30/07/2018

Entrevista na Nuvem: o que você aprendeu sendo pai?

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Tendo alguma vez sonhado em ter filhos ou não, a paternidade geralmente é um momento muito especial na vida de um homem. E marca o momento em que ele será responsável por cuidar e ensinar uma criança para que ela se torne um adulto capaz de contribuir positivamente para a sociedade. Baita desafio!

Para homenagear esses pais que diariamente se preocupam com o crescimento e aprendizado dos filhos, chamamos os super pais da Nuvem Shop para contar um pouquinho de como é essa experiência: Alan (Atendimento ao cliente), Efrain (Marketing de conteúdo), Marcos (Design) e Romano (Atendimento ao cliente).

1.Qual a primeira coisa que você pensou quando descobriu que ia ser pai?

Alan: a primeira coisa que pensei foi se eu estava pronto para ser pai, foi um misto de alegria e ansiedade.
Efrain: “ixi, ferrou!” Rsrs. Fiquei nervoso, porque você sabe que sua vida vai mudar, mas, sempre quis ter filhos, então tive diversos flashback do futuro (não sei se isso é possível). Foi uma sensação de alegria, medo e ansiedade.
Marcos: “tô ferrado…” em ambas hehehehe. Independente de o quanto você tente se preparar para esse tipo de notícia, a verdade é que nunca está realmente pronto e precisa se acostumar com isso.
Romano: tive uma mistura de sensações, uma alegria contagiante e ao mesmo tempo um medo incontrolável de não saber se seria um bom pai.

2.Assim que recebeu a notícia, você chegou a pesquisar sobre a paternidade, primeiros cuidados com filho ou optou por aprender na prática?

Alan: optei por aprender na prática, mas minha mãe me ajudou com muito conhecimento, já que teve três filhos.
Efrain: assim que recebi a notícia, fiz várias coisas, como arrumar a vida para preparar a chegada dele. Um pouco antes (2 a 3 meses) de ele chegar, fiz curso de paternidade na Associação de Médicos.
Marcos: acho que isso tem a ver com o meu perfil: preferi aprender na prática.
Romano: eu pesquisei muito sobre a paternidade, assisti a muitos vídeos, li diversos blogs. Fiquei super interado no assunto! rs

Romano com seu filho Lucca (2 anos)

3.Qual foi a sensação quando viu seu filho/filha pela primeira vez?

Alan: nossa, não tenho palavras pra descrever, acho que foi o momento que mais fez sentido na minha vida. Chorei muito e agradeci muito naquele momento por poder ver meu filho nascer.
Efrain: sinceramente, não sabia o que pensar, minha cabeça estava fora de si. A única coisa que queria era vê-lo e tê-lo nos meus braços. Embora lembre que pouco depois de tê-lo nos meus braços, pensei “caramba…parece com meu sogro”, mas logo percebi que era porque estava enrugado e carequinha rsrs. É uma sensação maravilhosa, a vida parece que tem outro sentido, aquela expressão “…quando um filho nasce, nasce um pai…” é muito verdade, talvez porque a sensação é de que um “novo” você nasce vendo aquele rostinho.
Marcos: acho que não tem um nome para o que senti. São muitos sentimentos diferentes, em uma intensidade muito grande. É engraçada a forma como o meu corpo reagiu: ao mesmo tempo tremia muito, sentia uma vontade enorme de chorar mas não conseguia, tampouco falar…Eu literalmente as vi nascer, então isso tudo foi bem maluco!
Romano: o Lucca teve um nascimento prematuro, pois a mamãe dele teve pré eclâmpsia e ele nasceu de 32 semanas, com 32 cm e 1,3 kg aproximadamente, então teve um cuidado diferente de um nascimento normal. Quando o vi pela primeira vez, tão pequeno e tão “indefeso”, percebi que ele era um guerreiro por ter vencido essa batalha da vida e que eu precisava ser muito forte para o que estava por vir: UTI neonatal e tudo mais. Minha sensação foi de extrema alegria e felicidade por saber que ele estava bem.

4. Para você, qual é a melhor parte de ser pai?

Alan: a melhor parte é vê-lo crescer, deixar de ser um bebê e ir se tornando mais velho e consciente das coisas.
Efrain: ter alguém para compartilhar as descobertas do mundo. Minha frase favorita é “…ó papai, você sabia que…”, é a frase que me desarma.
Marcos: vê-las crescer é a coisa mais legal de todas, consigo aprender muita coisa. Além disso, receber carinhos é incrível!
Romano: a melhor parte de ser pai é se redescobrir, como podemos amar alguém de uma forma tão simples e ficar feliz apenas com a felicidade dele!

Marcos com suas filhas Luiza (2 anos) e Sofia (7 anos).

5.Que tipo de atividade você mais gosta de fazer com seu filho/filha?

Alan: eu gosto de fazer tudo, fazer parte do dia dele já me deixa muito feliz, mas ele gosta muito de brincar com carros e assistir desenhos.
Efrain: contar historinhas, passear (um filho segurar sua mão não tem preço), brincar de “imaginação” (qualquer coisa que possamos imaginar). Nadar, cantar “rock”.
Marcos: com certeza assistir desenhos, passear/brincar e claroooo tarefas escolares!
Romano: gosto muito de brincar com ele seja de carrinho, basquete, de correr. Viajar juntos e perceber a alegria dele em ver coisas simples da vida que muitas vezes não damos valor algum e ele fica encantando, como um pássaro ou um cachorro.

