19/11/2018

Não busque a felicidade, busque um sentido

felicidade e sentido para a vida

Há toda uma indústria atual, seja de livros de autoajuda ou de ideias pré-concebidas, que nos faz crer que, na vida, temos (quase que uma obrigação) de ser felizes.

A busca pela felicidade se tornou algo tão obsessivo que às vezes nos faz esquecer de que, muito além dos prazeres que nos são dados pelo consumo, é preciso ser responsável – e é, no exercício da responsabilidade, que efetivamente encontramos o contentamento. Não como objetivo, mas como subproduto de nossas escolhas conscientes.

Estamos no ápice da humanidade. Qualquer indivíduo fora da linha da pobreza vive melhor que qualquer rei do século XVII. Pense em toda a alimentação, vestuário, lazer, facilidade de transporte, sistema de saúde que lhe é ofertado.

Um indivíduo de classe média, mesmo no Brasil, tem praticamente acesso a tudo. E, no entanto, não é através do conforto material e dos prazeres do entretenimento que somos felizes.

Então, o que é preciso para ser feliz?

O escritor, psiquiatra e sobrevivente de campos de concentração, Viktor Frankl, escreveu um livro que se tornou um best-seller no pós-guerra e continua a ser um sucesso até hoje, porque talvez tenha encontrado esta resposta.

No livro Man’s Search for Meaning (em português, Em busca de sentido), Frankl narra sua experiência em Auschwitz, por onde passou mais de três anos e como, diante da perda de tudo, encontrou forças para viver e dar significado à sua vida.

Frankl conta sua história de sofrimento sem afetações, nem pieguismos. Relata como, ao encontrar este significado, recarregou as energias do seu corpo e da sua mente tanto nos períodos de turbulência, quanto após a sua libertação.

Segundo o autor, é possível encontrar sentido na vida de três formas:

  1. No trabalho, fazendo algo significativo;
  2. No amor, dedicando-se a uma outra pessoa;
  3. No sofrimento, por meio do exercício da coragem em momentos difíceis.

E o dinheiro?

Não é sem razão, portanto, que ouvimos muita gente rica confessar que o dinheiro não traz felicidade. Afinal, se ele não sustentar uma das três formas acima, não há nada no mundo que possa resultar em contentamento.

Reflita: quantos de nós já não tivemos uma rápida chama de alegria por uma compra desejada, um prazer sexual intenso ou um presente material recebido e, passados dias ou semanas, tudo aquilo deixou de ter seu impacto inicial e se dissipou no cotidiano?

Por outro lado, pense nas suas maiores alegrias, aquelas que realmente foram marcantes: conquistas profissionais, o encontro de um grande amor, o nascimento dos filhos, a doação do seu tempo à comunidade ou o enfrentamento de seus maiores medos.

Não foi aí que você moldou o seu caráter e determinou quem de fato você é? Não foi aí que você se sentiu plenamente feliz? Aposto que a resposta é um grande SIM.

Portanto, quando o moral estiver baixo e tudo parecer sem sentido, lembre-se das lições de Viktor Frankl: a forma como você responde ao imponderável da vida determinará quem você é. E, de quebra, a felicidade surgirá sem você nem esperar. 😉

Data da última atualização: 03/12/2018


O que você achou desse conteúdo?


Danilo Amaral

Já foi advogado de M&A, CEO de companhia aérea, gestor de fundo de venture capital por anos e também lutador amador de boxe. Morou em Piracicaba, São Paulo, França e Nova York. Hoje rema canoa havaiana em Ilhabela, onde se tornou campeão brasileiro na categoria master. É pai da Eva e da Carmen e sortudo por estar casado com a Gabi. Além disso, adora ajudar empreendedores, mostrando a realidade de se montar um negócio e os obstáculos que precisam ser enfrentados (não se pode parar de remar!).


    no-busque-a-felicidade-busque-um-sentido