13/05/2015

Escolhendo a solução de e-commerce ideal para o seu negócio

Solucao de ecommerce

Sua empresa tem ou quer ter um e-commerce? A verdade é que não há mais dúvidas quanto à necessidade de se lançar a este canal, certo? Hoje, grandes, médias ou pequenas empresas possuem seus sites e, sendo elas de tijolo e cimento (brick&mortar) ou exclusivamente virtuais ou eletrônicas (pure player), ambas descobriram o quanto podem obter capilaridade ou alcance e que um negócio físico demanda muito investimento.

É fato que o varejo tem se transformado e uma das causas é o crescimento do comércio eletrônico, que trouxe novos hábitos de compra, comportamento diferenciado dos consumidores e a necessidade de gestão de produtos, clientes e promoções de forma muito dinâmica.

Se sua empresa já possui um e-commerce, considere o fato de que os executivos de negócios estão mais familiarizados com o benefício das vendas online e que seus clientes desejam mais acordos de parcerias, demandando das organizações completar a sua experiência de compra online e integrar essa experiência com todos os canais (multicanalidade) – e, ainda, as diversas equipes de vendas, marketing e TI, por exemplo, buscando aumentar receita, lucros, engajamento, clientes e conversões.

Claro, o sucesso de seu negócio de e-commerce depende de vários fatores, como: nicho, marketing, distribuição, cuidados com o cliente e gestão de categorias (compra e venda), entre outras tantas características que definem qualquer negócio. Mas um dos fatores determinantes é a escolha da solução sobre a qual o seu site será construído e é isto que vamos abordar neste artigo.

Sem entrar no mérito de estrutura organizacional ou aprofundar na estratégia para suportar sua operação online, a solução contempla a plataforma, o implementador, design e os custos da infraestrutura (interna ou externa) – que é basicamente o que deve ser levado em consideração para que seu projeto seja um sucesso.

Falando da plataforma

Quando falamos de plataforma temos uma vasta gama de opções, desde o desenvolvimento interno até plataformas totalmente integradas de vendas, relacionamento, busca e recomendação, por exemplo, passando por outras já preparadas para receber seu conteúdo e produtos através da simples troca de arquivos eletrônicos.

Considerando a estratégia da empresa e de sua área de tecnologia, que devem andar alinhadas, a escolha pode encaminhar-se por uma decisão econômica – investimento ou despesa (capex vs. opex), comprar um desenvolvimento ou uma plataforma, desenvolvê-la internamente ou, ainda, uma decisão de manter o domínio da aplicação dentro de casa ou usar-se de parceiro estratégico no negócio.

As plataformas de terceiros podem ser avaliadas através de ferramentas disponíveis no mercado, como Quadrantes de Posicionamento de consultorias especializadas (Gartner, Forrester) e através de contatos com outras empresas que já se utilizam de tal serviço ou produto. Para avaliação, utilize-se de uma matriz de características estratégicas com a qual a plataforma possa ser quantificada por um grupo de pessoas após análise de cada uma das opções. É importante que este grupo conheça a estratégia desejada para seu e-commerce, avaliando, por exemplo:

  • Facilidade de criação de novas funcionalidades para atrair mais visitantes, aumentar o ticket médio, reter clientes, aumentar a conversão sempre na ótica do esforço/dependência da TI, do fornecedor ou mesmo de sua equipe de produção (designers e comerciais, por exemplo);
  • Time-to-market ou agilidade para colocar seu produto no mercado, ou seja, o quanto a plataforma te dá liberdade de publicar um produto versus o tempo demandado para as integrações entre sistemas.

Entre outras questões pertinentes à sua empresa.

Capacitação para a implementação

Escolhida a plataforma, o próximo passo é o implementador. Se a escolha for por desenvolvimento interno, garanta que o pessoal seja treinado na tecnologia selecionada e, também, tenha o conhecimento da operação de e-commerce dentro de casa. No caso de uma plataforma de mercado, utilize-se de parceiros do implementador, pois destes são exigidos treinamentos e capacitações para atingir níveis de excelência e uso de aceleradores que farão diferença durante a implementação. Nesta escolha, o uso de matriz para análise do parceiro é fundamental. Analise atributos como:

  • Quadro de técnicos capacitados na tecnologia;
  • Quantia investida anualmente na capacitação dos técnicos que apoiarão o seu projeto;
  • Entendimento do projeto;
  • Custo;
  • Quantidade de aceleradores (para encurtar tempo de implementação);
  • Cases implementados com a complexidade de seu case;

Tudo especificado nas Requisições de Informação e de Propostas (RFI e RFP).

