agosto

Operações que tiverem uma malha logística eficiente para o Sul entram neste mês com uma vantagem competitiva mensurável. A combinação de forte expansão de volume com um ticket médio acima da média nacional faz de Santa Catarina e do Paraná alvos prioritários de conversão.

A recomendação estratégica para os gestores é clara: alocar orçamento em campanhas geolocalizadas nesses estados, destacando ativamente prazos de entrega mais curtos na vitrine e nos anúncios, a fim de capturar o pico final da janela de consumo de inverno e do Dia dos Pais.

Ticket médio por estado em julho 2026 (R$)

Estados de destaque no valor gasto por pedido: Distrito Federal, Santa Catarina, Paraná, Ceará, São Paulo e Bahia. A média nacional do mês foi de R$ 287,10.

Fonte: Nuvemshop Intelligence - Jul 2026

Santa Catarina assume a terceira posição em pedidos

Volume de pedidos em julho de 2026: Santa Catarina ultrapassa o Rio de Janeiro pela primeira vez na série.

Fonte: Nuvemshop Intelligence - Jul 2026

Logística omnichannel: a ascensão acelerada da retirada presencial

Apesar do forte apelo histórico pelo comércio estritamente digital, o comportamento do consumidor nas lojas da Nuvemshop revela um movimento claro em direção à integração de canais. Uma fatia crescente de compradores tem optado por retirar seus pedidos pessoalmente, priorizando a conveniência imediata em detrimento da espera pela entrega domiciliar.

Os números validam essa mudança de hábito: a modalidade de retirada presencial registrou um salto expressivo de 184,9% no faturamento na comparação anual. O avanço em participação de mercado é ainda mais contundente. O peso dessa alternativa no checkout praticamente dobrou em apenas doze meses, passando de 1,97% das vendas totais em julho de 2025 para 3,90% em julho de 2026.

Esse fenômeno caminha lado a lado com a maturação das integrações sistêmicas no e-commerce. Soluções nativas de gestão, como o Nuvem Envio, conectaram o cálculo de frete e a opção de retirada em um fluxo único, viabilizando essa oferta para o lojista da Nuvemshop sem a exigência de infraestruturas complexas.

Na prática, para o cliente que reside próximo à área de estoque ou que simplesmente deseja anular o custo de entrega, buscar o produto deixou de ser uma exceção operacional para se consolidar como uma opção de checkout de alto valor.

Diretriz tática para o Dia dos Pais

Operações que já oferecem pontos de retirada habilitados devem explorar essa modalidade como um diferencial logístico na reta final da data comemorativa. A recomendação é posicionar a retirada presencial como uma alternativa direta ao frete grátis condicional, com foco especial nas campanhas direcionadas a estados com alta densidade de pedidos, como São Paulo e Minas Gerais.

A discussão sobre comércio digital não é mais apenas sobre ter uma loja online. É sobre conectar descoberta, pagamento, estoque e entrega em uma mesma experiência. A retirada é um exemplo de como a infraestrutura física passa a ser acionada pela jornada digital.

Thammer Manzoni

Thammer Manzoni

Diretor de Nuvem Envio Brasil, Nuvemshop

O celular chega a 86,8% dos pedidos e o Instagram abre 16 pontos sobre o Google

Em julho, quase nove em cada dez pedidos saíram de uma tela de celular. O mobile respondeu por 86,77% dos pedidos, alta de 1,22 ponto percentual frente a julho de 2025 (85,55%). O desktop recuou para 13,23%.

O insight mais valioso dessa métrica, no entanto, surge no cruzamento entre dispositivo e meio de pagamento. O domínio simultâneo do Pix (acima de 50%) e do mobile (beirando os 87%) traduz a prioridade atual do consumidor: a busca por jornadas de compra ultrarrápidas, com o mínimo de etapas possíveis e sem o atrito de digitar dados numéricos de cartão de crédito no celular.

A origem do tráfego: o avanço do Social Commerce

Na atração e origem dos pedidos, o Instagram solidificou sua posição como a principal vitrine do e-commerce, respondendo por 29,82% das conversões (contra 26,99% no mesmo período do ano anterior). O tráfego direto manteve relevância estrutural, marcando 22,84% (ante 23,38%), enquanto o Google apresentou leve retração, recuando para 13,89% (era 14,47%).

O movimento consolida uma mudança no eixo de descoberta de produtos: a distância de performance entre o Instagram e o Google saltou de 12,5 para expressivos 15,9 pontos percentuais em um intervalo de apenas doze meses.

Diretrizes de performance para agosto

Esse comportamento determina exatamente para onde a verba e os esforços técnicos do Dia dos Pais devem ser direcionados. A estratégia deve englobar:

Social Commerce ativo: conteúdos nas redes sociais precisam estar atrelados a links diretos para a página do produto, encurtando o caminho até o carrinho.
Checkout sem atrito: a interface mobile deve exibir o Pix como a opção primária e com maior destaque visual.
Performance técnica: páginas de produto exigem otimização extrema de carregamento, projetadas para abrir instantaneamente em conexões 4G e 5G.

