27/11/2018

Como a Quarta Revolução Industrial afeta o meu negócio?

revolucao industrial

Para muitos de nós, ouvir falar sobre a Quarta Revolução Industrial ativa as lembranças das aulas de História. O fato parece até mesmo um pouco distante, como se as mudanças revolucionárias não fizessem mais parte da atualidade. Mas a verdade é que essa transformação está acontecendo neste exato momento e representa a fusão de três mundos: o físico, o biológico e o digital.

Essa combinação só é possível por causa da tecnologia. Termos como big data, internet das coisas, machine learning e realidade aumentada estão cada vez mais intrínsecos às nossas rotinas. Tornaram-se tendências globais e extremamente necessárias para conseguirmos acompanhar a velocidade da transição e nos adaptar a uma cultura pautada por dados.

Mas, por trás de tudo isso, existe uma plataforma poderosa e indispensável: cloud computing. Em outras palavras, a Quarta Revolução Industrial só acontece por causa da nuvem.

Não, não estamos falando apenas sobre armazenamento de dados, acesso remoto e escalabilidade. Afinal, cloud computing envolve muito mais do que um simples espaço de gerenciamento de informações.

É o alicerce que possibilita o avanço de habilidades tecnológicas como processamento de dados em tempo real, aprendizado contínuo, inteligência artificial e a transformação digital como um todo.

Combine tudo isso com a conectividade praticamente ilimitada de bilhões de pessoas e tente responder à seguinte pergunta: qual será o peso da Quarta Revolução Industrial na transmutação de sistemas inteiros de gestão, produção, governo e indústrias do mundo?

Em outras palavras, quais são os impactos de todas essas mudanças para empresas e profissionais?

Isso é o que veremos agora. Acompanhe!

Impactos da Quarta Revolução Industrial

Não é preciso ir muito longe para perceber que a nossa rotina de trabalho vem passando por grandes transformações, impulsionadas por essa revolução.

Ouso dizer que todos aqueles que sobreviveram aos impactos gerados por essa metamorfose só permanecem ativos porque enxergaram a necessidade de adaptar estratégias e moldar ações de acordo com o que é exigido pelo modelo de negócios da indústria 4.0.

Este artigo da Principa afirma que o acesso às novas tecnologias mudou quatro pontos básicos na maneira como agimos profissionalmente:

1. Expectativa do cliente

Além de estar conectado o tempo todo, o novo consumidor está no centro de tudo e tem mais relevância do que nunca. Portanto, todas as empresas estão focadas em analisar dados para conhecer seus consumidores e, consequentemente, entregar experiências personalizadas e pensadas sob demanda.

2. Melhoria de produtos e serviços

Com públicos cada vez mais exigentes, produtos e serviços passam por aprimoramentos constantes e recebem “novas capacidades através de melhorias digitais”, o que aumenta valor e também faz com que a manutenção seja feita com base na análise de dados.

3. Inovação colaborativa

A conectividade e a inovação trazidas pela Quarta Revolução Industrial exigem que as soluções funcionem através de plataformas de colaboração e parcerias, como ocorre com as tecnologias open source.

4. Formatos organizacionais

É claro que a inovação, por si só, não funciona. Portanto, a estrutura empresarial também sofreu adaptações, com o surgimento de outras funções, a inserção de novas soluções e a alteração dos modelos de negócios.

A combinação de todos esses pontos oferece inúmeros benefícios para companhias e colaboradores. Facilita processos, aumenta a produtividade, estreita o relacionamento com o consumidor, oferece soluções personalizadas, agrega valor à marca, amplia a rentabilidade e favorece a comunicação entre os times.

Sim, muitas coisas mudaram e outras ainda devem mudar. A verdade é que a aplicação do cloud computing oferece um mundo de possibilidades, contribuindo para o crescimento exponencial das organizações como um todo.

De malas prontas para o futuro

A tecnologia é democrática. O que quero dizer com isso é que os avanços profissionais proporcionados por cloud computing não são exclusivos do segmento de TI. São frutos colhidos por empresas de todos os portes e áreas de atuação, por freelancers e microempreendedores individuais, até multinacionais.