Quebre paradigmas em seu próximo layout

Paralelamente, lance mão de um desafio, seja para sua equipe interna de criação ou para agências que possam vir a trabalhar com a sua empresa neste projeto. Faça um briefing e dê tempo para que cada um traga sua proposta conceitual de layout . Seja audacioso e quebre paradigmas – você verá que o céu é o limite para aqueles que querem vender o seu “peixe”. Recebidas provas de conceito, mergulhe em um trabalho de análise das mesmas, considerando, por exemplo:

  • Entendimento do briefing;
  • Conhecimento de regras de negócios de e-commerce;
  • Proposta de conceito e experiência do cliente;
  • Alinhamento do conceito apresentado com o posicionamento da marca;
  • Exploração da plataforma de tecnologia escolhida anteriormente;
  • Design responsivo (evolução para o mobile é importante);

Lembre-se de que layouts exigirão a construção de HTML’s que podem ou não ter seus desenvolvimentos a cargo das agências; contrate-os ou desenvolva-os internamente, mas considere-os no projeto.

Onde e como instalar tudo – a infraestrutura (hosting)

Quando entramos no mundo da infraestrutura, vale lembrar que estamos na era da nuvem (cloud computing) e que este é um recurso que se bem usado propiciará vantagens enormes para a sua empresa. Primeiro que, não demanda grandes investimentos ou despesas para a primeira fase do seu projeto, que é a de ter um ambiente para ser usado em tempo de implementação, e depois que te permite crescer com a sua infraestrutura à medida que seu e-commerce se amplie.

Existem players no mercado interno que já fazem bom trabalho em nuvem, mas sem dúvida é lá fora que estão as melhores oportunidades, seja de custo ou mesmo de tecnologia. No mínimo, vale pensar se não valeria a pena dividir ambientes produtivos e não produtivos, mantendo-se o segundo com fornecedores no exterior.

Sim, economicamente falando, a vantagem de se estabelecer em nuvem com um parceiro fará os olhos do seu financeiro brilharem se for um momento em que despesa é vantajoso, no entanto, se o momento de sua empresa for o de imobilizar, então pense em adquirir a infraestrutura e deixá-la “colocada” (colocation) em um provedor – deste modo haveria um investimento por parte de sua empresa e, também, um custo a se considerar com o parceiro pelo espaço e pelos serviços básicos de eletricidade, refrigeração e padronização através de serviços técnicos compartilhados.

Como alternativa, poderia internalizar toda a infraestrutura, ou seja, acomodar toda a infraestrutura e serviços internamente à sua empresa. A tudo isto deve-se levar em consideração o conhecimento de sustentação da tecnologia de equipamentos (hardware) e de aplicativos (software) escolhidos, assim como segurança de seu site. De qualquer maneira, a ferramenta para se avaliar este quesito deverá ser desenvolvida em conjunto com o financeiro de sua empresa para que o modelo econômico adotado faça sentido estrategicamente, assim como com a sua equipe de TI para que se prepare para assumir tal ambiente.

Tanto para a infraestrutura quanto com relação à plataforma escolhidas, prepare-se para fazer um plano de negócios com todo e qualquer desembolso para os próximos três a cinco anos, pois os custos de um projeto de lançamento de um e-commerce estendem-se por mais tempo que o da implementação, dependendo das opções feitas pela plataforma ou mesmo pelo modelo de compra dos equipamentos.

Compute tudo isso considerando os custos que possam vir com o crescimento estimado para seu negócio, pois licenças de software costumam trazer custos anuais que devem ser conhecidos no momento do plano de negócios, deixando claro todo e qualquer custo envolvido.

Para fecharmos o assunto…

Bastante importante em qualquer projeto é a Gestão de Mudanças (que por si é assunto para um post inteiro), ou seja, prepare os times envolvidos para grandes desafios e mudanças profundas de processos – e até de carreiras. Isto remete a um ponto importante: a equipe de TI não deve ser a única dona de um projeto deste tipo, mas a área de negócios deve ser o principal patrocinador e responsável (sponsor). Ter em mente que este projeto é multidisciplinar é fator decisivo, assim o envolvimento de todas as áreas da empresa é fundamental.

Um projeto não acaba quando o site entra no ar, então é preciso medi-lo o tempo todo através de indicadores – acompanhe-os de perto.

Multicanalidade e Omnicanalidade são assuntos para outros artigos, mas não os minimize. Importante é saber, por hora, que um bom projeto deve considerá-los desde o início. Então, atente-se aos cadastros de lojas, clientes, fornecedores, entre tantos outros que deverão ser únicos e serão a base para integrações consistentes, proporcionando uma visão única do seu negócio online.

Levantar um site não é coisa simples, espero ter podido ajudar sua empresa nesta tarefa.

Data da última atualização: 16/03/2018


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Joaquim Garcia

Joaquim trabalhou como diretor de TI, logística e governança de projetos na Livraria Cultura e como CIO da Webb e do GPA. Em 2014, recebeu da Forbes Brasil o prêmio de melhor executivo de TI do varejo.

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