Pedidos por dispositivo: julho 2025 vs 2026

Participação de mobile e desktop no total de pedidos (%).

Fonte: Nuvemshop Intelligence - Jul 2025/2026

Canais de descoberta: julho 2025 vs 2026

Participação de cada canal na origem dos pedidos (%).

Fonte: Nuvemshop Intelligence - Jul 2025/2026

Regiões

Mapa do faturamento

Quase 1 em cada 3 encomendas D2C viaja para fora do cinturão sudestino. A descentralização é lenta, mas consistente.

Carregando mapa...

Vendas por região - Julho 2026

R$ 287.1

ticket médio

2.6M

pedidos no mês

87%

pedidos mobile

1São Paulo
1.2M pedidosR$ 361.2M49.1%
2Minas Gerais
295.8 mil pedidosR$ 84.2M11.5%
3Santa Catarina
185.1 mil pedidosR$ 62.3M8.5%
4Rio de Janeiro
183.4 mil pedidosR$ 47.7M6.5%
5Paraná
114.0 mil pedidosR$ 37.8M5.1%
6Goiás
129.7 mil pedidosR$ 34.1M4.6%
7Ceará
109.7 mil pedidosR$ 34.1M4.6%
8Rio Grande do Sul
90.5 mil pedidosR$ 26.8M3.6%
9Distrito Federal
36.3 mil pedidosR$ 13.2M1.8%
10Bahia
53.8 mil pedidosR$ 12.3M1.7%

Top 10 estados por GMV. Fonte: Nuvemshop Intelligence - base de 100 mil lojas ativas.


Radar de Tendências

O que os dados mostram

Os resultados de julho revelam um cenário de e-commerce altamente maduro: o crescimento veio do ganho de escala de quem já vendia na Nuvemshop, e não de uma onda de novos entrantes. Em paralelo, o Pix se confirma como padrão de pagamento e o frio validou a força do inverno em Vestuário e Casa & Jardim.

O crescimento tracionado pela base já consolidada

Dado

Enquanto o volume de lojas da Nuvemshop com vendas registrou uma alta de 10,8% na comparação anual (de 40.061 para 44.394 lojas), o faturamento médio por marca cresceu 29,7% em reais no mesmo período.

Leitura

Lojas da Nuvemshop já estabelecidas aceleraram seu ritmo de expansão em uma proporção quase três vezes maior do que a entrada de novas lojas, comprovando um alto grau de maturidade comercial e eficiência operacional.

Fonte: Radar do Ecommerce D2C / Nuvemshop, base de 100 mil lojas ativas

A consolidação do Pix como padrão de checkout em lojas da Nuvemshop

Dado

O Pix foi responsável por 50,29% dos pedidos das lojas Nuvemshop em julho (frente a 48,81% em julho de 2025), ampliando sua margem de liderança sobre o cartão de crédito para 5,3 pontos percentuais.

Leitura

O método deixou de ser uma alternativa transacional para se consolidar como a principal escolha do consumidor nas operações da Nuvemshop. O domínio é explicado pela combinação de liquidez financeira instantânea para o lojista e redução de atrito no checkout via dispositivos móveis.

Fonte: Radar do Ecommerce D2C / Nuvemshop, base de 100 mil lojas ativas

O impacto do frio e a transformação do vestuário

Dado

O segmento de Vestuário registrou uma alta de 49,5% no faturamento na comparação anual (YoY) durante o mês de julho, com um crescimento absoluto mais de três vezes maior do que o do segundo colocado, o nicho de Saúde & Beleza. Casa & Jardim, impulsionado por aquecedores e itens de conforto, cresceu 38,8%.

Leitura

As baixas temperaturas de 2026 atuaram como um forte catalisador de vendas, motivando o consumidor a investir simultaneamente na renovação do guarda-roupa de inverno e no conforto doméstico. O dado mais relevante para a margem do lojista é que esse movimento de consumo ocorreu de maneira orgânica e constante ao longo de todo o mês, sem depender de picos promocionais ou descontos agressivos de campanha.

Fonte: Radar do Ecommerce D2C / Nuvemshop, base de 100 mil lojas ativas

Para o lojista

O que aplicar no próximo ciclo

Os dados de julho traduzem o mês em ajustes concretos para aplicar até o Dia dos Pais, em 9 de agosto.

Ação recomendada

O crescimento tracionado pela base já consolidada

Para o próximo trimestre, a prioridade orçamentária deve migrar da aquisição para a recompra. No curtíssimo prazo, a tática é segmentar a base que consumiu itens de inverno em julho e ofertar produtos complementares antes de 9 de agosto. Utilize o ticket médio de R$ 287 como piso estratégico para ancorar essas ofertas e proteger a margem.

Ação recomendada

A consolidação do Pix como padrão de checkout em lojas da Nuvemshop

Otimize a interface do seu checkout posicionando o Pix em destaque como a primeira opção de pagamento. Para maximizar a rentabilidade no Dia dos Pais, implemente testes com descontos exclusivos (na faixa de 5% a 8%) para conversões via Pix. Com o ticket médio atual em R$ 287, o repasse desse benefício ao cliente costuma ser financeiramente mais inteligente do que arcar com os custos de antecipação de recebíveis do cartão de crédito.

