6 dicas de marketing por geolocalização

Marketing geolocalizado
A maioria das empresas que possuem negócios locais e usam a segmentação baseada na localização estão desenvolvendo uma forma de aproximar as pessoas de sua sede. Hoje, vou deixar alguns growth hacks e insights sobre isso para você implementar. Algumas dessas dicas podem parecer familiares – são princípios de marketing digital -, mas outras estão totalmente fora da esfera comum.

Então, vamos…

1. Use seus dados

Seus dados sempre serão relevantes. Você possui mais informação do que pensa sobre sua audiência e pode aproveitá-la na hora de criar um campanha por geolocalização. Responda perguntas como:

  • A que horas você possui maior engajamento no seu blog?
  • As pessoas acessam mais usando wifi ou internet móvel (3G, 4G)?
  • Quais os dias da semana de maior acesso?
  • Existe algum evento ou ocorrência anual/mensal que aumenta o tráfego do seu site/blog?

Com esses dados, você pode definir se os usuários acessam seu site/blog no caminho para o trabalho, no trabalho, na volta, em casa ou se algum evento influência a sua audiência.

Não se torne vítima da visão míope das campanhas comuns de geolocalização: muitas empresas anunciam na hora errada e no lugar certo, mas se as duas não coincidirem seus resultados serão reduzidos (e muito).

As empresas mais inteligentes procuram saber como seus clientes usam seus smartphones antes de criar uma campanha. Com isso, entendem quando sua audiência está pronta para receber alguma peça publicitária ou conteúdo, o momento certo. Sabem se estão no wifi de casa ou do escritório, o tempo e o lugar ideais para atingir seus clientes com ofertas e mensagens relevantes.

Além disso, não se limite a apenas saber quando o usuário está em casa ou no trabalho, mas quando ele realmente está interagindo com o smartphone. Para isso, vou deixar um hack que com certeza será muito interessante para você: o Google lançou uma ferramenta chamada Data Gallery que pode ajudá-lo a conhecer melhor o comportamento do seu público. Basta escolher o segmento e a plataforma desejados.

2. Cuidado com a super segmentação

Esta é uma lição que aprendi “quebrando a cara”: resista à tentação de segmentar demais a sua campanha.

Claro, a segmentação por geolocalização é bastante eficaz, mas há um engano no marketing. Muitos profissionais pensam da seguinte forma: “se uma segmentação é boa, aprofundá-la será melhor ainda”. Tenho visto, porém, que quando se trata de marketing por geolocalização a realidade é inteiramente o oposto disso.

Você só vai precisar basicamente de dois tipos de segmentação (geosegmentação e demográfica). Em algumas circunstâncias, poderá considerar incluir uma outra forma de segmentação, mas a geosegmentação por si só já reduzirá o tamanho do alcance da campanha consideravelmente.

Segmentando demais você corre o risco de não conseguir usar toda a verba disponível para campanha, pois seu alcance será tão baixo que ela não irá atingir o orçamento diário. E será difícil você conseguir obter uma camada significativa de dados para fazer otimizações.

3. Observe onde você está anunciando

Eu disse para ter cuidado com a super segmentação, mas considere a plataforma onde você está anunciando. Muito das exceções à regra são reflexo da plataforma na qual seus anúncios estão “rodando”.

Por exemplo: quando começaram os anúncios no Instagram (através do Facebook), eu tive bons resultados adicionando a segmentação por idade e sexo. O Instagram é uma plataforma mais “sensível” do que as outras de publicidade, e somando-o aos excelentes dados de segmentação disponibilizados pelo Facebook pude ter uma campanha segmentada e criativa.

Se você tiver razões para acreditar que uma plataforma pode se comportar de uma maneira diferente, teste adicionar outra camada de segmentação. Não fique com medo de restringir o alcance de sua publicidade – mas vale lembrar que a geolocalização por si já restringe bastante.

