História em quadrinhos também é nicho de e-commerce com a Comic House

Loja de HQ Comic House

Histórias em quadrinhos são praticamente uma unanimidade. Pelo menos quandro criança, alguma vez na vida, já viajamos nesse mundo de super-heróis, desenhos e onomatopeias.

Mas o número de adultos aficionados por esse tipo de leitura também é enorme, e a busca por temas profundos, densos e reflexivos é contínua. Não é a toa que os quadrinhos são considerados a nona arte.

O bate-papo de hoje é com o Manassés Filho, um amante dos HQ’s que resolveu trabalhar com o que gosta. Sua loja, a Comic House, começou como loja física há 13 anos e hoje vende para o Brasil inteiro por meio da loja virtual com um acervo aproximado de cinco mil revistas.

Como surgiu o interesse por Comic Books? Você é um amante de histórias em quadrinhos?

No meu caso, o interesse por HQs ocorreu aos sete anos de idade. Porém, elas realmente ganharam uma importância artística aos 17, 18 anos, quando tive contato com quadrinhos voltados ao público adulto e que, por sua vez, apresentavam-me textos que questionavam a sociedade, a política e a própria condição do ser humano em meio à busca por redenção.

Neste cenário, obras como Maus, Palestina, Persépolis, Gen – Pés Descalços, Às Inimigo – Um poema de guerra, Ao coração da tempestade, Tangências e tantos outros contribuíram para a minha formação como leitor.

Como começou a ideia de vender esse produto?

Sou um defensor do lema “devemos trabalhar no que gostamos”. Então, aos 19 anos, nutria o desejo de ter meu próprio negócio. Porém, encontrava-me dividido entre três paixões: uma livraria, uma videolocadora, ou uma loja especializada em quadrinhos.

A ideia da livraria foi descartada em virtude da profusão de títulos e gêneros, o que me colocaria em situações constrangedoras de conseguir informar ao cliente detalhes sobre o livro. A videolocadora, por sua vez, era uma proposta que me fazia “brilhar os olhos”, mas os downloads de áudio que tiveram início no começo do Século 21 certamente chegariam aos arquivos de vídeo.

Assim, por eliminação, restou-me a comic shop, que iria proporcionar uma relação cliente/empresa/produto com mais transparência e informações relacionadas às HQs. No ano de 2003, a Comic House nasceu e permanece até hoje.

Qual vocês consideram que é o principal diferencial da loja?

Acredito que uma empresa não pode visar apenas o lucro pelo lucro, pois o monetário – na minha opinião – é uma consequência de vários fatores. No caso da Comic House, sempre foi primordial que ela não ficasse estigmatizada como uma loja que apenas oferece quadrinhos de super-heróis, mas que apresentasse as várias vertentes da Nona Arte. Mostramos que existe uma produção de quadrinhos nacionais, que não deixam nada a dever a qualquer um publicado em qualquer canto do globo.

Pensando assim, em 2010 iniciei o projeto de realizar sessões de autógrafos com quadrinistas de toda nossa terra brasilis. Com isso, até o presente momento, já foram realizadas 36 sessões de autógrafos. No entanto, desejava algo a mais desses eventos, e achei que seria interessante promover um bate-papo entre autor e leitores um dia antes da sessão de autógrafos. Hoje, o evento passou por algumas reformulações e foi incluído a leitura dramática com elementos do teatro e uma apresentação que relaciona obra/autor e suas referências.

Você teve algum receio de criar uma loja online? Quais foram os principais desafios?

Receio algum, pois acredito que possuir uma loja virtual é possuir uma loja em cada lugar do mundo. O produto encontra-se disponível para todos aqueles que de alguma forma possuem alguma limitação em adquiri-lo.

Como é o trabalho de divulgação da loja? Quais canais vocês utilizam e quais as suas estratégias?

Por meio de sites (como o Universo HQ, HQ Maniacs e o Blog dos Quadrinhos), blogs especializados e nossa carteira de clientes virtuais, que ultrapassa dois mil leitores.

Como vocês usam as redes sociais?

Instagram, Twitter e Facebook formam nossa tríade com postagens diárias e interativas. Vale ainda citar a grande importância do WhatsApp em nossos contatos com clientes, pois conseguimos com maior dinamismo fazer com que todos sejam informados em tempo real sobre as novidades que esperam por eles em nossa loja.

Como foi a escolha pela plataforma da Nuvem Shop?

Foi sem grandes dificuldades, pois ela apresentava soluções práticas para o cadastramento de clientes e produtos, layout customizável, venda e integração com empresas de crédito e permitia configurar a tabela de frete e integrá-la ao checkout Cielo e MOIP, o que é o mais importante. .

Agora que você já tem uma certa experiência com e-commerce, teria algum conselho para compartilhar com quem está começando?

São os mesmos de quem possui uma loja física. A empresa deve priorizar a transparência, oferecer sugestões ao cliente, conhecer o produto, cumprir prazos, possuir metas e acima de tudo planejar, organizar e executar sempre com muita reflexão e nunca por impulso.

Acredito também que toda empresa deve ter uma responsabilidade, seja social, cultural ou até ambas. Só assim faremos nossos empreendimentos serem mais do que apenas lugares que visam o lucro e contribuiremos para um futuro mais justo e igualitário.

Gostou?

Agradecemos ao Manassés por dividir suas experiências conosco e desejamos sorte nesta empreitada!

E você? Tem vontade de transformar sua paixão em um negócio ? Que tal fazer como a Comic House e abrir uma loja virtual para vender para o mundo todo? Faça um teste grátis de 15 dias na plataforma da Nuvem Shop, conte com o nosso suporte para te ajudar a colocar a loja no ar e compartilhe sua experiência conosco.


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Luna Pontes

Luna é jornalista com foco em vídeo, mas também adora escrever. É cantora e libriana, o que a fez levar muito tempo para escolher as palavras dessa bio.


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