6. Alguma vez você já sentiu como se não fosse dar conta de criar uma criança? Se sim, como se motivou?

Alan: muitas vezes, principalmente quando chego do trabalho. Acredito que todas as crianças sempre precisam de muita atenção, fazem de tudo para você passar um tempo com eles e não entendem se você está cansado ou não. O que sempre faço é definir o que realmente é importante no meu dia e reservar um tempo onde só me dedico à brincar e passar o tempo com ele.
Efrain: desde o primeiro momento o rosto dele nos dá essa inspiração necessária, um sorriso passa a sensação de que “vai dar tudo certo”. Eu confio em Deus, então, eu entendo que o filho é um ser emprestado, entendo que quem cuida mais do que eu possa cuidar, é Ele.
Marcos: sim, sempre! Criar alguém é uma tarefa gigantesca. A motivação vem de um misto de senso de responsabilidade (sim, ela é sua INDEPENDENTE DE QUALQUER COISA) e uma bela de uma dose de amor.
Romano: sim, principalmente quando ele saiu da UTI neonatal após longos 30 dias, ele era muito pequeno eu tinha muito receio de dar banho e até trocá-lo, mas eu me motivei pelo fato que a cada dia que passava eu o amava mais, então sentia essa necessidade e motivação de cuidar dele e que até hoje existe dentro de mim.

Efrain com seu filho Pablo (5 anos).

7.Como a paternidade mudou o seu modo de ver o mundo?

Alan: acredito que mudou o modo como encaro os meus atos e responsabilidades, tudo o que faço pode refletir nele ou na vida dele.
Efrain: poxa, de tantas formas, mas talvez a maior é que quando me tornei pai, nunca mais pensei em ser “alguém” ou que meu crescimento profissional fosse pra mim, agora é tudo para ele.
Marcos: diria que mudou completamente, por exemplo, consigo olhar as pessoas com muito mais empatia, me irrito um pouco menos com as coisas, tento entender melhor as situações e olhar por todos os ângulos.
Romano: o Lucca realmente mudou minha vida, hoje não consigo mais pensar em algo sem antes pensar nele. Eu sou mais focado no trabalho, pois sei que estou trabalhando para poder dar o melhor para ele, hoje eu me cuido mais para ter mais saúde e disposição para brincar com ele. Dirijo com mais cuidado e por aí vai…

8.Cite duas (ou mais) coisas que você aprendeu com o seu filho/filhas?

Alan: aprendi que um sorriso faz a diferença, não consigo contar quantos sorrisos dele me salvaram de dias difíceis e me ajudaram a salvar outras pessoas no meu dia a dia. Também aprendi que as crianças se desenvolvem e crescem muito rápido, aproveite cada instante com os seus filhos, porque quando fechar os olhos, eles já estarão diferentes.
Efrain: aprendi mais sobre responsabilidade, paciência e passei a achar que ouvir é mais gostoso.
Marcos: se divertir. Acho que ao longo do processo de crescer a gente tem uma tendência de perder a capacidade de se divertir. Eventualmente nos divertimos, mas não de uma forma tão simples quanto uma criança. Aprendi também a ser mais empático.
Romano: que vale muito mais dar um tempo de qualidade para ele do que qualquer brinquedo. A felicidade está nas pequenas coisas mesmo, num sorriso dele ou até mesmo quando ele dorme no seu colo. Quando achamos que não estamos preparados para ser pai, eles nos ensinam que ser pai antes de ter qualquer responsabilidade é transmitir amor por aquela pequena vida.

Alan com seu filho Enzo (3 anos).

9.Quais valores você se preocupa em passar para ele/elas?

Alan: o que mais me preocupo é ensinar para ele que existem limites para as coisas e atos, assim como também dar a liberdade dele entender se o que fez é certo ou errado. Mostrar que a conversa é o pilar de tudo faz com que o seu filho cresça com esse pensamento, sendo mais aberto e te escutando mais.
Efrain: eu prezo muito pela imaginação, quero que ele explore isso….Acho que fica difícil decidir um ou várias valores, porque cada situação vai aparecendo uma coisa nova para ensinar e/ou aprender. O mais importante é que a vida é sensacional, que a vida pode ser do jeito que ele quiser, sempre que ele for educado, se esforçar, confiar em Deus e respeitar.
Marcos: não sei se tem um valor específico que quero passar para elas. O que quero, sim, é que elas sejam protagonistas da própria existência, felizes e que sejam boas pessoas para o mundo. Acredito que o meu papel aí é o de dar as ferramentas para que essas coisas aconteçam.
Romano: quero passar o valor real da família, que na vida temos muitos amigos, mas a família em primeiro lugar. Que ele honre o seu pai e sua mãe, pois quem obedece a eles sabe como se comportar em qualquer ambiente. E o valor que quero passar a ele é que seja muito feliz, que dê o melhor de si em tudo. Mas que também saiba se divertir muito!

Uma última mensagem…

Ser responsável por cuidar de uma outra vida é uma das tarefas mais difíceis e especiais que se pode ter. E está a nossa homenagem para todos os pais que esforçam para participar ativamente da vida dos filhos, feliz Dia dos Pais!

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Data da última atualização: 02/08/2018


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Renata Estevo

Renata é formada em relações internacionais e trabalha como consultora de e-commerce na Nuvem Shop. Adora colecionar cartões postais, não perde um jogo do seu time do coração, o Chelsea FC, e também não passa um dia sem usar o Pinterest.


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