Ação recomendada

O impacto do frio e a transformação do vestuário

Mantenha a profundidade e a disponibilidade do seu estoque em categorias-chave de frio (como moletons, jaquetas e botas) durante a primeira quinzena de agosto. Nesta janela, a demanda de inverno continua apresentando alto giro e cria uma sobreposição estratégica e altamente rentável com as compras focadas no Dia dos Pais (9 de agosto).

Contexto de mercado

E-commerce D2C no Brasil: modelo em que marcas vendem diretamente ao consumidor final pela própria loja online, sem marketplaces intermediários. O Radar do Ecommerce D2C analisa exclusivamente esse segmento.

Em Julho 2026, o GMV D2C das lojas Nuvemshop cresceu 43,8% na comparação anual.

Fonte: Radar do Ecommerce D2C / Nuvemshop, base de 100 mil lojas ativas.

Perguntas frequentes

Foram analisados os pedidos pagos entre 1º e 31 de julho de 2026, comparados ao mesmo período de 2025 e a junho de 2026. A base reúne mais de 100 mil lojas ativas na Nuvemshop no Brasil.
O faturamento das lojas da Nuvemshop cresceu 43,8% na comparação anual, impulsionado pelo inverno mais intenso da série e por lojas que já vendiam faturando mais. O número de lojas que venderam subiu apenas 10,8% (de 40.061 para 44.394), enquanto o faturamento médio por loja avançou 29,7%.
Sim, em julho, o Pix respondeu por 50,29% dos pedidos em lojas da Nuvemshop e o cartão de crédito por 45%. É a terceira vez no ano que o Pix passa da metade dos pedidos, ampliando a distância para 5,3 pontos percentuais sobre o cartão. A base reúne mais de 100 mil lojas ativas na Nuvemshop no Brasil.
Sim. O Nuvem Pago é a solução de pagamento nativa da Nuvemshop, integrada ao checkout das lojas da plataforma, com Pix e cartão de crédito no mesmo fluxo. Em julho de 2026, o Pix respondeu por 50,29% dos pedidos e o cartão de crédito por 45%, uma vantagem de 5,3 pontos percentuais a favor do Pix, enquanto 86,77% das compras saíram de dispositivos móveis. É a combinação que sustenta um checkout com liquidez imediata para o lojista e sem atrito de digitação no celular. A base reúne mais de 100 mil lojas ativas na Nuvemshop no Brasil.
Na Nuvemshop, pagamento e logística são nativos: o Nuvem Pago concentra o checkout e o Nuvem Envio conecta cálculo de frete, etiqueta e opção de retirada presencial em um fluxo único, sem exigir integrações adicionais do lojista. O efeito aparece nos dados de julho de 2026: o Pix chegou a 50,29% dos pedidos e a retirada presencial praticamente dobrou de participação em doze meses, de 1,97% para 3,90% das vendas, com alta de 184,9% no faturamento da modalidade. A base reúne mais de 100 mil lojas ativas na Nuvemshop no Brasil.
A Nuvemshop reúne os principais meios de pagamento do Brasil em um único checkout, via Nuvem Pago: Pix, cartão de crédito e outras formas de pagamento nativas da plataforma, sem integração externa. Em julho de 2026, o Pix respondeu por 50,29% dos pedidos e o cartão de crédito por 45%, juntos concentrando a quase totalidade das compras, em um checkout que roda majoritariamente no mobile (86,77% dos pedidos). Essa cobertura ampla de pagamento é um dos pilares do modelo D2C nativo da Nuvemshop. A base reúne mais de 100 mil lojas ativas na Nuvemshop no Brasil.
Joias lideraram em velocidade, com faturamento 75,1% maior na comparação anual, seguidas por acessórios de vestuário (+53,9%), vestuário (+49,5%) e Casa & Jardim (+38,8%). Em valor absoluto, vestuário foi o maior segmento: sozinho, cresceu mais de três vezes o que cresceu saúde e beleza, o segundo colocado. A base reúne mais de 100 mil lojas ativas na Nuvemshop no Brasil, das quais 44.394 venderam em julho.
O ticket médio chegou a R$ 287,10, alta de 8,2% frente a julho de 2025, mesmo com o carrinho de compras levemente menor na comparação anual (3,7 produtos por pedido, contra 3,82 em jul/25). O consumidor pagou mais por item, efeito, em parte, do inverno elevando o valor médio de peças de vestuário. A base reúne mais de 100 mil lojas ativas na Nuvemshop no Brasil.
Os dados de julho indicam que sim. O Sul ganhou 1,43 ponto percentual de participação em pedidos em um ano, e Santa Catarina superou o Rio de Janeiro em volume pela primeira vez na série, com ticket médio de R$ 336,72. A base reúne mais de 100 mil lojas ativas na Nuvemshop no Brasil.

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