Ou seja, empreendimentos de todos os tipos estão dedicados a desenvolver novas habilidades, em maior ou menor grau, para entender e implementar a tecnologia em nuvem a processos internos e externos.

O uso desses serviços, assim como a adoção de ferramentas relacionadas, não para de aumentar. Há quem diga que até 2025 a estimativa é de que a esfera de dados atinja a marca de 163 ZB – mais de um trilhão de gigabytes!

O mesmo autor afirma que existem diversas vantagens para as organizações que caminham em direção a soluções de armazenagem de dados híbrida (uma mistura de servidores próprios e em nuvem) ou 100% em cloud. A lista inclui “gestão e infraestrutura de TI simplificadas, acesso remoto de praticamente qualquer lugar do mundo com conexão estável e o custo-benefício proporcionado por cloud computing.”

O texto também revela que, devido ao reconhecimento desses benefícios por parte das empresas, o investimento em nuvem deve aumentar consideravelmente nos próximos anos, com a implementação de algum tipo de serviço estratégico nesse sentido pela maioria das organizações. A projeção é que de 60 a 70% de todos os softwares, serviços e tecnologias estejam baseados em cloud computing até 2020.

E não é só isso. O ritmo acelerado de crescimento traz as mais diversas previsões para o futuro. A Forrester, por exemplo, elaborou um estudo bastante abrangente com previsões para este ano. Algumas delas são:

  • Amazon Web Services (AWS), Google e Microsoft serão responsáveis por 76% de toda a receita de plataformas em nuvem, podendo responder por 80% até 2020;
  • o mercado global total de nuvem pública será de US$ 178 bilhões em 2018 (em 2017, era de US$ 146 bi), com taxa de crescimento anual composta de 22%;
  • pessoas vão parar de questionar a assertividade do cloud computing para os negócios;
  • programas de treinamento terão crescimento acelerado para incentivar a mudança cultural.

O blog da IQVIS compartilhou alguns pensamentos sobre como o cloud computing estará em 2020. Uma das previsões é que, em menos de dois anos, os dispositivos vestíveis terão participação mais ativa na vida das pessoas, especialmente em se tratando do monitoramento da saúde do usuário.

“Isso terá impacto em empregos dos setores de transporte e de policiamento. A experiência do usuário é o desafio mais importante para que isso aconteça. No entanto, coisas como tatuagens inteligentes e implantes digitais talvez tornem esse distanciamento menor.”

A questão da mobilidade também faz parte da lista divulgada pela publicação, uma vez que a força de trabalho poderá escolher os horários e locais para desempenhar suas funções, graças a ecossistemas de colaboração.

A digitalização em escala global deve, ainda, fazer com que softwares estejam por todos os lugares – do varejo aos serviços de transporte de passageiros. Segundo o texto, “aplicativos serão responsáveis por data centers, redes de servidores e armazenamento em nuvem. Os negócios que não mergulharem nesse processo certamente terão que lutar para sobreviver.

Por fim, é bastante provável que os nativos digitais estejam por todos os cantos, gerando conceitos com mindsets diferentes, tendo a questão da segurança de dados como o principal desafio de suas carreiras profissionais.

Em termos gerais, a Quarta Revolução Industrial exige que as empresas abandonem práticas tradicionais e encontrem novas maneiras de pensar e conduzir suas ações. É uma busca incansável por inovação para todos aqueles que desejam permanecer competitivos no mercado.

E você, o que tem feito para abraçar a transformação digital e abrir vantagem competitiva nos negócios?

Data da última atualização: 04/12/2018


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Tiago Magnus

Atuou nos últimos 10 anos em projetos digitais com marcas como Lenovo, Carmen Steffens, Mormaii, Carrefour, Centauro, entre outras, e como sócio de uma das principais agências digitais do Brasil. Hoje, é diretor de Transformação Digital na ADVB e fundador do Portal TD.


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