8 ícones femininos para se inspirar

icones femininos para se inspirar mulher escrevendo em caderno

Como uma mulher de origem humilde conseguiu realizar uma das maiores marcas do mundo da moda? O que uma menina de interior aprendeu com a tia para hoje comandar uma das maiores redes de varejo do Brasil? Qual foi o potencial que uma mulher “quebrada” viu em uma feira afro?

Para essas e outras perguntas, encontre respostas e inspirações nas oito histórias abaixo que selecionamos em homenagem ao Dia Internacional da Mulher:

Adriana Barbosa – “Foi a falta de emprego que me levou a empreender.”

Criada apenas por mulheres (bisavó, avó e mãe) e frequentadora de reuniões da militância negra e baladas black desde jovem, hoje Adriana encontra-se na lista de 51 negros mais influentes do mundo, junto de atores brasileiros como Lázaro Ramos e Taís Araújo, além de celebridades internacionais como Beyoncé e Barack Obama.

Depois de ser demitida de uma gravadora onde trabalhava, começou a fazer bazares de rua, vendendo roupas, quando surgiu a ideia de criar a Feira Preta, em 2002 – ideia que se tornou a maior feira afro da América Latina. Para a primeira edição contou com o apoio da Unilever, da Kaiser e da Red Bull. Desde então, mais de 130 mil pessoas passaram por lá.

Em busca de disseminar a cultura negra, celebrar suas diferentes formas e estimular empreendimentos, os estandes do evento reúnem produtos e serviços voltados a essa etnia, desde roupas e produtos de beleza à literatura, decoração, cinema e muito mais. Atualmente, Adriana lidera essa exposição que já acontece em diferentes estados no formato de franquia social.

Alcione Albanesi – “Não podemos aceitar o mais ou menos, em nada.”

Fundadora da FLC, companhia especializada na venda de lâmpadas, Alcione também lidera a Amigos do Bem, organização que doa alimentos e realiza iniciativas educativas no Nordeste.

Além disso, foi a primeira mulher a abrir uma loja de materiais elétricos na Santa Ifigênia e, para inovar em meio aos concorrentes, investiu no autosserviço. Em 1992, com grandes intenções, foi para a China sozinha em busca de lâmpadas mais baratas. Porém, na compra inicial, Alcione não se deu muito bem – adquiriu lâmpadas que não funcionavam aqui no Brasil.

Mesmo assim, com esse primeiro erro, ela não desistiu. Voltou e realizou uma segunda compra e, aí sim, acertou em cheio: importou as primeiras lâmpadas econômicas para o Brasil, que logo foram as substitutas para as incandescentes tradicionais em racionamentos de energia estipulados pelo governo, os conhecidos “apagões”.

Depois de mais de 70 viagens para a China e de investir na primeira fábrica de leds no nosso território, Alcione lidera uma das maiores marcas desse nicho.

Camila Achutti –  “Você pode aprender tudo o que quiser.”

Em seu primeiro dia de aula na graduação (Ciência da Computação pela USP), Camila se deparou com um fato que nunca havia notado até então: pouquíssimas mulheres nessa área. Em sua turma mesmo, ela era a única.

A partir disso, a estudante começou uma pesquisa sobre ícones femininos da tecnologia – o que mulheres realizaram e o que estavam desenvolvendo – e resolveu criar o blog Mulheres na Computação para compartilhar todas essas descobertas.

Então, nada foi visto como era antes. Hoje, já formada, além de incentivar a representatividade feminina em negócios de inovação, Achutti é CEO de duas startups – a Ponte 21, com foco em consultoria, e a Mastertech, uma plataforma de educação em tecnologia que agrega cursos e workshops.

A CEO também incentiva o letramento digital nas escolas. Atualmente, atende grandes empresas como Renault, Leroy e Itaú.

Coco Chanel – “A moda não é uma arte, é um negócio.”

Impossível existir neste mundo e nunca ter ouvido falar sobre esse grande ícone que revolucionou a moda em escala global. Porém, o que muitos não sabem, é que Gabrielle Bonheur Chanel teve uma infância difícil: depois de perder a mãe com apenas 6 anos, foi deixada em um orfanato pelo pai, onde viveu até seus 18 anos. Nesse período, e entre idas e vindas à casa de tias, aprendeu a costurar.

Aos 20 anos, morando em um pensionato, começou a trabalhar em um armarinho e ali decidiu que seu destino era ser estrela. Foi assim que, entre 1905 e 1908 (durante uma breve carreira de cantora), teve seus primeiros contatos com a alta sociedade. A partir de então, e em meio a alguns romances, iniciou sua jornada na moda.

Suas primeiras criações foram looks com chapéus e diferentes penteados, mas logo isso não foi mais suficiente para a sua alma criativa: um dia resolveu reinventar uma antiga malha de um dos seus namorados e tal modelo fez sucesso – em pouco tempo vendeu 10 manequins iguais. Com esse estrondoso sucesso, abriu suas duas primeiras lojas entre 1911 e 1913.

A partir disso, entre altos e baixos como a Primeira Guerra Mundial e a falta de consumidores nesse período, Coco conseguiu inovar de acordo com as necessidades do seu tempo a partir da mistura de roupas femininas e masculinas às pérolas, braceletes e o famoso perfume Chanel nº5 – número de sorte da estilista. Trabalhou até os seus 87 anos, recriando ativamente e mantendo seu negócio legendário.