4. Teste seu conteúdo

Ao fazer marketing por geolocalização, considere a linguagem usada naquele lugar – se você usar os vícios de linguagem da sua audiência local, terá excelentes resultados. Lembre-se: em São Paulo é “bolacha”, no Rio de Janeiro é “biscoito”.

Então explore bastante as plataformas, use títulos, descrições e imagens que gerem empatia em sua audiência. Ao fazer, por exemplo, uma campanha para São Paulo, tente usar imagens de paulistas reais – e, no Rio de Janeiro, prefira cariocas.

Parece bastante simples, mas já vi muitos comerciais no Brasil cuja peça publicitária continha imagens de pessoas obviamente norte-americanas. Fica algo desconexo! A audiência percebe totalmente a intenção publicitária.

Dica extra: cada plataforma irá se comportar de maneira diferente e terá um resultado diferente quando se trata de trata de marketing por geolocalização, então teste bastante. Alguns canais são excelentes para anunciar enquanto as pessoas estão em movimento, por exemplo.

5. Não foque na perfeição

Tentar alcançar a perfeição no marketing digital é bastante comum, pois você tem acesso a tantas métricas e relatórios que o ideal sempre parece estar a um passo. Mas, se você não aprender a lição agora, vai ficar batendo a cabeça por um longo tempo.

Segmentações com base em geolocalização tendem a não ser exatas. Do total da sua audiência, você deve considerar que entre 10% e 15% estará fora da sua zona segmentada. Aceite isso como padrão de mercado: nenhuma plataforma de publicidade consegue ser exata.

Eu, como Growth Hacker, sei bem o que é isso: a maioria dos meus experimentos falham e a perfeição é algo que não busco há muito tempo.

6. Considere ampliar sua segmentação para campanhas com foco em alcance

Se a sua intenção é divulgar a marca mas seu negócio é local, mesmo assim vale a pena você segmentar sua cidade ao invés do bairro ou uma determinada distância do seu negócio.

Recentemente eu realizei uma campanha para uma agência de viagens e, por se tratar de uma agência tradicional, ela atua atendendo presencialmente. Me pediram para criar uma campanha somente para a Zona Sul do Rio de Janeiro pois queriam aumentar sua base de fãs, mas ao mudar a estratégia e segmentar toda a cidade do Rio de Janeiro os resultados foram muito melhores.

Sabemos que devido ao tipo de internet no Brasil não é possível criar campanhas de geolocalização com mais precisão para desktops. Nos EUA, por exemplo, é possível anunciar para desktops segmentando um Código Postal. Com o tempo, a tecnologia vai melhorando e novas funcionalidades vão surgindo nas plataformas de publicidade.

Hack extra matador!

Se aplicar as dicas de maneira correta, suas campanhas de geolocalização irão render excelentes resultados. Mas não se limite apenas a empresas locais.

Se sua empresa é um serviço, software, aplicativo ou qualquer outro desse segmento, aqui vai um hack bônus que pode trazer bons resultados: fique de olho nos eventos que podem reunir seu público-alvo. No meu caso, são grandes eventos como o FIRE do Hotmart, Fórum E-Commerce Brasil, RD Summit da Resultados Digitais e o Expo Fórum de Marketing Digital da Digitalks.

Dica que funciona bem no Twitter: se o evento tiver uma hashtag, você pode usar a mesma para segmentar sua publicidade somente para quem publicar tal hashtag. Eu uso as duas segmentações em campanhas diferentes, uma para o CEP (é possível no Twitter) do bairro e outra para hashtag.

Você já deve ter percebido que essa estratégia foca quase 90% em mobile, então seu site precisa estar otimizado para isso. Assim, também poderá usar grandes eventos para gerar grandes negócios!

Espero ter ajudado! E não seja tímido: deixe suas dúvidas, dicas e opiniões nos comentários abaixo.

Artigo publicado originalmente pela Goomore.


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Réulison Silva

Réulison Silva é CEO e fundador da Goomore, webdesigner developer, analista de links patrocinados com certificação Google AdWords e Google Analytics, consultor de mídias sociais e growth hacker.


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