Luiza Helena Trajano – “Faça perguntas!”

De Franca, interior de São Paulo, Luiza Helena Trajano é a Presidente do Magazine Luiza, fundado por sua tia (também Luiza). Desde jovem acompanhou o desenvolvimento do negócio, passando por todos os setores até chegar ao topo do comando. Hoje ela é referência em empoderamento feminino no mercado de trabalho.

Dentre as inúmeras inovações que desenvolveu como líder, destacam-se duas: o lançamento de um dos primeiros e-commerces nacionais e a criação da Liquidação Fantástica, saldão de mostruário geralmente realizado todo mês de janeiro, e que se difundiu entre os concorrentes.

Além disso, Luiza se sobressai no assunto Gestão de Pessoas: ela acredita na equipe e faz do seu time uma grande família. Investe nos potenciais que a cercam e em suas melhores habilidades. Essa área do Magazine desenvolve diversos planos de carreira e oferece treinamentos e cursos técnicos.

A cultura organizacional é a menina dos olhos dessa Presidente. Tornou-se tão importante e bem conceituada que virou um case de sucesso em Harvard! Incrível, não?

Maria Luisa Rodenbeck – “Quero falar com Howard Schultz.”

Provavelmente essa frase de Maria Luisa te soe um pouco estranha, mas foi a partir dela que essa empresária iniciou o seu plano de trazer a maior rede de cafeterias do mundo para o Brasil – a Starbucks. Essa negociação, que durou 9 anos (sim, isso mesmo!), foi realizada por meio de muita determinação e persistência.

Todo mês, durante esse longo período, Rodenbeck sempre dava um jeito de marcar presença e ser relembrada por Howard Schultz, CEO da companhia: telefonava, mandava carta e, até mesmo, fazia sugestões de como algum serviço da marca poderia ser aprimorado.

Maria Luiza faleceu fatalmente em um acidente de carro em 2007, 10 meses depois da abertura da primeira loja brasileira. Porém, até hoje é relembrada como uma gestora sensível, focada nas pessoas e crente de que emoção e eficiência podem caminhar juntas.

Oprah Winfrey – “Aquilo que você mais teme não possui poder algum.”

Apesar do sucesso, Oprah não teve um início fácil. Nasceu em uma família de poucos recursos e sofreu abusos de um tio e de um primo durante quatro anos da sua infância. Aos 13, fugiu de casa e foi morar com o pai. Ele, diferentemente da mãe, a incentivou nos estudos – e essa foi a primeira grande virada na vida desse ícone.

Desde a adolescência, Winfrey gostava de interagir com o público: descobriu isso aos 17 anos, trabalhando em uma rádio que era voltada para a comunidade afro-americana. Em seguida, foi âncora em um jornal local e, assim, sua carreira deu os primeiros passos.

Em 1976, já formada em Comunicação e Artes Cênicas, tornou-se apresentadora de um programa matinal de 30 minutos e foi muito bem recebida pelo público. Mas somente em 1985, seu talk show finalmente recebeu o nome de The Oprah Winfrey Show. Depois disso, não é necessário contar, certo? Foi sucesso total!

Oprah é uma inspiração de empreendedorismo porque, além de apresentadora, é empresária (Harpo Productions), atriz e dubladora (A cor púrpura e A princesa e o sapo, por exemplo), produtora (Oprah’s Master Class), autora (O que eu sei de verdade, The Wisdom of Sundays, entre outros títulos não traduzidos) e jornalista (60 minutes da CBS News).

Em 2004, Winfrey foi considerada a primeira negra a se tornar bilionária, e hoje é reconhecida por seu apoio a causas como a conscientização do abuso sexual de crianças, representatividade negra e feminismo.

Paola Carosella – “Sem desejo não atravessamos nem a rua.”

Chef de cozinha, encantou-se pela culinária já pequena, quando via sua avó cozinhar com muito amor e dedicação. Por conseguinte, aos 18 anos, decidiu que era essa a carreira que gostaria de ter.

Em 1992, começou como estagiária em um restaurante de Buenos Aires. Depois, trabalhou por nove anos com o famoso chef Francis Mallmann e, com ele, muito aprendeu. Porém, havia chegado o momento em que ela gostaria de ter o seu próprio empreendimento.

Veio para o Brasil e abriu o seu primeiro negócio, o restaurante Julia Cocina, com um sócio – mas essa relação não deu muito certo. Assim, em 2008, Paola se viu em outro estabelecimento (badalado, inclusive), com outros sete parceiros argentinos: o Arturito.

Esse restaurante fez muito sucesso, a culinária da chef sustentava o lugar, contudo ela não era feliz. Sonhava com um ambiente que remetesse às suas origens, à cozinha da avó, e não ao lugar cosmopolita onde se encontrava.

Com muita coragem, e mesmo repleta de dívidas, Carosella decidiu encarar um empréstimo de R$2 milhões, comprar todas as partes dos sócios do Arturito e reestruturar o lugar. Foi dessa maneira, com trabalho e persistência, que, depois de duas sociedades ruins, finalmente ela se realizou como chef e empreendedora. Hoje, não é à toa que se tornou uma das cozinheiras mais conhecidas do Brasil.

Gostou?

Esperamos que todas essas histórias tenham mostrado a você que é possível construir um negócio bem-sucedido.

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Raquel Lisboa

Graduada em Letras. Adora cachorros, filmes românticos e literatura em geral. É viciada em seriados e chocolate.


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